(Foto: Isabella Mayer)
Curitiba atualiza 5,6 mil carteirinhas e lança reforço contra poliomielite
Campanha foca na imunização de adultos e introduz novo reforço contra a poliomielite no Paraná
Moradores de Curitiba com viagens programadas para São Paulo ou que estejam na faixa etária entre 30 e 59 anos precisam revisar suas cadernetas de imunização imediatamente. O registro recente de novos diagnósticos de sarampo no estado vizinho acionou protocolos de vigilância nas autoridades sanitárias locais.
A proximidade geográfica e o alto volume de passageiros rodoviários e aéreos entre as duas capitais multiplicam as chances de reintrodução do vírus no território paranaense. Dessa forma, a imunização de adultos passa a ser a principal barreira de defesa da população.
Para conter essa vulnerabilidade, a Secretaria Municipal da Saúde mobilizou equipes de atendimento durante todo o fim de semana. Os profissionais aplicaram 8.682 doses de vacinas apenas no último sábado, data que marcou o Dia D da Estratégia de Multivacinação. A operação exigiu a abertura de 20 clínicas de saúde, que registraram a avaliação presencial de 5.690 carteirinhas de moradores de todas as idades.
Mudanças no calendário nacional e o novo protocolo infantil
O esforço coletivo implementou atualizações diretas no histórico clínico das famílias curitibanas. A principal mudança atende a uma diretriz recente do Ministério da Saúde desenhada para fortalecer a prevenção infantil contra doenças erradicadas. Crianças de quatro anos de idade agora recebem obrigatoriamente uma segunda dose de reforço contra a poliomielite. Essa medida preventiva garante proteção estendida contra a paralisia infantil e bloqueia a circulação do patógeno nas escolas do município.
Além da aplicação das injeções, os postos de saúde funcionaram como centros de triagem pediátrica avançada. As famílias com bebês e crianças de até seis anos acessaram o Circuito da Criança, uma iniciativa preventiva ligada às ações do Agosto Verde. O roteiro clínico envolveu testes de saúde bucal, aferição precisa de peso e estatura e consultas rápidas para evitar deficiências nutricionais primárias.
O circuito presencial abriu espaço para os médicos combaterem vícios comportamentais contemporâneos que afetam o crescimento. A equipe de enfermagem instruiu os responsáveis sobre os danos causados pela exposição prolongada de bebês a telas de celulares e televisores. Os profissionais recomendaram a substituição imediata dos eletrônicos por brincadeiras motoras, destacando que a interação física intencional acelera o desenvolvimento cognitivo infantil.
Adultos negligenciam esquema vacinal na capital
Apesar das campanhas voltadas à primeira infância, a baixa adesão do público maduro segue travando o avanço da cobertura vacinal definitiva. O levantamento da prefeitura indicou que 2.992 carteirinhas analisadas no fim de semana pertenciam a cidadãos com mais de 15 anos. A falsa sensação de imunidade vitalícia induz muitos trabalhadores a abandonarem os postos de saúde, transformando adultos saudáveis em potenciais vetores de doenças virais e respiratórias crônicas.
“A vacina não é só para criança, adulto também precisa vacinar, principalmente a faixa etária de 30 a 59 anos. Se você for viajar, também é muito importante fazer a atualização da sua vacina. A melhor forma é vir, conversar com um profissional de saúde, tirar suas dúvidas e se proteger.” – Tatiane Filipak
O professor Galindo Pedro Ramos ilustra essa mudança de comportamento ao utilizar a estrutura de sábado para atualizar as próprias pendências clínicas, enquanto garantia a dose do filho Akin, de um ano. A rotina profissional exaustiva costuma afastar os trabalhadores das unidades básicas durante a semana. A dona de casa Jéssica Gamba adotou a mesma logística e imunizou a filha Luísa, de sete meses, provando que o atendimento estendido quebra as barreiras de acesso.
Como regularizar as doses pendentes no Paraná
A finalização da campanha de sábado não interrompe a oferta de profilaxia na capital do Paraná. A administração municipal mantém os estoques de imunizantes regulares abastecidos para suprir a demanda diária de rotina. Cidadãos que carregam doses atrasadas conseguem regularizar a situação clínica de segunda a sexta-feira, nos horários comerciais padrão.
Para otimizar o tempo nos guichês e garantir a proteção sanitária, o protocolo de triagem exige passos específicos do usuário:
- Apresentar um documento de identidade válido com foto e o número do CPF.
- Levar o histórico vacinal impresso para auditoria detalhada dos técnicos de enfermagem.
- Acessar o portal Imuniza Já Curitiba para mapear os endereços exatos das 107 clínicas ativas no município.
- Verificar a disponibilidade da vacina contra a Influenza, que continua liberada para qualquer morador acima de seis meses de idade.
A estrutura descentralizada de postos evita aglomerações e pulveriza o atendimento de maneira eficiente pelos bairros residenciais. A Secretaria da Saúde do Paraná também monitora o volume de aplicações semanais para antecipar eventuais quedas de estoque regional. Os moradores resolvem as falhas no calendário de imunização de forma rápida, bastando procurar a rede primária de saúde mais próxima de casa.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
- Obras no bairro Lago Azul em Cascavel garantem asfalto em 100% das ruas - 24 de agosto de 2026
- Curitiba atualiza 5,6 mil carteirinhas e lança reforço contra poliomielite - 24 de agosto de 2026
- Triunfo fora de casa consolida Athletico no G4 do Brasileirão - 24 de agosto de 2026





