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Pescadoras de Guaratuba transformam pescado em novos produtos para gerar renda

Pescadoras de Guaratuba transformam pescado em novos produtos para gerar renda

(Foto: Adriano Morais)

Pescadoras de Guaratuba transformam pescado em novos produtos para gerar renda


Curso prático financiado pela Itaipu Binacional ensina processamento de pescados locais e agrega valor à pesca artesanal no litoral paranaense.

Mulheres ligadas à pesca artesanal em Guaratuba concluíram nesta sexta-feira (16) um treinamento intensivo de processamento de pescados. A capacitação ensinou técnicas práticas para transformar o peixe in natura em produtos com maior apelo comercial, como hambúrgueres, conservas, patês e pães.

O encerramento da oficina coincidiu com o Dia Mundial da Alimentação e contou com uma degustação dos pratos desenvolvidos pelos participantes.

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Na prática, a iniciativa altera a dinâmica financeira de dezenas de famílias do litoral do Paraná. Em vez de dependerem apenas da venda do peixe fresco, sujeita à oscilação climática e à pressão de atravessadores, essas profissionais agora dominam o preparo de alimentos manufaturados. Isso garante uma margem de lucro superior e um tempo de prateleira estendido para a comercialização local.

A pesca artesanal movimenta a economia histórica da baía de Guaratuba, mas o beneficiamento do produto sempre enfrentou barreiras estruturais.

O projeto “Mulheres da Pesca Artesanal Transformando Pescado em Renda e Sustentabilidade” ataca diretamente este gargalo logístico. A ação utiliza recursos da Itaipu Binacional, que custeia iniciativas de desenvolvimento territorial e social para associações civis em todo o estado.

Execução local e segurança sanitária

A Associação de Pescadores e Armadores de Guaratuba e Região (APAGRE) coordenou a execução do projeto na cidade. A Prefeitura de Guaratuba viabilizou a estrutura de apoio por meio de suas secretarias de Assistência Social e Pesca, cedendo a cozinha-escola do CECAGER para a realização de todas as dinâmicas culinárias.

As alunas receberam instruções teóricas rigorosas sobre normas sanitárias e envase correto de produtos. A engenheira de pesca Ana Maria Silva conduziu as aulas práticas ao lado de técnicos da Itaipu Parquetec. O domínio dessas regras de manipulação qualifica os itens para a venda em mercados formais e abre portas para o fornecimento direto a programas de merenda escolar.

“Mais do que ensinar receitas e técnicas de processamento, a oficina representou uma oportunidade de ampliar as possibilidades econômicas da pesca artesanal em Guaratuba. A diversificação dos produtos derivados do pescado permite agregar valor à produção local, estimular o empreendedorismo, fortalecer o protagonismo das mulheres na cadeia produtiva e criar alternativas de trabalho e renda.” — Elisangela Octaviano, diretora-geral da Secretaria da Pesca.

Impacto de longo prazo e metas sustentáveis

A qualificação técnica desse grupo atende também às diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A produção padronizada atua na redução do desperdício de alimentos nas comunidades pesqueiras e fomenta a igualdade de gênero ao colocar as mulheres no controle da etapa mais lucrativa da cadeia produtiva.

Esse tipo de capacitação constrói resiliência econômica para as comunidades tradicionais, reduzindo a dependência da alta temporada de turismo de verão.

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Pescadoras de Guaratuba transformam pescado em novos produtos para gerar renda
(Foto: Adriano Morais)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Guaratuba


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Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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