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Risco no corredor: rodovias do Paraná registram 376 acidentes com motos

Risco no corredor: rodovias do Paraná registram 376 acidentes com motos

(Foto: Canva)

Risco no corredor: rodovias do Paraná registram 376 acidentes com motos


Concessionária Via Araucária registra 376 ocorrências em oito meses e detalha riscos do tráfego em corredores

Vinte e cinco motociclistas perderam a vida e outros 233 sofreram ferimentos graves nas estradas administradas pela Via Araucária apenas neste ano. Os dados, que cobrem o período de primeiro de janeiro a nove de agosto de 2026, totalizam 376 ocorrências de trânsito.

O volume de sinistros reflete a vulnerabilidade extrema de quem utiliza veículos de duas rodas nas rodovias de alta velocidade do Paraná. Entre os registros totais, 118 acidentes terminaram sem vítimas, limitando-se aos danos materiais nas motocicletas e veículos envolvidos.

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O tráfego de motocicletas entre as faixas de rolamento, prática batizada de “corredor”, lidera o ranking de situações de alto risco. O espaço reduzido entre os carros em movimento anula completamente a margem de manobra do piloto. Quando o motociclista acelera no corredor, a diferença drástica de velocidade em relação aos automóveis zera o tempo de reação humana.

Uma simples e repentina mudança de faixa de um carro resulta em colisões laterais violentas, arremessando o condutor contra o asfalto ou muretas de contenção.

Pontos cegos de caminhões exigem distância

As rodovias paranaenses concentram um fluxo intenso de caminhões pesados para o escoamento da safra e movimentação industrial. Esses veículos extensos possuem pontos cegos gigantescos, áreas laterais onde o motorista da carreta simplesmente não enxerga nada pelos retrovisores.

Permanecer nestas zonas transforma o motociclista em um alvo invisível durante ultrapassagens ou trocas de faixa. A orientação técnica foca em manter distância segura da traseira e executar a ultrapassagem rapidamente, apenas pela esquerda e em trechos de faixa tracejada com visibilidade total.

Reduzir a velocidade sob chuva ou cerração previne a aquaplanagem, fenômeno mecânico que corta o contato do pneu com a pista. O piloto deve inspecionar a calibragem e os sulcos da borracha antes de sair de casa, garantindo aderência para as frenagens. O sistema de iluminação exige atenção redobrada, com testes periódicos na luz de freio e setas. A manutenção do farol dianteiro aceso durante o dia força o contraste visual e alerta os motoristas sobre a aproximação da moto.

Equipamentos reduzem gravidade dos traumas

O impacto direto do corpo humano contra o asfalto causa danos que definem o futuro do acidentado. O uso de capacetes certificados pelo Inmetro, com a fivela ajustada no pescoço, impede que o equipamento escape da cabeça no instante da colisão. Jaquetas de tecido resistente, calças reforçadas e luvas agem como uma segunda pele para conter as escoriações abrasivas geradas pela fricção contra a pista.

Botas de cano alto ou calçados fechados estabilizam e protegem os tornozelos, áreas que costumam sofrer fraturas múltiplas quando a moto tomba.

Pilotos sob o efeito de álcool, entorpecentes ou medicamentos fortes perdem a coordenação motora e o foco periférico instantaneamente. O tempo de resposta ao acionar o manete do freio dobra quando o sistema nervoso do condutor está comprometido. O uso do telefone celular no suporte de guidão para ler mensagens tira os olhos da estrada nos segundos exatos em que o trânsito sofre interrupções abruptas.

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Suporte médico nos trechos pedagiados

A concessionária Via Araucária opera bases de atendimento distribuídas estrategicamente ao longo da concessão. Os motoristas e motociclistas conseguem acionar viaturas de inspeção, guinchos mecânicos e ambulâncias de resgate a qualquer hora. O trabalho ininterrupto das equipes médicas atua nos minutos iniciais após o acidente, janela de tempo que determina a sobrevivência dos politraumatizados nas estradas do Paraná.

Risco no corredor: rodovias do Paraná registram 376 acidentes com motos
(Foto: Canva)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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