(Foto: Pedro Ribas)
Curitiba lança mutirão noturno para acelerar cirurgias ortopédicas
Nova frente de saúde foca no período noturno e fins de semana para realizar mais de mil procedimentos eletivos até o fim do ano.
Pacientes que aguardam por procedimentos ortopédicos pelo Sistema Único de Saúde em Curitiba agora contam com uma nova alternativa para abreviar a espera. A administração municipal iniciou uma força-tarefa que transfere procedimentos eletivos de alta complexidade para os períodos noturnos e fins de semana. Essa medida desafoga o sistema regular e garante alívio imediato para quem convive diariamente com dores articulares ou problemas na coluna.
Estratégia de atendimento em horários alternativos
A operação concentra suas atividades no Hospital do Trabalhador, unidade historicamente voltada ao atendimento de traumas e urgências. Para evitar qualquer impacto na recepção de casos graves, a logística do projeto envolveu a mobilização de equipes extras. Esses profissionais assumem os centros cirúrgicos fora do horário comercial convencional. Dessa forma, a capacidade instalada da estrutura física é amplamente otimizada sem desguarnecer o pronto-socorro.
A meta estabelecida pelo poder público é encaminhar mais de 300 pessoas por mês para as salas de operação. Até dezembro, a projeção indica a conclusão de mais de mil intervenções cirúrgicas. O cronograma atende diretamente demandas de mão, coluna, joelho, quadril, cotovelo, ombro, pé e tornozelo. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, explicou a dinâmica da iniciativa desenvolvida pelo programa +Saúde -Espera.
“O Hospital do Trabalhador é de atendimento de urgência, mas neste momento também estamos utilizando os períodos noturnos e fins de semana para cirurgias eletivas de alta complexidade. Para resolver o problema daquela senhora que tem dor na coluna, que tem dor no quadril, e sofre com isso todos os dias, nós estamos fazendo esse mutirão.”
Estrutura logística e separação de fluxos
A Secretaria Municipal da Saúde desenhou o projeto para garantir total separação entre a rotina do trauma e os procedimentos agendados. O fluxo de pacientes do mutirão ocorre de maneira paralela ao recebimento das ambulâncias. Essa engenharia hospitalar viabiliza o aumento substancial do volume cirúrgico diário de forma segura. A titular da pasta, Tatiane Filipak, detalhou o funcionamento do esquema tático montado no hospital.
“O atendimento será feito por equipes extras, fora do horário. Estamos aqui num hospital que atende as urgências e emergências em trauma. E, hoje, a principal causa de internamento é o trauma. Então, eles preparam o hospital em horário diferente, com equipe diferente, para não descobrir a urgência e emergência.”
Queda no tempo de espera por especialidades
A ofensiva na área de ortopedia reflete um movimento mais amplo de reestruturação do acesso à saúde secundária na cidade. O balanço recente do município aponta uma retração de quase 40% no volume total de pacientes que aguardam consultas ou exames específicos. A oferta de atendimentos saltou substancialmente nos últimos dois anos, fruto de novas contratações e parcerias estratégicas.
Esse aumento de capacidade produtiva gera reflexos práticos nos prazos de agendamento em diversas frentes clínicas. Os dados consolidados pela gestão municipal demonstram o comportamento atual das filas de espera nas áreas de maior gargalo histórico:
- Oftalmologia: redução de 99%, caindo de 47.780 registros para 557, com espera média atual de seis dias.
- Dermatologia: retração de 85%, passando de 13.652 para 2.078 pacientes aguardando.
- Ultrassonografia: queda de 72%, de 31.518 para 8.860 solicitações pendentes nos postos.
- Otorrinolaringologia: diminuição de 65%, caindo de 7.800 para 2.956 pessoas na fila.
- Tomografia de Crânio: demanda totalmente zerada e sem espera desde o segundo semestre do ano passado.
Atualmente, a rede de saúde da cidade mantém contratos ativos com 76 prestadores de serviço médico. Essa malha de atendimento externa garante uma média mensal de 94,6 mil procedimentos especializados. Dos 297 tipos de serviços ofertados, mais da metade já opera com tempo de espera inferior a trinta dias.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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