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Economia brasileira resiliente: Ipea projeta crescimento de 1,8% do PIB em 2026 apesar de tensões geopolíticas

Economia brasileira resiliente: Ipea projeta crescimento de 1,8% do PIB em 2026 apesar de tensões geopolíticas

(Foto: Marcello Casal Jr.)

Economia brasileira resiliente: Ipea projeta crescimento de 1,8% do PIB em 2026 apesar de tensões geopolíticas


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mantém uma previsão otimista para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, estimando um crescimento de 1,8%.

Essa projeção se destaca por ser feita em um contexto de elevada instabilidade global, marcada pela guerra iniciada em 28 de fevereiro entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que intensifica incertezas e eleva o preço internacional do petróleo.

Contexto Global e Otimismo Nacional

Apesar de reconhecer que “o mundo se encontra no momento de maior tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria [1947-1991]”, o Ipea vê “motivos para moderado otimismo” para a economia brasileira. Essa perspectiva foi detalhada na Carta de Conjuntura nº 70, publicada nesta quinta-feira (9).

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O estudo ressalta que, enquanto o cenário externo é incerto, a economia brasileira demonstra uma “relativa rigidez de algumas dinâmicas” que a caracterizam há anos.

Motores Internos da Economia

Dois pilares fundamentais impulsionam essa resiliência, segundo o Ipea: o crescimento rápido e contínuo da renda disponível das famílias e o volume de crédito disponibilizado pelo sistema financeiro nacional.

No Brasil, o consumo das famílias é um dos principais motores econômicos, influenciado diretamente pelo aumento real do salário mínimo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB, também corrobora essa visão.

O Papel do Estado e Investimentos

Além do consumo, o crédito abundante tem o potencial de viabilizar investimentos privados, outro fator crucial para o crescimento do PIB. A conta do crescimento econômico também considera as despesas do Estado e o saldo entre exportações e importações.

O Ipea prevê que o Estado manterá a política do novo arcabouço fiscal, que combina a elevação de gastos públicos de natureza social – como a valorização do salário mínimo e a reindexação dos gastos com saúde à receita corrente líquida da União – com o crescimento das receitas públicas.

Comércio Exterior em Meio aos Conflitos

No que tange ao comércio exterior, o instituto projeta que o setor se beneficiará de “políticas fiscais expansionistas” globais, impulsionadas por investimentos em inteligência artificial e pelos gastos com armamentos, consequências diretas do conflito no Oriente Médio.

O Ipea lembra que a eclosão da guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022, não impediu o crescimento de 5,8% do comércio mundial naquele ano, sugerindo uma capacidade de adaptação global.

Histórico e Projeções Futuras

O Ipea demonstrou precisão em suas análises no ano passado, acertando a previsão de crescimento do PIB em 2,3%. Caso a projeção de 1,8% se confirme para este ano, o crescimento acumulado no período de 2023-2026 alcançará 10,7%.

Esse índice seria superior aos dois quadriênios anteriores, superando em cinco pontos percentuais o PIB de 2019-2022 (5,7%) e em 0,8 ponto percentual o de 2015-2018 (9,9%). Para 2027, a estimativa do Ipea é de um crescimento de 2%.

Economia brasileira resiliente: Ipea projeta crescimento de 1,8% do PIB em 2026 apesar de tensões geopolíticas
(Foto: Divulgação Petrobras)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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