(Foto: Cabo Adam Padilha)
Megaoperação da PM usa drones e tropas de elite para blindar o Oeste do Paraná
Batizada de Diakopí, ofensiva deflagrada em Medianeira reúne tropas de elite, drones e inteligência de dados para blindar a fronteira e desarticular rotas criminosas.
A segurança pública na região Oeste do estado ganhou um reforço de peso neste fim de semana. A Polícia Militar do Paraná (PMPR) deflagrou na sexta-feira (20) a Operação Diakopí, uma grande ofensiva coordenada pelo Comando de Missões Especiais (CME) para asfixiar a criminalidade em uma das áreas de fronteira mais estratégicas e sensíveis do país.
O lançamento oficial ocorreu na Praça Ângelo Darolt, em Medianeira, e sinaliza uma postura de tolerância zero do Estado contra o avanço de facções, do contrabando e do tráfico de drogas na região.
A estratégia da “interrupção”
O nome da operação não foi escolhido ao acaso. Diakopí é uma palavra de origem grega que significa “interromper”. O objetivo central da tropa é exatamente este: cortar o mal pela raiz, cessando as rotas logísticas do crime e devolvendo a sensação de segurança aos moradores dos municípios do Oeste paranaense.
Para atingir essa meta, a PMPR mobilizou um efetivo representativo de todas as suas unidades de missões especiais, trabalhando em conjunto com as forças de área do 5º Comando Regional. A tática de saturação envolve o cerco total da região, com patrulhamentos simultâneos por terra, água e ar.
As tropas estão executando bloqueios rigorosos de trânsito e fiscalizações em:
- Perímetros urbanos com altos índices de criminalidade;
- Rodovias estaduais e federais que cortam a região;
- Áreas de mata fechada;
- Regiões ribeirinhas e alagados, rotas frequentemente usadas por contrabandistas.
Inteligência e tecnologia contra as “manchas criminais”
A Operação Diakopí marca também o uso intensivo da tecnologia como braço direito do policiamento ostensivo. As viaturas e as abordagens não ocorrem de forma aleatória; elas são direcionadas por sistemas de georreferenciamento criminal, que mapeiam as chamadas “manchas criminais” com base em boletins de ocorrência e denúncias da população.
A ofensiva conta com o suporte aéreo de aeronaves e drones, além da integração direta com as câmeras do programa Olho Vivo, do Governo do Estado. Essa rede de vigilância permite que o centro de comando antecipe movimentos suspeitos e garanta um tempo de resposta imediato para as equipes que estão na rua.
União de forças e peso institucional
A solenidade em Medianeira deixou claro o peso político e institucional da operação. O evento reuniu a cúpula da segurança pública, incluindo o Subcomandante-Geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, o comandante do CME, tenente-coronel Alexandre Lopes Dias, e representantes da Polícia Civil, Polícia Penal, Ministério Público e prefeituras locais.
“É muito importante a união de esforços entre as forças de segurança e o emprego de inteligência policial para garantir uma ação imediata e qualificada. Essa integração visa atender com eficiência as demandas da comunidade paranaense.” — Coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, Subcomandante-Geral da PMPR.
Logo após o encerramento da cerimônia, as viaturas já se dispersaram pelos municípios do Oeste, dando início às abordagens a veículos, pessoas em atitude suspeita e fiscalização de estabelecimentos comerciais.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Militar do Paraná
- Mais de 6 mil pessoas correm no Centro Cívico na abertura do Circuito Curitiba 2026 - 23 de março de 2026
- Despedida do verão na Ilha do Mel tem Lagum, Vitor Kley e horários extras de embarque - 23 de março de 2026
- Semana na Alep terá foco em direitos da mulher, meio ambiente e prestação de contas do governo - 23 de março de 2026





