(Foto: Divulgação PCPR)
Suspeito de matar jovens em abril é neutralizado pelo grupo tático TIGRE no Paraná
TIGRE mata suspeito de assassinar primas após homem fazer reféns
O terror vivido por uma família em Mandaguari terminou sem feridos graças a uma intervenção tática decisiva na manhã desta sexta-feira (21). Uma operação para capturar um fugitivo de alta periculosidade culminou em uma tomada de reféns, resolvida rapidamente quando agentes de elite neutralizaram o invasor.
O homem acumulava mandados de prisão e despontava como o principal suspeito no desaparecimento de duas adolescentes naturais de Cianorte. A ação evitou uma tragédia ainda maior na residência e encerrou uma caçada que mobilizava o estado por quase quatro meses.
Simultaneamente ao resgate, o caso ganhava seu desfecho investigativo no noroeste paranaense. Equipes de busca encontraram os corpos de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de apenas 18 anos. As autoridades localizaram as vítimas ocultas em uma região de mata densa no município de Paraíso do Norte. As adolescentes representavam o foco primário de uma força-tarefa desde o desaparecimento na segunda quinzena de abril.
Como a força-tarefa da polícia encurralou o foragido
Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, operava à margem da lei com um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Nos bastidores da criminalidade, ele atendia pelas alcunhas de “Dog Dog” e “Sagaz”, mas utilizava o nome falso de “Davi” para confundir o trabalho das autoridades. O disfarce sustentou sua fuga durante as semanas iniciais, dificultando o rastreio presencial. O trabalho contínuo de inteligência, entretanto, finalmente quebrou a rede de proteção do criminoso.
Uma investigação paralela sobre roubo de veículos forneceu a peça que faltava para localizar o procurado. O cruzamento de dados sensíveis efetuado pela Polícia Rodoviária Federal apontou as coordenadas exatas do esconderijo. Com o endereço em mãos, agentes especializados do TIGRE, esquadrão tático da Polícia Civil do Paraná, estruturaram o perímetro de segurança da operação. A intenção primária consistia em cumprir o mandado sem confrontos, mas o suspeito reagiu assim que percebeu a movimentação tática.
Invasão domiciliar e resgate sob extrema pressão
O fugitivo ignorou os comandos verbais de rendição e iniciou uma rota de fuga desesperada pelos fundos do imóvel. Ele transpôs os muros de diversas propriedades vizinhas até invadir uma residência aleatória no mesmo quarteirão. Dentro da casa, o invasor rendeu os moradores que descansavam e os utilizou como escudos humanos. A manobra pretendia forçar uma negociação improvisada e garantir uma rota de escape limpa.
A equipe operacional calculou os riscos da crise em frações de segundo para impedir um novo homicídio. Os policiais invadiram a casa com precisão técnica e alvejaram Clayton antes que ele efetuasse disparos contra os moradores locais. O pronto emprego da força letal garantiu a integridade física de todos os civis aprisionados no recinto. O homem atingido não resistiu aos ferimentos balísticos e entrou em óbito na própria cena do confronto.

A cronologia do sumiço e as provas colhidas
O desfecho armado encerra a fase de buscas do caso que assombrou a comunidade regional neste ano. Letycia e Sttela sumiram do mapa na noite do dia 20 de abril sem emitir sinais de socorro. O inquérito policial documentou que as garotas aceitaram uma carona do suspeito sob a falsa premissa de participarem de uma festa na região. Nenhum familiar estabeleceu contato telefônico com as primas a partir desse embarque.
A delegacia de homicídios reconstruiu o trajeto do automóvel utilizando o sistema público e privado de monitoramento viário. Câmeras de segurança de um estabelecimento localizado em Paranavaí flagraram as garotas acompanhando Clayton fisicamente. O relógio da gravação marcava a madrugada do dia 21 de abril, consolidando o motorista como o último indivíduo a interagir com as adolescentes. A extração das imagens transformou o status de Clayton de mero averiguado para criminoso procurado.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp
Avanço nas diligências e prisão de cúmplice logístico
A descoberta dos cadáveres muda o escopo do inquérito e inicia um novo capítulo focado na produção material de provas. Peritos criminais da PCPR isolaram o perímetro da mata para recolher amostras biológicas e vestígios físicos que o tempo não apagou. Os exames necroscópicos apontarão a causa exata das mortes e elucidarão a dinâmica das execuções. Esses laudos sustentarão a denúncia formal oferecida pelo Ministério Público no tribunal do júri.
As ações de repressão estatal se estenderam muito além da neutralização do executor principal. Uma frente investigativa deslocada a Umuarama resultou na prisão de um segundo homem conectado ao esquema na mesma manhã de sexta-feira. Os delegados conduzem agora os interrogatórios para destrinchar os bastidores deste duplo feminicídio. A apuração tenta descobrir quem ajudou a desovar os corpos ou providenciou abrigo para proteger os envolvidos da Justiça.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
- Risco no corredor: rodovias do Paraná registram 376 acidentes com motos - 21 de agosto de 2026
- Menos candidatos, mais diversidade: O cenário real da disputa eleitoral de 2026 - 21 de agosto de 2026
- Suspeito de matar jovens em abril é neutralizado pelo grupo tático TIGRE no Paraná - 21 de agosto de 2026





