Publicidade
Publicidade
Publicidade

Petrobras descobre petróleo no Amapá e bate R$ 700 bilhões na B3

Petrobras descobre petróleo no Amapá e bate R$ 700 bilhões na B3

(Foto: Divulgação Petrobras)

Petrobras descobre petróleo no Amapá e bate R$ 700 bilhões na B3


Abertura de nova fronteira exploratória projeta o fornecimento de combustíveis a longo prazo

A Petrobras anunciou na sexta-feira (2) uma segunda descoberta de petróleo a 2.886 metros de profundidade no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá. O avanço da perfuração na Margem Equatorial fez a estatal registrar um ganho de R$ 20,9 bilhões em um único dia, atingindo o valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões no fechamento do pregão da B3.

Para o Paraná, a exploração dessa nova fronteira tem reflexos diretos na infraestrutura de abastecimento logístico e no agronegócio.

Publicidade

A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), sediada em Araucária, depende da produção contínua de petróleo cru para o processamento de diesel, combustível que movimenta as safras do estado. A reposição das reservas nacionais evita que o setor produtivo e cooperativista paranaense fique refém da importação e de choques de preços internacionais nas próximas décadas.

Expansão da área exploratória e volumes projetados

A busca por novas reservas na Bacia da Foz do Amazonas ocorre em um cenário de declínio projetado para os poços do pré-sal na próxima década. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) adicionou 11 novos setores exploratórios à Margem Equatorial, abrangendo 380 mil quilômetros quadrados, uma área marítima equivalente ao território da Alemanha.

A inclusão desses 501 novos blocos ocorreu após a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar a ampliação da plataforma continental brasileira, baseada em levantamento coordenado pela Marinha.

Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o volume potencial recuperável na Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) projetam que o avanço geológico nesta região específica evita que o Brasil retorne à condição de importador de petróleo no período entre 2033 e 2035.

Avaliação técnica da qualidade do óleo

As perfurações recentes visaram atingir intervalos geológicos mais profundos, dando continuidade à operação que já havia identificado petróleo de boa qualidade em agosto no mesmo local. A equipe técnica da companhia confirmou a presença da segunda reserva por meio de perfis elétricos, análise de amostras de fluidos e indícios diretos encontrados nas rochas do leito marinho.

O poço Morpho passará agora por avaliações laboratoriais detalhadas das novas formações geológicas identificadas. Os dados consolidados vão direcionar as próximas fases operacionais, definir os sistemas petrolíferos locais e aferir a viabilidade comercial exata da extração em águas ultraprofundas.

Impasses ambientais e ações judiciais

O avanço da infraestrutura marítima enfrenta contestações ativas de órgãos de fiscalização federal. O Ministério Público Federal (MPF) protocolou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) um pedido de suspensão da licença ambiental que autorizou os testes iniciais no bloco FZA-M-59.

Os procuradores da República embasam a ação apontando um vazamento de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro, além da ausência de consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas, indígenas e de pescadores do Amapá e do Pará.

A direção executiva da estatal contesta a insegurança da operação, afirmando que todas as atividades de perfuração seguem protocolos rigorosos que protegem o meio ambiente e as pessoas. A companhia detém uma licença oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que permite a continuidade da exploração na área até outubro de 2025.

>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Petrobras descobre petróleo no Amapá e bate R$ 700 bilhões na B3
(Foto: Rovena Rosa)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *