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Paraná entra na disputa pelo mercado de R$ 5,4 bi do turismo marítimo

Paraná entra na disputa pelo mercado de R$ 5,4 bi do turismo marítimo

(Foto: Gemini)

Paraná entra na disputa pelo mercado de R$ 5,4 bi do turismo marítimo


Investimento estadual cria infraestrutura para atrair fatias do mercado de R$ 5,4 bilhões e competir com portos de São Paulo e Santa Catarina.

A fatia paranaense no mercado bilionário de cruzeiros ganha estrutura física para competir com os complexos portuários do Sudeste. Com um aporte de R$ 80,9 milhões, a construção do novo terminal de passageiros no Porto de Paranaguá transfere o fluxo de turistas de rotas vizinhas diretamente para o litoral do Paraná. A movimentação financeira retém capital na rede hoteleira, gastronômica e de serviços da cidade, além de gerar empregos diretos na operação de embarque e desembarque.

Disputa bilionária pelo turismo marítimo

O setor de cruzeiros no Brasil projeta um impacto econômico de R$ 5,43 bilhões para a temporada 2026/2027, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas e da Clia Brasil. A capacidade nacional saltará para 817 mil leitos ofertados em 187 roteiros marítimos. Hoje, o Porto de Santos concentra a maioria das partidas, com 142 escalas programadas. A nova estrutura litorânea rompe essa hegemonia paulista e posiciona o estado como polo de embarque no Sul do país.

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O Governo do Paraná busca atrair as armadoras internacionais ao oferecer uma área de 30 mil metros quadrados. A capacidade operacional permite ancorar dois navios simultaneamente e processar até 5 mil passageiros por rodada.

Concessão privada e o fim da sazonalidade

O modelo de negócios desenhado para o terminal afasta a administração estatal do dia a dia comercial. Após a conclusão das obras, a operação integral passa para as mãos da iniciativa privada por meio de um contrato de arrendamento. Os investidores assumem a gestão dos 12 mil metros quadrados de área construída, que incluem salas de espera VIP, postos de fiscalização alfandegada e estacionamentos de grande porte.

A viabilidade financeira do projeto no longo prazo depende de combater a ociosidade da estrutura. Para solucionar a ausência de navios nos meses de inverno, o complexo prevê um espaço multifuncional com entrada independente. O local sediará eventos corporativos e convenções fora da temporada turística, garantindo receita constante aos caixas dos operadores.

Paraná entra na disputa pelo mercado de R$ 5,4 bi do turismo marítimo
(Foto: Divulgação AEN)

Redução de custos operacionais para as companhias

As companhias de navegação avaliam rigorosamente os custos de atracação antes de definir suas rotas. No modelo atual de outros estados, a logística em terra encarece o pacote final. Em terminais estrangulados, navios precisam fundear a quilômetros do cais, exigindo frotas de até 70 ônibus diários apenas para o translado de hóspedes. O projeto em Paranaguá resolve esse obstáculo logístico de mercado.

A área de check-in ficará instalada nas proximidades do cais principal, reduzindo despesas com transporte terrestre de passageiros e simplificando o despacho de bagagens.

Vamos transformar Paranaguá em uma porta de entrada para o turismo de cruzeiros. Um projeto que vai movimentar o turismo, gerar emprego e renda e colocar o Paraná de vez na rota dos grandes cruzeiros”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Cronograma de obras e mercado em expansão

O desenho do projeto executivo e a execução física da obra estão sob a responsabilidade da construtora Porto Beton S.A. Os engenheiros encerram agora o detalhamento técnico e estrutural exigido para a montagem do canteiro de obras. O contrato estipula um prazo de 240 dias para a entrega completa do prédio, contados a partir da assinatura oficial da ordem de serviço.

Caso as etapas burocráticas terminem no último trimestre de 2026, as operadoras de turismo poderão incluir o terminal paranaense nas vendas de pacotes para o fim de 2027. O prédio contemplará sistemas de reaproveitamento de água, isolamento acústico e um mirante voltado para a Baía de Paranaguá e a Ilha da Cotinga. A adequação antecipa uma demanda comercial agressiva, já que o setor pressiona por infraestrutura capaz de suportar operações navais durante os 12 meses do ano.

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(Foto: Divulgação AEN)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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