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Paraná alcança marca de 13 milhões de mudas nativas distribuídas e vive boom de reflorestamento

Paraná alcança marca de 13 milhões de mudas nativas distribuídas e vive boom de reflorestamento

Programa estadual registra salto de 34% nas doações em um ano impulsionado por exigências legais e consciência ambiental. Aroeira-pimenteira, Pitanga e Araucária lideram a preferência nos quintais e matas do estado.

O mapa do Paraná está ganhando novos contornos verdes de forma acelerada. Em janeiro deste ano, o Governo do Estado ultrapassou a marca histórica de 13,2 milhões de mudas de espécies nativas distribuídas à população.

O número é resultado de sete ciclos contínuos do programa Paraná Mais Verde, iniciativa coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT) desde 2019 com o objetivo de frear o desmatamento e recuperar ecossistemas degradados.

Os dados mais recentes do IAT mostram que o ritmo de plantio está em plena expansão. No primeiro ano do projeto (2019/2020), foram entregues 1,8 milhão de pequenas árvores. Já no ciclo mais recente, fechado em setembro de 2025, o volume saltou para mais de 2,4 milhões de mudas — um expressivo crescimento de 34,5% na demanda.

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Consciência ambiental e o peso da lei

Esse crescimento exponencial não ocorre por acaso. Segundo a bióloga Roberta Scheidt Gibertoni, da Divisão de Distribuição de Mudas Nativas do IAT, o aumento na procura reflete uma mudança de comportamento duplo na sociedade paranaense.

De um lado, há um entendimento muito mais claro da população sobre a urgência de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, melhorar a qualidade do ar e criar espaços urbanos propícios ao bem-estar.

Do outro, há o peso da legislação: a necessidade de cumprir exigências legais e compensações ambientais atreladas ao licenciamento de obras e novos empreendimentos forçou o setor produtivo a investir pesado na recuperação da vegetação nativa.

As campeãs de procura: da pimenta-rosa ao pinhão

A preferência dos paranaenses na hora de escolher o que plantar revela um misto de estratégia de reflorestamento e memória afetiva. Liderando o ranking absoluto de 2025, com mais de 115 mil mudas doadas, está a Aroeira-pimenteira.

O arbusto de rápido crescimento, cujos frutos vermelhos são conhecidos como pimenta-rosa, é vital para atrair pássaros e acelerar a dispersão natural de sementes. A cidade de Toledo, no Oeste do estado, foi a recordista em pedidos dessa espécie.

Logo atrás, com cerca de 110 mil unidades distribuídas (também com forte saída em Toledo), aparece a Angico-gurucaia. Trata-se de uma árvore robusta, essencial para recompor as matas ciliares que protegem os rios e bacias hidrográficas do interior do Paraná.

O pódio é fechado por uma velha conhecida dos quintais: a Pitanga. Com mais de 90 mil doações concentradas majoritariamente em Ortigueira, nos Campos Gerais, a pitangueira une alto valor paisagístico com a capacidade de atrair aves urbanas, como sabiás e bem-te-vis.

O ranking das favoritas se completa com o Araçá (87 mil mudas), valorizado pela facilidade de adaptação e pelos frutos ricos em vitamina C, e, como não poderia faltar, a Araucária (82 mil mudas), símbolo máximo do estado, que além de desenhar a paisagem sulista, garante o pinhão que alimenta a fauna e a nossa culinária de inverno.

A engrenagem do programa e como solicitar

Para dar conta dessa demanda milionária, o IAT mantém uma verdadeira engrenagem verde funcionando nos bastidores. O Estado opera atualmente 19 viveiros florestais (espalhados por cidades como São José dos Pinhais, Cascavel, Guarapuava e Umuarama) e dois laboratórios de sementes.

Essas estruturas abastecem grandes frentes governamentais, como o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e o programa Asfalto Novo, Vida Nova, além de atenderem diretamente o cidadão comum.

Para solicitar as mudas de forma gratuita, qualquer pessoa ou empresa pode acessar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) do governo. O pedido passa por uma análise técnica do IAT e, caso aprovado, o requerente recebe por e-mail as orientações e a documentação necessária para retirar as plantas no viveiro mais próximo.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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