Imunizante oferecido pelo SUS previne a infecção pelo VSR, protegendo os bebês nos primeiros meses de vida e reduzindo internações em todo o país.
Nesta semana em que é celebrado o Dia das Mães, o Brasil alcançou um marco importante para a saúde pública infantil. O país atingiu a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Esse vírus é o principal causador da bronquiolite, uma doença que leva milhares de recém-nascidos aos hospitais todos os anos.
A aplicação do imunizante em mulheres grávidas é uma estratégia recente do Ministério da Saúde que já demonstra resultados expressivos na proteção das crianças brasileiras, trazendo mais tranquilidade para as famílias.
O que é a bronquiolite e quais os sintomas
A bronquiolite é uma doença respiratória aguda que afeta principalmente crianças menores de dois anos de idade. Ela se caracteriza pela inflamação dos bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas responsáveis por levar o ar até os pulmões.
Para os pais e cuidadores, é fundamental ficar atento aos principais sinais de alerta da doença. Os sintomas mais comuns incluem:
- Coriza (nariz escorrendo);
- Tosse frequente;
- Febre;
- Espirros;
- Chiado no peito;
- Respiração rápida ou com dificuldade.
Em casos mais graves, o quadro do bebê pode piorar rapidamente. As crianças podem apresentar dificuldade para se alimentar, apneia (pequenas pausas na respiração), vômitos e coloração azulada ou arroxeada nos lábios e nas pontas dos dedos, indicando a falta de oxigenação adequada.
Como a vacina protege o bebê na barriga da mãe
Incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, a vacina contra o VSR representa um avanço financeiro e médico para as famílias. Na rede privada, as clínicas chegam a cobrar até R$ 1.500 por uma única dose, valor inacessível para grande parte da população.
A proteção funciona de forma indireta, mas altamente eficaz. Ao receber a vacina, o corpo da mãe é estimulado a produzir anticorpos contra o vírus. Esses anticorpos são transferidos naturalmente para o bebê ainda durante a gestação, através da placenta.
Essa transferência é vital, pois garante que a criança nasça protegida nos seus primeiros meses de vida, justamente a fase em que os bebês são mais frágeis e vulneráveis às complicações respiratórias. Estudos clínicos apontam que a vacina tem uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em recém-nascidos nos primeiros 90 dias após o parto.
Queda expressiva nas internações e mortes
O avanço da imunização entre as gestantes já reflete diretamente na redução de bebês hospitalizados. O Brasil vem registrando uma queda significativa no número de internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR.
Os dados do Ministério da Saúde são animadores. Comparando os números até o dia 18 de abril de 2026 com o mesmo período do ano de 2023, houve uma queda de 52% nas internações, caindo de 6,8 mil para 3,2 mil casos. O impacto salvou vidas: as mortes por complicações do vírus despencaram 63%, passando de 72 para 27 registros no período analisado.
Reconstrução da cobertura vacinal no Brasil
Durante um evento oficial realizado na cidade de Lauro de Freitas, na Bahia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, celebrou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas e destacou o esforço do governo federal para recuperar a confiança da população nas vacinas.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o Programa Nacional de Imunizações (PNI), incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros.”
Investimento em nova maternidade na Bahia
Aproveitando a agenda na Bahia na manhã desta quinta-feira (7), o ministro também assinou uma ordem de serviço para a construção da primeira maternidade municipal de Lauro de Freitas.
O ato liberou imediatamente R$ 103 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, verba que cobrirá tanto a construção do prédio quanto a compra de equipamentos médicos de ponta.
A nova maternidade funcionará 24 horas por dia e terá capacidade para 100 leitos, oferecendo assistência de média e alta complexidade, internações e serviços de urgência ginecológica e obstétrica. A estimativa é que o complexo atenda mais de três mil pacientes do município e da região metropolitana de Salvador.
Com informações de Agência Brasil
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