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Empates de Athletico e Coritiba na 23ª rodada freiam ambições paranaenses no Brasileirão

Empates de Athletico e Coritiba na 23ª rodada freiam ambições paranaenses no Brasileirão

(Foto: Luis Miguel Ferreira)

Empates de Athletico e Coritiba na 23ª rodada freiam ambições paranaenses no Brasileirão


Com tropeço em casa e ponto heroico fora, dupla mantém posições na tabela, mas vê concorrentes se aproximarem.

A 23ª rodada do Campeonato Brasileiro terminou com um gosto agridoce para os representantes paranaenses. Ao invés de somarem seis pontos e consolidarem de vez suas posições na tabela de classificação, Athletico e Coritiba estacionaram em cenários totalmente opostos. O Furacão, mesmo empurrado por sua fanática torcida, foi castigado pelo próprio desperdício de gols e ficou no 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, travando nos 41 pontos, ainda na terceira colocação. Já o Coxa, que sofria enorme pressão na capital paulista, arrancou um heroico empate de 1 a 1 contra o São Paulo, alcançando os 31 pontos e garantindo a 9ª posição.

Para o cenário esportivo estadual, os resultados apontam diretamente para o futuro das equipes no torneio: enquanto o time rubro-negro vê a distância para os líderes não encurtar na corrida pelo título, a equipe alviverde garante uma gordura essencial para se manter na zona de classificação para a Copa Sul-Americana, afastando qualquer risco da parte de baixo.

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O peso dos placares para o futebol do estado

Manter dois clubes na primeira metade da tabela de classificação da Série A é um trunfo valioso para a Federação Paranaense de Futebol (FPF) e fortalece o Paraná no disputado ranking da CBF. Historicamente, campanhas sólidas conjuntas geram visibilidade nacional e garantem mais vagas em competições de elite. Contudo, em um campeonato marcado pelo alto nível técnico, o aproveitamento de pontos dentro de casa é inegociável. Por isso, o tropeço do Athletico na Baixada tem um gosto de derrota, ao passo que o ponto conquistado pelo Coritiba no Morumbis é celebrado como uma vitória tática.

Domínio rubro-negro esbarra em Tiago Volpi e na própria pontaria

Atuando no gramado sintético da Arena da Baixada, o Athletico começou a partida impondo o ritmo alucinante que o consagrou como um dos melhores mandantes do país. A expectativa era de uma vitória contundente, mas a equipe visitante contou com uma muralha chamada Tiago Volpi.

  • No primeiro minuto de jogo, Mendoza acertou a trave, ditando o tom do que seria a partida.
  • Durante toda a primeira etapa, Benavídez, Gilberto Moraes e João Cruz pararam em defesas espetaculares do goleiro.
  • As jogadas de infiltração com Leozinho e Viveros funcionaram, mas a pontaria final estava totalmente descalibrada, frustrando a torcida local.

Castigo no segundo tempo e a redenção com Kerwin Vargas

O velho e conhecido ditado do futebol, “quem não faz, leva”, puniu o excesso de erros dos donos da casa. Aos 21 minutos da etapa final, em uma falha de marcação pelo lado esquerdo do escanteio, o zagueiro Pedro Henrique apareceu livre para colocar o Bragantino na frente. A resposta paranaense, carregada de alívio e tensão, ocorreu somente aos 29 minutos:

  • Viveros conseguiu espaço no corredor esquerdo e efetuou um cruzamento preciso.
  • Kerwin Vargas, a nova aposta colombiana da equipe, apareceu com liberdade na área.
  • Com frieza, o atacante bateu colocado e marcou seu primeiro gol oficial com a camisa rubro-negra.

Desafio de peso no Engenhão

Sem tempo para lamentações, a tabela não oferece respiro. Na 24ª rodada, o Athletico precisará recuperar os pontos perdidos atuando longe de seus domínios. A equipe viaja para enfrentar o Botafogo na segunda-feira (24), às 20h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Será um confronto direto que exigirá força mental e precisão máxima dos atacantes.

Pressão no Morumbis e o golaço que assustou o Coritiba

A pouco mais de 400 quilômetros de Curitiba, o Coritiba encarava um adversário que historicamente impõe extrema dificuldade: o São Paulo, no estádio Morumbis. O primeiro tempo foi de total domínio paulista. A equipe tricolor explorou com inteligência as falhas laterais do Coxa, utilizando Lucas Ramon para bombardear a área. Aos 42 minutos da etapa inicial, a persistência foi coroada quando Pablo Maia acertou um drible desconcertante e mandou uma bomba de perna esquerda, sem chances para o goleiro Pedro Morisco.

Ajuste de postura e a força da bola aérea alviverde

O intervalo foi decisivo para a mudança de atitude. O Coritiba abandonou a passividade inicial, corrigiu a marcação no meio de campo e apostou no seu forte jogo aéreo, uma de suas principais armas nesta temporada.

  • Aos 11 minutos do segundo tempo, a rede finalmente balançou a favor do Paraná.
  • Em uma cobrança de bola alçada na área, Tiago Cóser subiu mais do que toda a defesa do São Paulo.
  • O cabeceio foi firme, balançando as redes e devolvendo a confiança à equipe visitante.

Nos minutos finais, o sistema defensivo coxa-branca brilhou, com destaque para Pedro Morisco, que realizou defesas cruciais para assegurar o ponto fora de casa. Com a tabela embolada, a massa coxa-branca já se prepara para apoiar o time de perto.

Retorno ao Couto Pereira para um clássico nacional

Com o resultado, o Coritiba respira aliviado na parte intermediária da classificação. Agora, o foco se volta inteiramente para o seu território. No próximo domingo, às 19h30, o time recebe o Corinthians no Couto Pereira. Vencer diante da sua torcida é o passaporte necessário para entrar definitivamente na briga pelo G-6 e sonhar com voos continentais mais ambiciosos na próxima temporada.

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O que você precisa saber em resumo

  • O Athletico empatou em 1 a 1 com o Bragantino na Arena da Baixada, somando 41 pontos na 3ª posição, com gol de empate de Kerwin Vargas.
  • O Coritiba arrancou um empate de 1 a 1 contra o São Paulo no Morumbis, alcançando 31 pontos na 9ª posição, graças à forte cabeçada de Tiago Cóser.
  • Na próxima rodada, o Furacão viaja ao Rio de Janeiro para encarar o Botafogo, enquanto o Coxa volta para casa para receber o Corinthians.
Empates de Athletico e Coritiba na 23ª rodada freiam ambições paranaenses no Brasileirão
(Foto: Divulgação São Paulo F.C. )

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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