(Foto: Paranacidade)
O que é o Ponto Paraná? Conheça o novo modelo de descanso nas estradas do estado
Com investimento de R$ 13,6 milhões, o espaço vai oferecer praça de alimentação, banheiros estruturados e um mercado exclusivo para fortalecer a venda de produtos regionais nas rodovias.
Quem viaja de carro ou ônibus pelas rodovias do Paraná logo terá uma experiência muito mais confortável e rica culturalmente. O Governo do Estado assinou a ordem de serviço para a construção do primeiro “Ponto Paraná”, que será instalado no município de Juranda, na região Centro-Oeste.
A iniciativa é um projeto pioneiro no Brasil. A ideia é transformar as tradicionais paradas de beira de estrada em centros modernos de descanso, turismo e valorização da economia local. O investimento para tirar o projeto do papel será de R$ 13,6 milhões, sendo a quase totalidade (R$ 12,8 milhões) bancada pelo Governo do Estado e o restante como contrapartida da prefeitura local.
A inspiração que vem do outro lado do mundo
O conceito do Ponto Paraná não nasceu por acaso. Ele é diretamente inspirado nos michi no eki, um modelo de “estações de estrada” muito popular no Japão desde a década de 1990. Lá, esses locais funcionam como um oásis de descanso e consumo de produtos frescos feitos pelas comunidades vizinhas à rodovia.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior explicou a adaptação da ideia para a realidade paranaense:
“Essa é uma ideia que nós trouxemos do Japão, onde há vários pontos de paradas durante as rodovias, perto das rodovias, onde são vendidos produtos, em especial da agricultura familiar e do artesanato da região. A ideia é fazer com que esse ponto de parada seja um local de qualidade para as pessoas pararem, utilizarem um banheiro, fazer o seu lanche, mas também movimentar a economia local.”
O que o viajante vai encontrar no Ponto Paraná
Para garantir o conforto de quem está há horas na estrada, a estrutura em Juranda foi desenhada para ser completa e totalmente acessível. Com a conclusão das obras — prevista para ocorrer em cerca de 14 meses — o motorista e sua família terão à disposição:
- Área de desembarque coberta: Proteção contra chuva e sol na chegada.
- Praça de alimentação e cozinhas: Opções de lanches e refeições seguras.
- Mercado de produtos locais: Espaço comercial para compra de lembranças e alimentos frescos.
- Sanitários de qualidade: Banheiros amplos e limpos para os viajantes.
- Acessibilidade total: Estrutura com plataformas elevatórias e rampas.
- Área de convivência: Recepção e espaços de circulação interna para descanso físico.
Por que a cidade de Juranda foi a escolhida?
A localização da primeira unidade foi definida de forma estratégica. Juranda fica exatamente no trecho entre Campo Mourão e Cascavel. Essa é uma das principais rotas para quem viaja do interior ou da capital em direção a Foz do Iguaçu — um dos maiores destinos turísticos internacionais do país —, mas que ainda sofre com a falta de paradas bem estruturadas.
A prefeita de Juranda, Joelma Demeneck, celebrou a escolha da cidade e o impacto que a obra trará para os moradores:
“A gente ficou muito feliz e grata. Para Juranda e toda a região, isso representa visibilidade e geração de renda. Vai mudar o perfil econômico da cidade e dar oportunidade para a agroindústria familiar, para os artesãos e para que toda a região apresente seus produtos e seu potencial.”
Vitrine para a agricultura e o artesanato local
Muito mais do que um lugar para esticar as pernas e usar o banheiro, o Ponto Paraná foi pensado para ser uma grande vitrine comercial. O mercado interno do espaço venderá produtos de pequenos agricultores e artesãos cadastrados no programa Vocações Regionais Sustentáveis, gerenciado pelo Estado.
Rogério Chaves, diretor de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, detalhou o objetivo dessa união entre turismo e comércio justo:
“A lógica é que os produtos dos pequenos produtores paranaenses estejam contemplados, promovendo a marca Paraná como um todo. É uma parada de beira de estrada pensada para o turista, com informação, consumo e a possibilidade de descobrir novos destinos e experiências.”
O projeto deve chegar a outras rodovias do estado
Juranda é apenas o começo. Um estudo recente mostrou que o Paraná tem potencial e fluxo de veículos suficiente para abrigar cerca de 23 unidades do Ponto Paraná em diferentes rodovias. A cidade de Guarapuava, por exemplo, já demonstrou interesse em receber a próxima estrutura.
Para facilitar essa expansão, a arquitetura do local foi pensada como um “quebra-cabeça”. Camila Scucato, superintendente executiva do Paranacidade, explicou a facilidade de levar o projeto para outras cidades:
“O projeto é modular, então ele pode ser adaptado a diferentes tamanhos e locais. É pensado para quem está passando pelas rodovias, com um ponto estratégico para parada, com restaurante, produtos da região e estrutura adequada para receber os viajantes.”
A licitação para contratar a empresa que vai construir o complexo em Juranda será conduzida pela própria prefeitura da cidade nos próximos dias.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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