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Ponta Grossa inaugura biofábrica e libera mosquitos com Wolbachia contra a dengue

Ponta Grossa inaugura biofábrica e libera mosquitos com Wolbachia contra a dengue

(Foto: Divulgação PMPG)

Ponta Grossa inaugura biofábrica e libera mosquitos com Wolbachia contra a dengue


Estratégia biológica em parceria com a Fiocruz prevê 26 semanas de soltura para reduzir a transmissão de doenças no município

A Prefeitura de Ponta Grossa ativou nesta terça-feira (20) a nova biofábrica do Método Wolbachia, localizada no bairro Jardim Paraíso, e começou a soltar mosquitos portadores da bactéria.

A operação integra uma frente biológica para frear os casos de dengue, zika e chikungunya no município, resultado da cooperação entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a empresa Wolbito do Brasil.

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Para o morador, a mudança imediata ocorre na rotina das ruas, que passam a receber veículos e agentes de saúde liberando as levas iniciais de insetos ao longo das próximas 26 semanas.

O cidadão não precisa mudar sua rotina dentro de casa ou fechar as janelas, pois a tática depende do acasalamento dos novos espécimes com as populações locais. A presença desses insetos nas residências não aumenta os riscos, já que o microrganismo bloqueia a transmissão dos vírus.

Como funciona a intervenção biológica na cidade

A estrutura inaugurada no Jardim Paraíso recebe as cápsulas de ovos e fornece o ambiente aquático adequado até o desenvolvimento da fase adulta.

Os mosquitos crescem já portando a Wolbachia, uma bactéria natural que reduz drasticamente a capacidade do hospedeiro de transmitir doenças aos humanos. Após o preparo final na biofábrica, as equipes distribuem os machos e fêmeas pelas regiões delimitadas.

O mapeamento epidemiológico recente determinou 5,3 mil pontos estratégicos para a cobertura inicial. O roteiro concentra as atividades no Centro e nos bairros Uvaranas, Oficinas, Cará-Cará, Contorno, Colônia Dona Luiza, Chapada e Ronda. Agentes instalam equipamentos chamados ovitrampas nestes locais para capturar ovos e medir a taxa de estabelecimento da bactéria na região.

Alinhamento institucional e participação popular

A prefeita Elizabeth Schmidt participou das primeiras liberações no Jardim Paraíso e destacou a necessidade de manter as rotinas de limpeza nos quintais e residências.

“É um momento histórico para Ponta Grossa. Conseguimos trazer ao Município uma tecnologia reconhecida internacionalmente e que vai desempenhar um papel fundamental no combate à dengue. Isso não diminui a importância da população seguir colaborando para juntos vencermos esta batalha.”

O gerente de implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, detalhou a dinâmica de campo e o papel do morador.

“Será um trabalho intenso nas próximas semanas, que ainda conta com a colaboração das pessoas na eliminação do mosquito e de possíveis criadouros. Quem mata o aedes aegypti também contribui para o método.”

Contexto de longo prazo e redução de casos

A inserção da Wolbachia cria um efeito prático no ciclo reprodutivo do inseto em escala local. A bactéria passa da fêmea para os filhotes, consolidando ao longo dos meses uma população inteira incapaz de disseminar a dengue e outras arboviroses.

Dados registrados em Niterói, município com o território inteiramente coberto pela tecnologia, apontam uma queda de 89% nos diagnósticos da doença.

A operação no Paraná prevê avaliações contínuas sobre o alcance das metas de substituição populacional. O monitoramento das armadilhas guiará os ajustes nas rotas dos veículos de soltura nos próximos meses para garantir a autossustentabilidade da intervenção biológica nas áreas afetadas.

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Ponta Grossa inaugura biofábrica e libera mosquitos com Wolbachia contra a dengue
(Foto: Divulgação PMPG)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Ponta Grossa


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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