(Foto: Isabella Mayer)
IBGE: Curitiba tem 4ª maior extensão urbana do território nacional
Município tem quase 80% do território ocupado, enquanto o Paraná figura entre os cinco estados com maior malha urbanizada do país.
Curitiba consolida sua posição como um dos maiores polos de ocupação territorial do país, registrando a quarta maior extensão de área urbanizada do Brasil. Os dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a capital paranaense possui 338,41 quilômetros quadrados de malha urbana.
O volume coloca o município atrás apenas de capitais com divisas territoriais muito mais amplas, demonstrando a forte densidade da ocupação local.
Além da extensão total absoluta, o levantamento evidencia o nível de adensamento da cidade. Atualmente, 77,81% de toda a superfície de Curitiba encontra-se classificada como área urbanizada, o que a posiciona no 13º lugar nacional em proporção de ocupação. Esse cenário reflete diretamente na necessidade de planejamento constante de serviços públicos, zeladoria e mobilidade para atender a um tecido habitacional contínuo.
O peso do estado na urbanização nacional
O cenário observado na capital reflete uma tendência estadual consolidada há décadas. O Paraná integra o grupo restrito de cinco estados que, juntos, concentram metade (50,35%) de toda a área urbanizada do país. A lista inclui também São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.
A nível nacional, o Brasil expandiu sua área urbana em 12,27% entre os anos de 2019 e 2022. O acréscimo de 5.954,99 quilômetros quadrados equivale a anexar uma nova mancha urbana praticamente do tamanho de todo o Distrito Federal.
O ranking das cidades com as maiores áreas urbanizadas no Brasil ilustra a força dos centros das regiões Sul e Sudeste:
- São Paulo (SP): 922,41 km²
- Brasília (DF): 662,54 km²
- Rio de Janeiro (RJ): 644,36 km²
- Curitiba (PR): 338,41 km²
- Goiânia (GO): 312,71 km²
O contraste entre as regiões brasileiras
Apesar do avanço imobiliário recente, o total de áreas urbanizadas no Brasil representa uma fração mínima do território. Os 53.925 quilômetros quadrados ocupados por moradias, indústrias e comércio equivalem a apenas 0,6% da superfície nacional. Se agrupada, toda a infraestrutura urbana brasileira caberia dentro das divisas da Paraíba.
O estudo detalha uma profunda disparidade na distribuição espacial dessa ocupação. Os municípios costeiros abrigam 19,5% de toda a malha urbana brasileira, embora representem somente 5,02% da extensão do país. No sentido oposto, a região da Amazônia Legal ocupa quase 60% do território nacional, mas concentra pouco mais de 14% da extensão urbanizada, revelando uma ocupação muito mais rarefeita no Norte e interior.
Metodologia e limitações da pesquisa
O mapeamento Áreas Urbanizadas do Brasil utiliza imagens de satélite de alta resolução para classificar o uso do solo. A análise categoriza 70,66% das áreas brasileiras como densas, caracterizadas por forte concentração de edificações e escassez de espaços vazios. Outros 23,88% apresentam baixa densidade, um perfil comum nas periferias e nos vetores de expansão imobiliária.
O método de captação visual impõe algumas restrições naturais à pesquisa. A equipe técnica observa as estruturas a partir do alto, mapeando telhados, asfalto e grandes estruturas, o que impede a medição do crescimento vertical das cidades ou a estimativa da população residente nesses polígonos.
“Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca a analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes.
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Com informações de Agência Brasil
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