(Foto: Daniel Castellano)
Agosto Dourado: como a rede pública de Curitiba ajuda mães a não desistirem de amamentar
Campanha municipal intensifica atendimento remoto, fiscalização em farmácias e criação de espaços acolhedores para puérperas.
Mães que enfrentam dificuldades com a amamentação, como fissuras mamárias, baixa produção de leite ou dúvidas sobre a “pega” correta do bebê, contam com um canal direto e imediato para buscar socorro em Curitiba sem precisar sair de casa. Por meio da Central Saúde Já, pelo telefone 3350-9000, o sistema público oferece apoio especializado à distância para as famílias.
Essa facilidade prática integra um grande pacote de ações que visa solucionar os obstáculos iniciais que frequentemente levam ao desmame precoce, facilitando a rotina de quem acaba de dar à luz e muitas vezes não tem condições físicas ou logísticas de se deslocar a um posto de saúde.
A oferta de teleatendimento não substitui, mas complementa a assistência presencial, garantindo que o acolhimento materno chegue mais rápido e evite o agravamento de problemas comuns do puerpério. Para muitas mulheres, essa barreira de acesso reduzida é o fator decisivo para o sucesso prolongado do aleitamento.
O reflexo dessas políticas públicas na capital paranaense
No cenário do Paraná, a capital tem um histórico importante na proteção materno-infantil. O programa “Mãe Curitibana”, que evoluiu para o atual “Mãe Curitibana Vale a Vida”, atua de forma pioneira no estado ao garantir a vinculação da gestante à maternidade e assegurar um acompanhamento contínuo.
Para a população da região metropolitana e da capital, a manutenção de uma rede robusta de aleitamento vai além do aspecto biológico. Trata-se de proporcionar amparo estrutural para as mães trabalhadoras que, diante de rotinas exaustivas nos centros urbanos, encontram nas 109 Unidades de Saúde do município o direcionamento profissional gratuito para não desistirem de amamentar em meio à transição de volta ao mercado de trabalho.
Como funciona a estrutura de suporte nas unidades de saúde
Além do canal remoto, as equipes de saúde da família mantêm o acompanhamento constante presencialmente. O incentivo ao leite materno é uma rotina, estruturada em diferentes frentes de cuidado diário:
- Consultas pré-natais: A preparação teórica e física começa antes mesmo do parto, com educação contínua em saúde.
- Visitas domiciliares: Profissionais do SUS avaliam a dinâmica familiar nos primeiros dias cruciais após o nascimento.
- Manejo de complicações: Tratamento ativo de rachaduras, ingurgitamento mamário (o popular “leite empedrado”) e correções de postura.
- Puericultura: Acompanhamento regular do ganho de peso e desenvolvimento do bebê, ajustando as orientações nutricionais da família.
Fiscalização rigorosa contra o marketing abusivo de fórmulas infantis
Outro ponto crucial de proteção às famílias abordado pela prefeitura local é a atuação da Vigilância Sanitária municipal. Historicamente, o mercado de fórmulas infantis e bicos artificiais (como chupetas e mamadeiras) sempre competiu de maneira incisiva com o aleitamento natural.
Para combater práticas comerciais desleais, o Brasil conta com a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes (NBCAL). Durante a campanha do Agosto Dourado, a Prefeitura de Curitiba elaborou e enviou cartilhas de orientação técnica para sindicatos de farmácias e supermercados, além de conselhos representativos de farmacêuticos. O objetivo da gestão pública é garantir que os estabelecimentos comerciais curitibanos não realizem promoções irregulares ou publicidade que desestimule a amamentação.
Espaços públicos adaptados e a cultura do acolhimento
Para que a amamentação prospere livremente, o ambiente social precisa ser receptivo. Com essa premissa, ações intersetoriais, a exemplo do programa Mama Nenê — realizado em parceria entre as secretarias de Saúde e Educação —, incentivam a implantação de áreas específicas e confortáveis para o aleitamento dentro dos equipamentos públicos da cidade.
Todo esse movimento está calçado nas diretrizes globais de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam firmemente que o leite materno seja o alimento exclusivo do bebê até o sexto mês de vida, sendo mantido de forma complementar até os dois anos ou mais. A campanha do Agosto Dourado, instituída no país pela Lei Federal nº 13.435/2017, existe justamente para conscientizar de que este alimento constitui o “padrão ouro” da nutrição infantil.
“O Agosto Dourado é um convite para toda a sociedade apoiar a amamentação. No SUS Curitiba, esse cuidado começa ainda no pré-natal, segue durante o nascimento e continua nos primeiros anos de vida da criança. Nosso compromisso é oferecer acolhimento, orientação qualificada e uma rede preparada para que cada mãe tenha segurança e apoio durante esse momento tão importante.” — Tatiane Filipak, secretária municipal da Saúde de Curitiba.
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O que você precisa saber em resumo
- A Central Saúde Já (3350-9000) disponibiliza orientação especializada à distância para lactantes curitibanas, resolvendo dúvidas e problemas comuns da amamentação de forma imediata.
- A Vigilância Sanitária municipal intensificou a fiscalização e a orientação em farmácias e supermercados para garantir o cumprimento da lei (NBCAL) que proíbe propagandas abusivas de fórmulas infantis.
- A rede do SUS em Curitiba mobiliza 109 Unidades de Saúde e iniciativas como o programa Mama Nenê para garantir espaços adequados e acompanhamento desde o pré-natal até os primeiros anos da criança.

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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