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Campanha presidencial no Paraná: Renan Santos no interior e Flávio Bolsonaro na capital

Campanha presidencial no Paraná: Renan Santos no interior e Flávio Bolsonaro na capital

(Foto: Divulgação)

Campanha presidencial no Paraná: Renan Santos no interior e Flávio Bolsonaro na capital


A corrida presidencial movimenta as principais cidades paranaenses a quinze dias do primeiro turno, enquanto novas regras eleitorais entram em vigor

Para consolidar o eleitorado conservador do interior paranaense, o candidato à Presidência Renan Santos iniciou uma rodada de viagens estratégicas pelo estado. O roteiro do representante do partido Missão priorizou o contato direto nas ruas, começando pelo calçadão de Londrina e seguindo com carreatas no município de Arapongas. O giro político abrangeu ainda discursos para apoiadores em Maringá e terminou com compromissos em Cascavel, desenhando uma rota de influência para buscar votos nas regiões Norte e Oeste.

A tônica da passagem de Santos pelo Paraná concentrou-se em ataques diretos à atual configuração do Supremo Tribunal Federal. Ele apresentou propostas de reforma no Judiciário que necessitam de aval do Congresso Nacional, mirando os eleitores insatisfeitos com a atuação institucional da Corte. As críticas do candidato abordaram a centralização de poder nas mãos dos magistrados e o modelo de comunicação adotado pelos ministros.

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“O nosso Judiciário necessita urgentemente de uma reforma, especialmente no STF, que há muito poder concentrado na mão de ministros e muitos negócios sendo feitos com parentes de ministros. Nós vamos proibir escritórios ligados a ministros do STF. Nós vamos acabar com as decisões monocráticas. Nós vamos acabar com o showzinho que eles ficam fazendo com grandes brigas e festas públicas. Eles têm que decidir e falar através do seu voto e não através de vídeos em redes sociais.”

Flávio Bolsonaro consolida apoios e prepara mobilização na capital

Enquanto o interior recebe as caravanas, a capital paranaense se prepara para uma das maiores mobilizações políticas da reta final da campanha. O PL estrutura um grande comício para Flávio Bolsonaro na Boca Maldita, reduto histórico de manifestações no centro de Curitiba. A cúpula do partido trabalha com a previsão de realizar o evento presencial entre 25 e 27 de setembro, concentrando os esforços de convocação de aliados e militantes para o dia 26.

A organização do ato na capital ocorre logo após uma agenda de forte simbolismo político nos Campos Gerais. No início de setembro, Flávio Bolsonaro marcou presença em Ponta Grossa para visitar o ex-assessor de assuntos internacionais Filipe Martins. O aliado político cumpre pena por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, e o encontro, autorizado oficialmente pelo STF, serviu para o candidato acenar à base mais ideológica do partido no estado.

Para a realização do comício em Curitiba, a coordenação de campanha ajusta os últimos detalhes logísticos no calçadão da Rua XV de Novembro. A intenção é garantir o fluxo de participantes sem o uso de tapumes restritivos ou barreiras físicas. O formato atende a solicitações de associações comerciais para manter a livre circulação de trabalhadores e clientes do comércio local durante as horas de manifestação.

Possível ato em Curitiba gera alerta no setor gastronômico

A iminência do evento mobilizou o setor comercial da região central. A Abrabar enviou um ofício formal às executivas estadual e nacional do PL solicitando adequações na estrutura do ato. A instituição quer evitar a instalação de tapumes e barreiras físicas que bloqueiem o acesso de clientes e funcionários aos bares, cafés e restaurantes da tradicional Rua XV de Novembro.

O pedido da associação comercial tem base em acontecimentos recentes. No último dia 12 de setembro, um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou tapumes na mesma região, gerando reclamações dos lojistas sobre a queda no movimento e a dificuldade de acesso aos estabelecimentos.

O ofício já foi protocolado junto às presidências nacional e estadual do PL. Nossa intenção é colaborar para que o evento seja realizado de forma democrática, organizada, segura e pacífica, sem que isso signifique prejudicar quem trabalha e empreende naquela região. Segurança e organização são fundamentais. Mas não é necessário transformar o espaço público em uma área isolada por tapumes, prejudicando comerciantes que não têm relação com o evento.”

Imunidade eleitoral altera cenário jurídico na reta final

A intensificação das campanhas nas ruas dos municípios coincide com uma mudança estrutural no calendário cívico brasileiro. A partir deste sábado (19), entra em vigência a regra do Código Eleitoral que proíbe a prisão ou detenção de candidatos que disputam o pleito deste ano. A medida estabelece uma blindagem jurídica a exatos 15 dias da votação, marcada para o dia 4 de outubro.

A legislação vigente admite prisões de concorrentes aos cargos públicos apenas em situações extremas de flagrante delito. Essa garantia constitucional alcança todos os políticos com registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSF), estendendo-se sem interrupções até 48 horas após o encerramento das urnas. O dispositivo busca assegurar o equilíbrio do processo democrático, impedindo que mandados judiciais de última hora interfiram na capacidade de articulação dos candidatos na fase decisiva das eleições

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Campanha presidencial no Paraná: Renan Santos no interior e Flávio Bolsonaro na capital
(Foto: Ronaldo Vanzo)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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