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Operação Centro Seguro sufoca tráfico com drones

Operação Centro Seguro sufoca tráfico com drones

(Foto: Isabella Mayer)

Operação Centro Seguro sufoca tráfico com drones


Forças de segurança retiram centenas de porções de crack e maconha de canteiros na região central em nova ofensiva

Quem caminha pela praça mais antiga de Curitiba, convive diariamente com o fluxo intenso de ônibus, trabalhadores e turistas ao redor da Catedral. Essa mesma movimentação constante, no entanto, serve como escudo para o microtráfico de drogas. Para romper a dinâmica criminal e devolver a tranquilidade aos pedestres, as forças de segurança locais mudaram a tática de patrulhamento. A partir de agora, a tecnologia aérea e o faro animal integram a rotina de fiscalização da área central.

A chamada Operação Integrada Centro Seguro, deflagrada na última quinta-feira (20), cercou o perímetro do marco zero da capital paranaense. Agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar fecharam os acessos estratégicos enquanto drones mapeavam toda a extensão do espaço público. O objetivo principal foi identificar esconderijos de entorpecentes que alimentam pequenos furtos e roubos na região.

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O papel do faro tático na apreensão de entorpecentes

As equipes especializadas não dependeram apenas da visão aérea para desarticular os pontos de venda. No solo, o cão de faro Titan, pertencente ao Grupo de Operações com Cães (GOC), varreu os canteiros que compõem o paisagismo do local. A estratégia animal provou ser eficiente onde a inspeção humana encontra limites visuais.

Durante a varredura, o cão localizou mais de 500 pedras de crack e aproximadamente 40 buchas de maconha. Os criminosos haviam enterrado o material em porções já prontas para comercialização imediata. Todo o montante recolhido seguiu para a Central de Flagrantes, retirando de circulação drogas que financiariam a criminalidade nos arredores.

Explosão nas estatísticas de prisões reflete nova postura

Os números registrados ao longo de 2026 evidenciam uma mudança drástica na repressão aos crimes de rua. De janeiro a meados de agosto, as autoridades prenderam 117 pessoas por tráfico de drogas especificamente no centro de Curitiba. Esse volume representa um salto de quase 300% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as equipes detiveram 30 suspeitos.

Além das prisões diretas por venda de drogas, o balanço geral da Guarda Municipal ilustra o volume de trabalho na região. Para dimensionar o esforço operacional até o mês de agosto, a corporação registrou:

  • 361 ocorrências envolvendo substâncias ilícitas (contra 175 em 2025).
  • 270 suspeitos detidos por crimes diversos na área central.
  • Mais de 8.300 saturações preventivas realizadas pelas equipes de patrulhamento.
  • 5.397 atendimentos gerais registrados apenas no perímetro central.

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Estratégia de ocupação para inibir pequenos delitos

O comandante da corporação, José Carlos Felipus Costa, avalia que a presença maciça dos agentes fardados gera um impacto direto na sensação de segurança de quem precisa cruzar o centro diariamente. A tática envolve o uso conjunto de grupos de pronto emprego operacional e equipes táticas de motocicletas, garantindo mobilidade e resposta rápida em vias de trânsito denso.

É possível combater os crimes nos locais mapeados, através da presença das forças de segurança da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que juntos potencializam as ações para agir antes que os crimes aconteçam.”

O combate direto ao microtráfico funciona como uma medida preventiva contra infrações secundárias. Usuários em busca de entorpecentes frequentemente recorrem a pequenos furtos de celulares e correntes de pedestres para financiar o consumo diário. Ao sufocar a oferta diretamente nos canteiros centrais, as polícias cortam a raiz de um problema que exige vigilância ininterrupta do planejamento de segurança pública.

Operação Centro Seguro sufoca tráfico com drones
(Foto: Isabella Mayer)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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