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Mostra de terror em Curitiba revive o legado de Edgar Allan Poe e Roger Corman

Mostra de terror em Curitiba revive o legado de Edgar Allan Poe e Roger Corman

(Foto: Divulgação AIP)

Mostra de terror em Curitiba revive o legado de Edgar Allan Poe e Roger Corman


Com entrada gratuita, a Cinemateca municipal exibe sete clássicos que definiram o cinema de horror psicológico nas décadas de 1960 e 1970

Planejar o fim de semana sem estourar o orçamento é um desafio constante, mas se você está procurando uma programação cultural de alta qualidade e com custo zero, o centro histórico de Curitiba guarda a resposta exata.

A partir deste sábado (16 de maio), a telona da Cinemateca de Curitiba se transforma em uma verdadeira máquina do tempo para os fãs de suspense. A mostra “Os Sonhos Febris de Edgar Allan Poe” oferece à população a chance rara de assistir no formato original de cinema a sete clássicos que revolucionaram a forma como consumimos o gênero de terror.

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Cultura acessível no cenário curitibano

A democratização do acesso à sétima arte é um pilar vital para o desenvolvimento cultural. Ao oferecer exibições sem cobrança de ingresso, a Cinemateca de Curitiba não apenas movimenta a economia criativa, o turismo e o setor gastronômico do entorno do bairro São Francisco, mas também garante que obras fundamentais da história mundial cheguem a todos os públicos, desde estudantes até cinéfilos veteranos.

É uma oportunidade de ouro para os paranaenses fugirem das tradicionais e caras salas de shopping, vivenciando a experiência cinematográfica em um dos espaços mais importantes para a preservação audiovisual do sul do Brasil. Se você costuma frequentar a região, esta é a desculpa perfeita para emendar um passeio histórico pela cidade antes de entrar na sala escura.

O gênio literário encontra o rei do cinema independente

Para extrair o máximo dessa experiência, é preciso entender o peso histórico do que será projetado. A mostra foca no famoso “Ciclo Corman-Poe”, uma série de filmes lançados de forma independente entre os anos de 1960 e 1964.

Edgar Allan Poe (1809–1849) foi o mestre absoluto do terror gótico na literatura mundial. Suas histórias exploravam a loucura humana, a culpa e o medo da morte com uma profundidade clínica, fugindo dos monstros tradicionais e focando nos demônios da mente.

Mais de um século depois, o diretor Roger Corman — apelidado carinhosamente por Hollywood de “O Rei dos Filmes B” — decidiu adaptar esses contos para a tela grande. Corman é lendário por ter feito filmes brilhantes com orçamentos minúsculos, tornando-se, inclusive, o primeiro chefe e mentor de gigantes da indústria como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.

Mais que simples adaptações literárias, os filmes de Corman capturam o espírito de Poe, o fascínio pelo abismo da mente humana, o terror psicológico, a beleza mórbida e a sensação de que o mal não vem apenas de fora, ele nasce dentro de nós.” – Edson Bueno, curador da Cinemateca de Curitiba

A era de ouro do suspense e o rosto do medo

Outro grande atrativo desta mostra é a presença magnética e quase onipresente do ator Vincent Price, que se tornou a personificação definitiva dos tormentos criados por Poe nas produções de Roger Corman. Com sua postura teatral e um olhar que transmitia tanto elegância quanto loucura, Price elevou longas-metragens da época a um patamar de obras-primas que hoje são veneradas por estudiosos do cinema.

O terror comercial moderno que domina as bilheterias hoje, muitas vezes dependente apenas de sustos fáceis e monstros gerados por computador, bebeu diretamente da fonte dessa era de ouro, onde a tensão era construída apenas através de iluminação sombria, maquiagem pesada e atuações intensas.

Programe-se: confira a lista de filmes e horários

As sessões acontecerão sempre de quinta a domingo. A classificação indicativa de todos os títulos é de 14 anos. É recomendável chegar um pouco antes do horário da sessão para garantir um bom lugar, já que o evento é gratuito.

16 de maio (sábado), às 19h: O Solar Maldito (1960) – Baseado no conto “A Queda da Casa de Usher”, traz Vincent Price tentando impedir desesperadamente um casamento para evitar que a maldição de sua família siga adiante.

17 de maio (domingo), às 18h: O Poço e o Pêndulo (1961) – Um jovem viaja até a Espanha do século XVI para investigar a trágica morte de sua irmã, que era casada com um nobre sádico.

21 de maio (quinta-feira), às 19h: Obsessão Macabra (1962) – O terror agonizante de ser enterrado vivo guia a trama deste filme focado em um homem que sofre de catalepsia.

22 de maio (sexta-feira), às 19h: Muralhas do Pavor (1962) – Uma verdadeira antologia imperdível que condensa quatro histórias consagradas de Poe em um único longa.

23 de maio (sábado), às 16h: O Castelo Assombrado (1963) – Uma ousada e criativa mistura da narrativa de Poe com os horrores cósmicos do autor H.P. Lovecraft.

23 de maio (sábado), às 19h: A Orgia da Morte (1964) – Uma crítica social sombria onde um príncipe tirano realiza festas de luxo enquanto uma peste dizima os pobres do lado de fora do castelo.

24 de maio (domingo), às 18h: O Túmulo Sinistro (1964) – Adaptação do conto “Ligeia”, retrata a obsessão de um homem que não consegue superar o luto pela morte de sua esposa.

O que você precisa saber em resumo

  • A Cinemateca de Curitiba (Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 1.174, São Francisco) exibe sete clássicos de terror de 16 a 24 de maio.
  • A mostra é uma homenagem ao “Ciclo Corman-Poe”, unindo a obra literária de Edgar Allan Poe ao cinema independente de Roger Corman.
  • Todas as sessões possuem entrada 100% gratuita, promovendo acessibilidade cultural para a população paranaense.
Mostra de terror em Curitiba revive o legado de Edgar Allan Poe e Roger Corman
(Foto: Reprodução/Universal Pictures / Reprodução/Anglo-Amalgamated)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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