Publicidade
Publicidade
Publicidade

FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% neste ano

FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% neste ano

(Foto: Yuri Gripas)

FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% neste ano


Desaceleração atinge maiores economias da região sob efeito de inflação global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as perspectivas de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2,3% neste ano. O relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (13) em Bangcoc, aponta que a região sofre com a falta de integração à nova indústria de tecnologia e com os altos custos do choque energético global.

Famílias e empresas sul-americanas enfrentarão um cenário de crédito mais caro e inflação persistente nos próximos meses. O encarecimento do petróleo Brent, impulsionado pelos conflitos no Oriente Médio, eleva os custos de combustíveis e freia a capacidade de investimento dos países emergentes.

Publicidade

O Brasil viu sua projeção de crescimento cair para 2,2% neste ano e 1,9% para o próximo ciclo econômico. A restrição monetária para controlar a inflação e a retirada de estímulos fiscais governamentais explicam a freada na atividade econômica nacional. As incertezas nos mercados externos também limitam a expansão do crédito para o setor produtivo.

Cenário de retração e vizinhos em crise

A Argentina registrou a maior redução na estimativa de produção entre as nações listadas pelo FMI. A projeção de avanço do PIB vizinho recuou de 3,5% para 2,1% neste ano. O único indicador de alívio na economia do país é a projeção de queda da inflação local para 32,5% no atual calendário.

O relatório expõe quadros recessivos mais severos em outras fronteiras sul-americanas. A Bolívia tem previsão de encolher 3%, aprofundando a retração do período anterior. A Venezuela projeta uma aceleração inflacionária dramática, com os índices saltando de 252% para 467,9%. O Chile também perde ritmo produtivo e despenca para apenas 0,6% de crescimento.

Exportações favorecem o desempenho mexicano

O México caminha na direção oposta aos países do sul, com a estimativa de expansão elevada para 1,5% no mesmo período. A integração da indústria mexicana às cadeias de suprimento de inteligência artificial norte-americanas garantiu a manutenção do fluxo de capital estrangeiro no país. As tensões comerciais globais, no entanto, forçaram um leve corte na projeção de longo prazo da nação.

Economia global dividida e riscos futuros

O panorama internacional apresentou avanço, com o índice global de crescimento subindo para 3,1%. Os blocos econômicos desenvolvidos conseguiram absorver o impacto energético mundial redirecionando suprimentos de energia e apostando na infraestrutura digital.

“Há pouca compensação proveniente da recuperação do setor tecnológico na maioria dos países.”

As nações latino-americanas dependem agora que os ganhos com a exportação de commodities superem a conta elevada das importações de energia. O FMI alerta que uma nova onda de turbulência nos mercados estrangeiros pode exercer pressão sobre as moedas emergentes, exigindo condições financeiras locais ainda mais restritas para evitar a fuga de capitais.

>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% neste ano
(Foto: Yuri Gripas)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *