Publicidade
Publicidade
Publicidade

Com talento paranaense, Brasil faz história e conquista ouro duplo no Mundial de Ginástica Rítmica

Com talento paranaense, Brasil faz história e conquista ouro duplo no Mundial de Ginástica Rítmica

(Foto: Divulgação CBG)

Com talento paranaense, Brasil faz história e conquista ouro duplo no Mundial de Ginástica Rítmica


Com talentos do Paraná, seleção feminina supera potências globais na Alemanha, alcança notas históricas e assegura presença antecipada nos próximos Jogos Olímpicos

O cenário do esporte de alto rendimento no país acaba de atingir um novo e cobiçado patamar. A equipe brasileira de ginástica rítmica não apenas carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, como se consolidou entre as maiores potências globais da modalidade. Neste domingo (16), as atletas fizeram história no Campeonato Mundial realizado em Frankfurt, na Alemanha, conquistando duas medalhas de ouro inéditas nas finais por aparelhos, além do bronze no conjunto geral disputado na véspera.

O protagonismo das ginastas paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves coroa uma tradição de décadas. O Paraná é, historicamente, o principal celeiro da ginástica rítmica no Brasil, com polos de excelência estruturados em cidades como Toledo, Londrina e Curitiba, que revelam talentos para a seleção nacional ano após ano. A presença dessas atletas na formação principal reforça o desenvolvimento esportivo no estado, servindo de inspiração direta para milhares de meninas que lotam os centros de treinamento paranaenses em busca de um sonho olímpico.

Publicidade

O topo do pódio nas séries com cinco bolas

A primeira conquista dourada veio na apresentação mais dinâmica da competição: a série com cinco bolas. Ao som de “Feeling Good”, de Michael Bublé, as “Leoas” — como é conhecido o conjunto brasileiro — executaram uma rotina beirando a perfeição artística e técnica. O resultado foi uma nota espetacular de 29.450.

A avaliação, rigorosa no nível mundial, soma critérios de grau de dificuldade, limpeza de execução e valor artístico. Essa pontuação quebrou o recorde anterior da própria equipe, que era de 29.250 pontos alcançados em junho, no Campeonato Pan-Americano do Rio de Janeiro.

Superação sobre as potências olímpicas

O peso desse ouro nas cinco bolas ganha ainda mais evidência ao analisarmos as adversárias que ficaram para trás. O Brasil desbancou as duas últimas campeãs olímpicas da prova. A prata ficou com a China (28.900 pontos) e o bronze com a Bulgária (28.400 pontos).

Para entender a grandiosidade do feito: esta foi a primeira vez na história da modalidade que um país das Américas ocupou o lugar mais alto do pódio nesse tipo de final no Campeonato Mundial, historicamente dominado por nações do leste europeu e asiáticas.

O desempenho impecável na série mista

O ímpeto vencedor não diminuiu com a mudança de aparelhos. Horas após o primeiro título, a equipe retornou ao tablado para a final da série mista (composta por três arcos e duas maças). Empurradas pela energia de “Abracadabra”, hit de Lady Gaga, as brasileiras igualaram a nota da apresentação anterior, cravando os mesmos 29.450 pontos.

Com essa pontuação irretocável, o Brasil superou a Espanha, que levou a prata com 29.050, e a Bulgária, que ficou com o bronze ao anotar 28.750.

Éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer. Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos.” — Camila Ferezin, técnica da seleção brasileira.

Passaporte carimbado para a próxima Olimpíada

Antes das glórias dominicais por aparelhos, o Brasil já havia garantido o objetivo mais estratégico do ciclo esportivo no sábado (15). A equipe conquistou a medalha de bronze na disputa do conjunto geral (a soma de todas as rotinas), o que assegurou matematicamente a vaga direta para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

A disputa foi acirrada entre 42 nações, divididas em três grupos. A Espanha ficou com o ouro geral e o Japão (país sede do Mundial em 2025) com a prata. O Brasil acompanhou apreensivo os resultados finais do terceiro grupo, mas a nota consolidada manteve o país no top 3 global.

Estratégia e precisão na pontuação geral

O bronze no conjunto geral foi construído com frieza tática. Veja como a nota de 55.500 pontos, que garantiu a vaga olímpica, foi construída pela equipe:

  • Série Mista (Arcos e Maças): Rendimento espetacular que rendeu 28.700 pontos, a segunda melhor nota entre todos os países competidores daquele dia.
  • Série Simples (Cinco Bolas): Apresentação sólida com 26.800 pontos, garantindo a consistência necessária para evitar quedas drásticas na classificação.
  • O Sexteto: O grupo titular e reserva contou com Maria Eduarda Arakaki (AL – capitã), Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Maria Paula Caminha (AM) e as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves.

O futuro do sexteto após as conquistas na Alemanha

A evolução da equipe brasileira demonstra que o segundo lugar no pódio mundial do Rio de Janeiro, no ano anterior, não foi um caso isolado. O Brasil tem uma base esportiva sólida, madura para suportar a exaustão física e mental de finais simultâneas.

Lidar com a pressão psicológica de trocar figurinos, aparelhos e foco tático em um intervalo de poucas horas é o que separa bons times de campeões mundiais. Este nível de resiliência consolida as Leoas como o time a ser batido nos próximos anos.

>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

O que você precisa saber em resumo

  • O Brasil conquistou dois ouros inéditos (Série de 5 bolas e Série Mista) e um bronze (Conjunto Geral) no Mundial da Alemanha.
  • A equipe garantiu sua vaga oficial para competir nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
  • A seleção contou com o talento crucial de duas atletas do Paraná: Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves.
Com talento paranaense, Brasil faz história e conquista ouro duplo no Mundial de Ginástica Rítmica
(Foto: Divulgação CBG)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *