(Foto: Divulgação PF)
Cerco no Oeste: quase 1 tonelada de maconha é retirada de circulação em quatro dias
Operações simultâneas na fronteira com o Paraguai desarticulam rotas de tráfico por terra e água
O reforço no patrulhamento terrestre e aquático altera a rotina de quem circula pelas rodovias e rios do Oeste paranaense. Em um intervalo de apenas quatro dias, o mercado clandestino deixou de receber quase uma tonelada de maconha. A presença ostensiva de viaturas e embarcações policiais bloqueou o avanço do crime organizado rumo aos grandes centros do estado.
As interceptações ocorreram entre sexta-feira (28) e segunda-feira (31) nas cidades de Foz do Iguaçu, Céu Azul e Santa Helena. A Polícia Federal coordenou as ações, que miraram tanto lanchas clandestinas cruzando a fronteira quanto veículos de carga. O volume expressivo de drogas apreendidas reflete a intensidade das operações de varredura na região.
Bloqueios terrestres na rodovia BR-277
A via que conecta a fronteira ao interior do estado virou ponto de gargalo para os traficantes. Na sexta-feira, equipes da Polícia Militar do Paraná e agentes federais pararam um caminhão de encomendas comerciais no trajeto para Cascavel. Cães farejadores detectaram 51,91 kg de maconha camuflados entre as caixas. A carga lícita precisou ser retida pela Receita Federal para procedimentos fiscais.
O cerco rodoviário continuou no sábado (29), quando a Polícia Rodoviária Federal e o BPFron, atuando pela FICCO/PR, identificaram um veículo suspeito. O motorista abandonou o carro próximo ao posto policial em Céu Azul e fugiu. No interior do automóvel, os agentes recolheram 226,74 kg de entorpecentes, sendo a maior parte maconha e uma fração de capulho.
Patrulhamento intensivo nas fronteiras fluviais
As águas limítrofes com o Paraguai concentraram o maior volume de entorpecentes interceptados. Na área rural de Santa Helena, margem do Lago de Itaipu, contrabandistas abandonaram 425,6 kg de maconha prensada ao perceberem a aproximação das forças de segurança. A carga aguardava transporte terrestre e foi recolhida pelos agentes na própria sexta-feira.
O Rio Paraná, em Foz do Iguaçu, registrou duas ocorrências similares no fim de semana. No sábado, a fiscalização detectou uma embarcação suspeita perto da região central da cidade, resultando na apreensão de 230 kg da droga. Na segunda-feira, o mesmo padrão se repetiu: indivíduos aguardavam uma lancha na margem brasileira, descarregaram fardos e correram para uma área de mata. A polícia encontrou os pacotes deixados para trás, somando mais 63,1 kg.
Dinâmica do crime e resposta integrada
A tática de abandonar as cargas e fugir pela mata demonstra a pressão exercida pelas patrulhas de fronteira. Nenhuma prisão em flagrante foi registrada nestes episódios específicos. Todo o material recolhido e os veículos apreendidos foram centralizados na delegacia da Polícia Federal para instauração de inquéritos e rastreamento dos proprietários.
A articulação entre diferentes esferas da segurança pública sufoca a logística das quadrilhas. O compartilhamento de inteligência permite antecipar rotas e posicionar o efetivo de maneira exata. O resultado direto afeta as finanças das organizações criminosas e diminui a oferta de entorpecentes nas cidades paranaenses.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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