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Boom de contratações: indústria de bebidas cresce 47% no PR e supera média nacional

Boom de contratações: indústria de bebidas cresce 47% no PR e supera média nacional

(Foto: Fabio Rezende)

Boom de contratações: indústria de bebidas cresce 47% no PR e supera média nacional


Setor registra crescimento de 47% nas contratações e movimenta R$ 32 milhões mensais apenas em remunerações no estado

Quem busca uma oportunidade sólida de assinar a carteira de trabalho encontra um cenário altamente promissor nas fábricas de bebidas paranaenses. Atualmente, o trabalhador desse segmento recebe uma remuneração média de R$ 4.178 — um valor consideravelmente superior à média geral de salários do mercado local. Essa massa salarial significa que, todos os meses, as 256 empresas do ramo injetam cerca de R$ 32 milhões diretos no comércio, serviços e na economia das cidades onde operam.

Esse aquecimento financeiro é o resultado de uma explosão na geração de vagas. Entre 2018 e 2025, o número de profissionais contratados pelo setor saltou de 5.208 para 7.658. Esse crescimento de 47%, mapeado recentemente pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) com base em dados da Rais, representa mais que o dobro da média nacional de expansão no mesmo período, que estacionou na casa dos 20%.

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Por que o estado atrai tantos investimentos bilionários?

O salto acelerado nas contratações não é obra do acaso. Historicamente, o território paranaense possui uma forte vocação agrícola e um clima propício na região Sul e nos Campos Gerais. Guarapuava e seu entorno, por exemplo, formam um dos maiores polos de produção de cevada e malte do Brasil. Para a indústria, ter a matéria-prima “no quintal” de casa reduz custos logísticos de forma drástica.

A presença dessas instalações não gera emprego apenas no chão de fábrica. A cadeia produtiva completa beneficia o agricultor familiar, o caminhoneiro que escoa os insumos e os comerciantes dos municípios que abrigam os polos industriais.

Apenas nos últimos anos, aportes pesados transformaram a rotina de várias cidades. Em Carambeí, a construção de uma nova fábrica de garrafas de vidro da Ambev injetou R$ 1 bilhão e demandou o trabalho de mais de 4 mil pessoas apenas durante as obras. Hoje, a unidade sustenta 400 postos contínuos e já anunciou mais R$ 70 milhões para expansão. Em São José dos Pinhais, o Grupo RFK (dono da Refriko) aplicou R$ 400 milhões em uma estrutura moderna, garantindo 300 novas assinaturas na carteira de trabalho dos moradores da Região Metropolitana de Curitiba.

Vinho, cerveja e refrigerante puxam a fila das contratações

Ao analisar o perfil das indústrias locais, é possível notar que diferentes nichos estão em expansão simultânea. A consolidação de parreirais e tecnologias de vinificação fez o segmento de vinhos liderar o crescimento percentual de equipes, embora as fábricas de refrigerantes ainda dominem o volume absoluto de funcionários ativos.

Veja como o mercado dividiu suas contratações entre 2018 e 2025:

Vinho: Liderou o avanço percentual com alta de 68,1% no quadro de funcionários formais.

Cerveja: Crescimento de 57,8%. O estado possui hoje uma teia com 175 cervejarias devidamente registradas, responsáveis por produzir cerca de 7,8 milhões de litros ao ano.

Refrigerantes: Avanço de 43,7%. O segmento segue como o maior empregador da cadeia de bebidas, totalizando 3.265 profissionais em plena atividade.

Para o cidadão que deseja entrar nessa área, estar atento aos cursos profissionalizantes voltados à automação, logística e mecânica industrial é o melhor caminho para garantir uma dessas vagas.

A força da cadeia produtiva local

Graças a esse ritmo acelerado, o Paraná vem ganhando protagonismo nacional e já responde por 5,4% de todos os empregos do setor de bebidas no Brasil (contra 4,4% há poucos anos).

O crescimento da indústria de bebidas é um exemplo dos resultados da política de desenvolvimento industrial do Paraná. Os investimentos realizados nos últimos anos, tanto na ampliação quanto na instalação de novas unidades produtivas, refletem as condições logísticas, a disponibilidade de matérias-primas, a qualidade da mão de obra paranaense e o apoio do Governo.” — Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes.

O que você precisa saber em resumo

  • As indústrias de bebidas do Paraná pagam salários que giram em média na casa dos R$ 4.178, movimentando R$ 32 milhões por mês na economia local.
  • O setor aumentou seu quadro de funcionários em 47% entre 2018 e 2025 (gerando mais de 2.400 vagas), índice muito acima da média brasileira de 20%.
  • Cidades como Carambeí e São José dos Pinhais receberam recentemente bilhões em investimentos de empresas como Ambev e Grupo RFK, fortalecendo a cadeia desde a embalagem até o envasamento final.
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(Foto: Rodrigo Felix Leal)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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