(Foto: Divulgação PMPG)
Concessão do aeroporto de Ponta Grossa exigirá nova pista
A ampliação da pista do Aeroporto Sant’Ana garantirá conexões mais rápidas e aeronaves maiores para a região dos Campos Gerais.
A rotina de quem viaja a trabalho ou a lazer no interior do Paraná está prestes a ganhar um salto de qualidade. Em vez de enfrentar o desgastante deslocamento rodoviário pela BR-376 até o Aeroporto Afonso Pena, na Grande Curitiba, os passageiros de Ponta Grossa e região logo poderão embarcar em jatos comerciais modernos perto de casa. Com isso, a população ganha agilidade e a economia local atrai novos investimentos, conectando o polo industrial ponta-grossense diretamente aos principais centros econômicos do país.
Nova estrutura do terminal aéreo
Nesse sentido, a garantia de que o Aeroporto Sant’Ana receberá os investimentos necessários foi oficializada após articulação da prefeitura com o Ministério dos Portos e Aeroportos. O edital de concessão do terminal à iniciativa privada, que faz parte do Programa AmpliAR, sofrerá uma alteração crucial: a obrigatoriedade de ampliar a pista em 150 metros e construir áreas de giro nas cabeceiras.
Por outro lado, o plano original do governo federal não previa essa exigência para a futura concessionária, o que gerou forte apreensão nas entidades do setor produtivo local. Se a mudança não fosse incluída no edital, a infraestrutura continuaria sendo o principal gargalo para a expansão comercial aérea da cidade.
“Essa é uma vitória gigantesca para Ponta Grossa. Nós não aceitamos que o nosso aeroporto fosse concedido sem que estivesse garantido o investimento necessário para que ele pudesse crescer. Fomos ao Ministério, mostramos a necessidade da cidade e insistimos para que a infraestrutura estivesse prevista no edital. Agora temos um avanço concreto, que abre caminho para aeronaves maiores e para um aeroporto compatível com o tamanho e com o desenvolvimento de Ponta Grossa”, afirma a prefeita Elizabeth Schmidt.
Operação de jatos regionais
A mudança na engenharia da pista não é apenas um detalhe técnico, pois afeta diretamente a diversidade e a disponibilidade de passagens. Sendo assim, o aeroporto passará a operar sem restrições com jatos regionais de maior porte, a exemplo da família Embraer E2. Esse tipo de equipamento, consolidado na aviação nacional, possui autonomia de voo de 1.400 quilômetros e capacidade para transportar até 136 passageiros.
Além disso, a obrigatoriedade da pista consolida um pacote de modernização que já vinha sendo formatado desde o ano passado, quando R$ 35 milhões do governo federal foram anunciados para o novo terminal de passageiros, pavimentação do pátio e construção de taxiway. O avanço da logística de transportes é um dos grandes atrativos para a instalação de indústrias e a geração de empregos na cidade.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp
Próximos desafios para a expansão
Consequentemente, a entrega do terminal para o mercado privado por um período contratual inicial de dez anos garantirá uma gestão focada no lucro e na atração de novas rotas aéreas. A expectativa é que as companhias aumentem sua oferta de voos diários assim que a nova pista for homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Contudo, ainda há desafios urbanísticos para que o sítio aeroportuário alcance seu potencial logístico máximo. A próxima batalha estratégica do município é garantir a retirada do ramal ferroviário que atualmente cruza os arredores da zona do aeroporto. Caso os trilhos sejam remanejados, o contrato de concessão permitirá revisões para viabilizar ampliações ainda maiores, consolidando definitivamente Ponta Grossa no mapa aéreo do Sul do Brasil.

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Ponta Grossa
- PEC 6×1 avança com intensa articulação e negociações em Brasília - 20 de agosto de 2026
- Polícia desarticula quadrilha do Cajuru comandada de prédios de luxo - 20 de agosto de 2026
- Clima favorável faz produção de cana disparar nas lavouras do PR - 20 de agosto de 2026





