(Foto: Alfredo R. Martins Jr.)
Grupo mexicano ASUR assume Afonso Pena e mais três aeroportos do PR
Transição de R$ 5,1 bilhões mantém voos e equipes operacionais em terminais do Paraná
Passageiros com viagens marcadas pelos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina não enfrentarão alterações em seus voos ou canais de atendimento. O controle dos principais terminais paranaenses passou oficialmente para novos donos nesta terça-feira (1). A mudança de gestão prioriza a manutenção integral da rotina dos viajantes, sem impacto nas escalas das companhias aéreas ou nos serviços de logística já estabelecidos.
O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) finalizou a compra da plataforma de aviação administrada pela Motiva. O negócio de R$ 5,1 bilhões transfere o comando de 20 aeroportos para a holding de origem mexicana. A transação marca a entrada da empresa no mercado brasileiro com a gestão de 17 endereços nacionais, além de incorporar três ativos internacionais situados na América Latina e no Caribe.
Continuidade das operações nos terminais paranaenses
A nova administradora optou por absorver o quadro atual de trabalhadores para evitar instabilidades durante a troca de comando. Cerca de mil profissionais que atuavam nos terminais brasileiros seguem em suas funções originais. Essa força de trabalho atende diretamente as demandas diárias dos usuários nos balcões, pistas e bastidores de segurança operacional.
O acordo também prevê um período de transição técnica entre as duas companhias. A Motiva continuará prestando suporte temporário em áreas administrativas críticas, como sistemas de tecnologia da informação, processamento de folha de pagamento e gestão de suprimentos. A medida garante o pleno funcionamento dos caixas, painéis de voo e sistemas de embarque até a migração definitiva para as plataformas corporativas da ASUR.
Volume de passageiros e ampliação da malha aérea
O bloco recém-adquirido movimenta um fluxo massivo de viajantes comerciais e de turismo. Somente em 2025, os 20 aeroportos registraram o trânsito de 48 milhões de passageiros. O número apurado representa um avanço de 6,1% na comparação com o fluxo de embarques e desembarques contabilizado ao longo de 2024.
Esses terminais conectam mais de 200 rotas regulares domésticas e internacionais. Todo esse volume de tráfego passa a integrar a rede global da ASUR, que já administrava operações para 71,6 milhões de passageiros anuais. A aquisição dobra a presença comercial da companhia e consolida a marca como um dos maiores operadores de infraestrutura logística da América Latina.
Raio-x da aquisição no Brasil e no exterior
O pacote de R$ 5,1 bilhões abrange quatro pontos estratégicos dentro do estado do Paraná. A lista engloba os aeroportos Afonso Pena e Bacacheri, situados na região de Curitiba, além dos polos econômicos de Foz do Iguaçu e Londrina.
A operação brasileira se estende por mais oito estados nas cinco regiões do país. O portfólio estrangeiro repassado à companhia mexicana adiciona os aeroportos de Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao.
Abaixo, a distribuição dos ativos nacionais transferidos ao grupo:
- Paraná: Afonso Pena e Bacacheri (em Curitiba); Internacional de Foz do Iguaçu; e Aeroporto de Londrina.
- Minas Gerais: Internacional de Belo Horizonte/Confins e Pampulha.
- Rio Grande do Sul: Bagé, Pelotas e Uruguaiana.
- Santa Catarina: Internacional de Navegantes e Joinville.
- Maranhão: Internacional de São Luís e Imperatriz.
- Goiás: Internacional de Goiânia.
- Tocantins: Palmas.
- Pernambuco: Petrolina.
- Piauí: Teresina.
O novo cenário logístico da aviação no Paraná
O desfecho da negociação coloca quatro terminais paranaenses sob o guarda-chuva de um dos maiores operadores logísticos da América Latina. O Aeroporto Afonso Pena e o Aeroporto de Bacacheri centralizam o núcleo estratégico na capital, atendendo demandas turísticas e aviação executiva. No interior, as estruturas aeroportuárias de Foz do Iguaçu e Londrina garantem o escoamento rápido de turistas internacionais e do setor de agronegócios.
A megaoperação consolida o estado do Paraná como um eixo vital para a integração aérea do país, abrigando ativos de alto valor no portfólio da multinacional. Com o compromisso inicial focado na continuidade operacional, o mercado paranaense aguarda os próximos passos e o planejamento da ASUR em relação a futuros investimentos estruturais nas pistas e saguões recém-adquiridos.
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