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Polícia Federal indicia 8 por fraude bilionária em postos de Curitiba

Polícia Federal indicia 8 por fraude bilionária em postos de Curitiba

(Foto: Divulgação PF)

Polícia Federal indicia 8 por fraude bilionária em postos de Curitiba


Investigação da operação Tank desmantela esquema de adulteração em postos da região metropolitana

A Polícia Federal concluiu o inquérito que indicia oito pessoas por comandarem um esquema bilionário de fraudes em 50 postos de combustíveis em Curitiba e região metropolitana.

O documento, que encerra uma fase crucial da Operação Tank, confirmou a manipulação remota das bombas de abastecimento e a venda de gasolina adulterada com até 79% de etanol. A organização criminosa utilizava os lucros milionários obtidos diretamente nos bicos de combustível para alimentar uma complexa estrutura corporativa de lavagem de dinheiro.

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O motorista que abastecia nos locais investigados pagava por um volume de combustível que não entrava no tanque e recebia um produto altamente prejudicial ao funcionamento do motor.

A proporção de etanol misturado à gasolina chegava a quase o triplo do limite legal de 27% estabelecido pelas normas de qualidade vigentes. Essa sobrecarga de álcool provoca falhas graves de ignição, perda de potência e deterioração das peças internas dos veículos, transferindo o custo da fraude para o proprietário por meio de manutenções mecânicas imprevistas.

Aplicativo controlava fraude direto das bombas

A perícia criminal detalhou que a engenharia do esquema operava por meio de duas frentes simultâneas de lesão ao consumidor nos estabelecimentos comerciais vistoriados:

  • Fraude volumétrica: o golpe da “bomba baixa” funcionava conectado a um aplicativo de celular que alterava remotamente o software dos equipamentos, entregando menos combustível do que o registrado no painel.
  • Adulteração química: a diluição extrema da gasolina aumentava a margem de lucro por litro vendido, barateando artificialmente a operação da quadrilha.

A capital paranaense possui uma das maiores proporções de veículos por habitante do país, com uma frota que ultrapassa 1,5 milhão de unidades cadastradas. O grupo criminoso aproveitava exatamente esse alto fluxo diário do trânsito na Grande Curitiba para escalar rapidamente a captação de recursos ilícitos nas bombas de rua.

Lavagem de dinheiro movimentou cifras bilionárias

Os valores subtraídos do consumidor curitibano financiavam a operação financeira estrutural do grupo. Os gestores da rede de postos reinseriam os montantes diários no sistema financeiro legal utilizando diversas empresas de fachada e o registro de bens em nome de laranjas.

Essa engrenagem de ocultação de patrimônio permitiu que a organização movimentasse cifras bilionárias ao longo da atuação, mascarando o faturamento real dos postos e a origem ilícita dos dividendos.

Desdobramentos do inquérito e penalidades judiciais

O núcleo de comando e gestão da rede de postos foi oficialmente desarticulado com os indiciamentos. Os oito integrantes apontados no relatório final respondem agora formalmente por crimes contra a ordem econômica e estelionato.

Com o encerramento das apurações de campo e das perícias técnicas, o processo segue para tramitação na Justiça e avaliação do Ministério Público.

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Polícia Federal indicia 8 por fraude bilionária em postos de Curitiba
(Foto: Divulgação PF)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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