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Porto de Paranaguá puxa 65% do crescimento das exportações de frango do Brasil

Porto de Paranaguá puxa 65% do crescimento das exportações de frango do Brasil

(Foto: Claudio Neves)

Porto de Paranaguá puxa 65% do crescimento das exportações de frango do Brasil


Com 1,87 milhão de toneladas movimentadas em 2026, terminal paranaense amplia vantagem e impulsiona o agronegócio estadual

O Porto de Paranaguá assumiu a liderança no escoamento de carne de frango congelada do Brasil entre janeiro e setembro de 2026. A estrutura logística movimentou 65,1% de todo o volume adicional exportado pelo país neste ano.

Dos 451,9 mil toneladas que o mercado nacional embarcou a mais em comparação ao mesmo período do ano passado, 294 mil passaram exclusivamente pelos terminais da Portos do Paraná.

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Esse desempenho garante a injeção de divisas na economia local e fortalece a cadeia produtiva estadual. O produtor rural ganha segurança comercial para expandir planteis e as cooperativas fecham contratos internacionais de longo prazo. O escoamento ininterrupto garante competitividade para o estado, que responde pela maior produção e exportação de carne de aves do país.

Infraestrutura frigorificada atrai o mercado chinês

A demanda da China alterou o ritmo das operações portuárias no litoral paranaense. O país asiático importou 450 mil toneladas da proteína brasileira nos primeiros nove meses de 2026, volume que supera o total registrado em todos os doze meses do ano anterior. Desse montante global, 198,4 mil toneladas saíram especificamente pelas águas de Paranaguá.

“A Portos do Paraná é referência mundial na movimentação de frango congelado, especialmente em razão dos investimentos em infraestrutura que ampliaram a capacidade de armazenagem e de exportação de contêineres frigorificados“, afirma o diretor-presidente da empresa, Luiz Fernando Garcia.

O redimensionamento das tomadas para contêineres refrigerados permitiu que o cais absorvesse o pico de consumo sem estrangular a logística rodoviária. Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias, credita o salto de 18,7% no volume movimentado a essa readequação física. Em números absolutos, as operações da carne branca saltaram de 1,57 milhão de toneladas em 2025 para 1,87 milhão neste ano.

Soja e derivados mantêm força nas operações

O ritmo acelerado se repetiu no complexo da soja, que sustentou a balança comercial de exportações. O embarque de óleo de soja registrou alta de 63%, atingindo a marca de 1,24 milhão de toneladas. O terminal concentrou 70% de todas as saídas nacionais desse derivado líquido no período.

A soja em grão bruto continua no topo da lista de movimentação das estruturas públicas do estado. As 13,29 milhões de toneladas comercializadas com o exterior representam 39,1% de toda a carga exportada.

O balanço operacional da Portos do Paraná até o fechamento de setembro de 2026 evidencia os maiores volumes operados:

  • Frango congelado: 1,87 milhão de toneladas.
  • Óleo de soja: 1,24 milhão de toneladas (alta de 63%).
  • Soja em grão: 13,29 milhões de toneladas (alta de 9%).
  • Movimentação total em 2026: 52,1 milhões de toneladas.

O peso do agronegócio no comércio global

A base produtiva do Paraná fabrica 35% de toda a carne de frango do mercado brasileiro. Regiões como o Oeste e Sudoeste abrigam abatedouros industriais que operam sob alta demanda e dependem da eficiência portuária para alcançar os continentes asiático e europeu.

Municípios como Cascavel e Toledo estruturam polos agroindustriais que enviam produção contínua ao litoral. Quando a capacidade de refrigeração e armazenamento aumenta na zona portuária, os frigoríficos no interior ganham previsibilidade operacional para escalar as linhas de abate e gerar novos postos de trabalho.

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Porto de Paranaguá puxa 65% do crescimento das exportações de frango do Brasil
(Foto: Claudio Neves)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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