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Paciente de Foz do Iguaçu recebe fígado após resgate aéreo contra o relógio

Paciente de Foz do Iguaçu recebe fígado após resgate aéreo contra o relógio

(Foto: Divulgação PMFDI)

Paciente de Foz do Iguaçu recebe fígado após resgate aéreo contra o relógio


Logística entre Foz do Iguaçu e Curitiba envolveu voo comercial e helicóptero da PRF para vencer tempo limite de órgão

Azuil Gomes Teotonio se recupera hoje em uma Unidade de Terapia Intensiva após aguardar desde 2025 por um novo fígado. O morador de Foz do Iguaçu sobreviveu graças a uma operação de transporte aeromédico que driblou o trânsito pesado da região metropolitana de Curitiba. Sem essa intervenção aérea imediata, o paciente perderia a rigorosa janela de tempo exigida para o procedimento cirúrgico.

Protocolos médicos determinam que um órgão doado chegue ao receptor dentro de um limite crítico de tempo, conhecido como tempo de isquemia. No caso de Azuil, a situação apresentou uma margem ainda mais estreita porque o fígado tinha outro receptor designado inicialmente, mas o primeiro procedimento não avançou. Consequentemente, a equipe médica do Hospital Angelina Caron estabeleceu um prazo inflexível para a chegada do paciente: exatamente 13h50.

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A distância superior a 600 quilômetros entre a fronteira e a capital do estado obrigou a família a recorrer a um voo comercial. O pouso programado no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, marcaria no relógio as exatas 13h50. O transporte terrestre até a unidade hospitalar adicionaria pelo menos 40 minutos ao trajeto, inviabilizando a cirurgia de forma definitiva.

A corrida contra o relógio e a mobilização das equipes de saúde

Diante da impossibilidade matemática de chegar a tempo por vias terrestres, a família procurou a Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu (DIUE) na última segunda-feira (24). O departamento municipal acionou imediatamente a Coordenação de Urgência e Emergência do Paraná para desenhar um plano de resgate alternativo.

A operação exigiu uma logística sincronizada entre diferentes esferas governamentais para evitar a perda do órgão. O SAMU Curitiba assumiu o controle da missão e solicitou o apoio tático do serviço aeromédico da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O plano consistiu em aguardar o pouso da aeronave comercial e transferir o passageiro sem atrasos para o helicóptero policial posicionado em um heliponto próximo.

Eles tinham um tempo ainda menor para fazer o transplante e perguntaram se conseguiríamos chegar. Eu tinha a convicção de que eles iriam conseguir uma ambulância, mas entraram em contato dizendo que havia um helicóptero esperando no heliponto, próximo ao aeroporto, para levá-lo até o hospital para o transplante”, contou Juliana Medeiros Teotonio Keller, filha do paciente.

Cronologia da operação aeromédica no Paraná

Para garantir a viabilidade do fígado, as equipes executaram o transporte com precisão cirúrgica. A integração eliminou completamente o tempo de trânsito rodoviário.

  • Embarque inicial: O paciente deixou Foz do Iguaçu no voo da aviação comercial programado para as 12h45.
  • Pouso e transferência: Ao desembarcar na pista de São José dos Pinhais às 13h50, a equipe médica de resgate já mantinha os rotores girando no heliponto.
  • Voo tático: O Núcleo de Operações Aéreas da PRF assumiu o trajeto final, pousando diretamente na estrutura dedicada do Hospital Angelina Caron.

O desafio logístico dos transplantes no estado

O sistema de doação de órgãos exige uma infraestrutura de transporte altamente conectada, especialmente em estados com grandes extensões territoriais como o Paraná. Fígados, corações e pulmões possuem tempos de isquemia fria muito curtos, o que restringe as janelas de oportunidade para pacientes que residem longe dos grandes centros transplantadores.

O acionamento ágil de aeronaves de forças de segurança pública atua como uma extensão do sistema de saúde nessas horas críticas. A utilização do helicóptero eliminou a vulnerabilidade do paciente aos engarrafamentos comuns nas vias de acesso à capital paranaense, garantindo um ambiente controlado e rápido. Essa rede de apoio demonstra como a comunicação entre hospitais, agências de trânsito e unidades de socorro aéreo sustenta os índices de sucesso nos procedimentos de alta complexidade.

Integração de serviços públicos garante sucesso cirúrgico

A resposta rápida dos sistemas de saúde municipal e estadual evitou o descarte de um órgão viável. Jayme Carriello, diretor da DIUE, coordenou os passos iniciais da transferência e destacou os resultados práticos do alinhamento institucional.

Quando a rede de urgência é acionada e todos os recursos trabalham em sintonia, cada minuto se transforma em esperança, garantindo que o paciente chegue com segurança ao tratamento cirúrgico capaz de salvar sua vida.”

O transporte alcançou o destino final sem imprevistos, permitindo que a equipe médica concluísse o transplante hepático com total êxito. Segundo Michele Luciana Weber Pignataro Teotonio, sobrinha do receptor, o empenho conjunto dos profissionais atuou de forma decisiva. Ela reforça que a transferência rápida, direto da pista do aeroporto para a mesa de cirurgia, representou a diferença exata entre perder a oportunidade e salvar a vida do familiar.

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Paciente de Foz do Iguaçu recebe fígado após resgate aéreo contra o relógio
(Foto: Divulgação PMFDI)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Foz do Iguaçu


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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