(Foto: Divulgação PMC)
Cascavel usa drones para monitorar rios e prevenir alagamentos
Ação estadual atualiza diagnóstico de encostas e rios para acelerar resgates e obras locais.
Moradores que vivem próximos a rios e nascentes em Cascavel passam a contar com um protocolo de segurança mais rigoroso contra eventos climáticos extremos. A atualização do mapa de riscos, que hoje lista 77 pontos críticos na cidade, afeta diretamente o planejamento de evacuação e a prevenção de alagamentos nestas comunidades.
Para garantir precisão na coleta de dados, a Defesa Civil Estadual e a Defesa Civil de Cascavel utilizam drones no monitoramento aéreo. As equipes concentram os primeiros voos nas imediações das ruas Pedro Baú, Marechal Cândido Rondon e Salgado Filho.
Esses endereços abrigam cursos d’água que costumam transbordar em períodos de chuvas intensas. A perspectiva aérea identifica ocupações irregulares e falhas no terreno que muitas vezes passam despercebidas nas vistorias terrestres tradicionais.
Obras estruturais contra inundações
O cruzamento das imagens captadas direciona o futuro da infraestrutura urbana. O levantamento entrega ao Município de Cascavel os subsídios técnicos necessários para projetar obras de engenharia focadas na contenção de enchentes e estabilização de encostas.
O impacto dessa documentação técnica já ocorre na região da rua 7 de Setembro. O município possui um projeto tramitando junto ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas, buscando recursos exatamente para mitigar os deslizamentos locais identificados em mapeamentos anteriores.
Sobre a eficácia da tecnologia na gestão pública preventiva, o cabo Cleiton Fergs, do Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil do Paraná, detalha a estratégia de longo prazo implementada pelas equipes.
“Esse trabalho gera um registro que, no futuro, pode subsidiar políticas públicas para a cidade. Com o drone, conseguimos ter uma dimensão mais ampla da área e também identificar situações que, a partir de uma análise apenas no local, talvez não fossem percebidas da mesma forma.”
Recadastramento de famílias e logística de abrigos
Após a filtragem técnica das imagens aéreas, a administração pública inicia o trabalho de campo nos locais que confirmarem ameaça iminente de desastre. Agentes farão um novo cadastramento porta a porta com todas as famílias residentes nas áreas demarcadas.
O detalhamento populacional acelera o tempo de resposta em cenários de evacuação sob chuvas fortes. O formulário preenchido pelas equipes levanta variáveis que exigem logística especial de resgate:
- Presença de idosos ou pessoas acamadas;
- Moradores com deficiência física ou mobilidade reduzida;
- Quantidade e porte de animais de estimação no lote.
O coordenador da Defesa Civil municipal, Nei Haveroth, pontua que a preparação atende a um plano de contingência focado em minimizar os danos da instabilidade climática severa na região Oeste.
“É uma preocupação do Município e uma determinação do prefeito Renato Silva que estejamos preparados para qualquer evento. As defesas civis precisam trabalhar com planejamento, sabendo quais ações serão necessárias e promovendo a integração entre os setores municipais, estaduais, outros órgãos e a sociedade civil organizada.”
Estrutura de acolhimento emergencial
A rede municipal de assistência social e o Corpo de Bombeiros absorvem os dados da pesquisa de campo para dimensionar o atendimento imediato pós-desastre. O fluxo logístico exige locais adequados e seguros para receber os possíveis desabrigados.
A partir da próxima semana, assistentes sociais e bombeiros iniciam a vistoria técnica nos espaços públicos selecionados para funcionar como abrigos temporários. A medida avalia as condições estruturais, hidráulicas e sanitárias dos prédios para garantir que suportem a demanda emergencial de forma humanizada.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Cascavel
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