Localizado no bairro São Francisco, o espaço visa preservar a rica história da limpeza urbana e valorizar os profissionais que dedicam suas vidas a essa atividade fundamental.
Curitiba, capital paranaense reconhecida por sua sustentabilidade e cuidado urbano, celebrou no domingo, 29 de março, seus 333 anos. Em um marco para a data, a cidade ganhou na segunda-feira (30) o primeiro Museu da Limpeza do Brasil, e o segundo do mundo.
A inauguração contou com a presença do vice-governador Darci Piana, que destacou a relevância do museu para a capital. “Nos 333 anos de Curitiba, recebemos esta estrutura maravilhosa, que é o primeiro museu do Brasil e o segundo do mundo voltado à limpeza e à conservação. Nossa capital é reconhecida pela sua limpeza e o cuidado com o meio ambiente, além de ser considerada a cidade mais inteligente do mundo, e merecia um museu como este”, afirmou Piana.
Criado pela Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities do Paraná (Facop), o museu é um reconhecimento à importância da limpeza como patrimônio cultural e social, muitas vezes subvalorizada. Manassés Oliveira da Silva, presidente da Facop, ressaltou que o espaço é uma homenagem aos mais de 2,5 milhões de trabalhadores da limpeza urbana no Brasil, sendo 100 mil deles no Paraná.
“Este museu vem para dar visibilidade aos nossos trabalhadores de asseio, conservação e limpeza. Homenagear esses trabalhadores no aniversário da nossa cidade, que é a Capital Social e a Capital Ecológica, não tem preço”, disse.
Uma Jornada Pela História e Tecnologia
O acervo do museu oferece uma viagem no tempo, exibindo a evolução de peças, equipamentos e itens de limpeza. Os visitantes podem encontrar desde os primeiros modelos de aspirador de pó, vasos sanitários e máquinas de lavar, até objetos usados no dia a dia por gerações, como escovões, vassouras e enceradeiras. “É um museu que traz a história dos nossos trabalhadores, que mostra a atualidade e projeta o futuro”, explicou o presidente da Facop.
Interatividade e Acesso ao Público
Situado ao lado do Museu Casa Alfredo Andersen, na Rua Mateus Leme, 324, próximo ao Largo da Ordem, o Museu da Limpeza funcionará de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita. O espaço foi instalado em um imóvel classificado como Unidade de Interesse de Preservação (UIP), que passou por reformas para receber o público.
Com apoio da Lei Rouanet, os dois pavimentos do museu contam com recursos digitais e totens interativos, que enriquecem a experiência dos visitantes. Além disso, o local funcionará como um museu-escola, demonstrando as técnicas e cuidados necessários para a limpeza de ambientes com objetos artísticos, históricos e de alto valor.
O Legado da Limpeza em Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel expressou sua gratidão aos profissionais da área. “Eu agradeço, em nome da cidade, todo o cuidado com Curitiba feito pelos nossos trabalhadores da limpeza e conservação. Fomos reconhecidos, em muitas ocasiões, como a cidade mais limpa do Brasil e até da América Latina, e isso só é possível por causa do trabalho desses homens e mulheres”, ressaltou.
O projeto do museu conta ainda com o apoio do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado do Paraná (Seac-PR) e do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Simeaco), reforçando o compromisso com a proteção da memória e do patrimônio da limpeza profissional, essencial para o bem-estar da sociedade e a manutenção dos ambientes urbanos.
A cerimônia de lançamento contou também com a presença de diversas autoridades, incluindo o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; os deputados estaduais Ney Leprevost, Márcia Huculak e Requião Filho; e o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, entre outros.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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