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Preço da cesta básica cai em Curitiba e alivia bolso do trabalhador

Preço da cesta básica cai em Curitiba e alivia bolso do trabalhador

(Foto: Hully Paiva)

Preço da cesta básica cai em Curitiba e alivia bolso do trabalhador


Queda no valor da batata e do tomate garante um respiro financeiro, mas itens como arroz e feijão mantêm viés de alta nos supermercados locais.

O trabalhador de Curitiba encontrou um pequeno alívio financeiro ao passar pelos caixas dos supermercados durante o mês de agosto. O custo total para alimentar uma família apresentou retração, acompanhando uma tendência nacional de queda nos preços dos alimentos básicos motivada pela melhora nas safras de inverno.

O valor da cesta básica fechou o mês cotado a R$ 798,87 na capital paranaense, marcando uma redução de 1,12% em comparação com o período imediatamente anterior. Essa diminuição representa um fôlego no orçamento doméstico, especialmente para quem depende da remuneração básica.

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O impacto direto na jornada de trabalho

Para adquirir os produtos essenciais, o curitibano remunerado pelo salário mínimo vigente de R$ 1.621,00 precisou dedicar 108 horas e 25 minutos de trabalho em agosto. O resultado demonstra uma melhora prática na rotina financeira em relação a julho, quando a mesma compra consumia 109 horas e 39 minutos da jornada mensal de esforço físico.

Considerando os descontos obrigatórios da Previdência Social, a cesta básica passou a comprometer 53,28% da renda líquida familiar em Curitiba. O percentual reafirma que, mesmo com o recuo mensal, mais da metade do orçamento do trabalhador local ainda é direcionado exclusivamente para a alimentação. Em agosto de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, a fatia comprometida da renda correspondia a um patamar semelhante, na casa de 53,61%.

Dinâmica de preços nas prateleiras locais

O barateamento dos hortifrútis e derivados liderou o movimento de retração nas gôndolas. Cinco dos treze produtos monitorados ficaram mais baratos entre julho e agosto de 2026, garantindo a economia final para o consumidor.

A lista de alimentos que puxaram o valor da cesta curitibana para baixo inclui:

  • Batata: queda expressiva de 27,79%.
  • Tomate: redução de 4,88%.
  • Açúcar refinado: baixa de 1,77%.
  • Manteiga: recuo de 1,18%.
  • Banana: ligeira diminuição de 0,71%.

Apesar do cenário positivo na média geral, oito produtos pesaram contra o planejamento financeiro e registraram aumentos no mesmo período. O arroz agulhinha saltou 5,28%, enquanto o feijão preto subiu 4,28%. Outros itens do dia a dia também encareceram, como o pão francês, que apresentou alta de 2,59%, e o óleo de soja, com elevação de 1,96%. O café em pó e a carne bovina de primeira tiveram acréscimos menores, de 0,60% e 0,34%, respectivamente.

Cenário acumulado exige atenção no longo prazo

Embora agosto tenha trazido uma redução pontual nos gastos, o histórico recente reflete um encarecimento firme do custo de vida. No acumulado de 2026, contabilizado desde dezembro do ano passado, a cesta básica registra uma alta robusta de 8,27%. Nove produtos impulsionaram essa inflação local no ano, com o tomate e o feijão preto acumulando os maiores saltos, de 40,87% e 38,13%. Por outro lado, itens como o café em pó e o açúcar refinado ajudaram a frear parte desse impacto anual, acumulando quedas de 16,74% e 13,59%.

Ao observar a janela dos últimos doze meses, o índice se mantém em alta, marcando um avanço de 6,13% em relação a agosto de 2025. Os dados divulgados pelo Dieese e pela Conab evidenciam que o alívio mensal ajuda nas compras imediatas, mas o patamar estrutural de preços ainda desafia a organização financeira diária das famílias paranaenses.

Curitiba ocupa a sétima posição entre as capitais mais caras

Apesar da retração registrada em agosto, o valor cobrado pelos alimentos mantém a capital do Paraná no topo dos maiores custos de vida do país. O preço médio de R$ 798,87 coloca Curitiba na sétima posição no ranking nacional das cestas básicas mais caras. Esse posicionamento demonstra que a alimentação essencial no município exige um esforço financeiro superior à média observada na maior parte das regiões brasileiras.

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Preço da cesta básica cai em Curitiba e alivia bolso do trabalhador
(Foto: José Fernando Ogura)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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