(Foto: Arnaldo Neto)
Índice do Ipardes mostra avanço em 308 cidades do Paraná; Curitiba e Morretes lideram
Pesquisa anual aponta extinção da faixa de baixo desempenho e destaca avanços em saúde, educação e renda no estado
Em 2024, 308 dos 399 municípios do Paraná elevaram suas notas no Índice Paranaense de Desenvolvimento Municipal (IPDM). O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) publicou os resultados nesta terça-feira (27) em Curitiba, revelando uma melhora generalizada impulsionada pela expansão de políticas estaduais e municipais. Com esse movimento, o estado erradicou a classificação de baixo desempenho de sua geografia econômica.
Esse avanço se traduz em melhorias diretas na rotina da população, abrangendo desde a ampliação do acesso a creches até o aumento de vínculos empregatícios formais. Gestores públicos e empresários utilizam esses mesmos dados para definir onde alocar recursos governamentais ou abrir novos negócios.
A elevação dos índices de saúde, por exemplo, indica maior eficiência no acompanhamento pré-natal e na prevenção de doenças crônicas nas redes locais de atendimento.
Reflexo na economia e nos serviços públicos
Historicamente, o estado apresenta uma dinâmica econômica robusta sustentada pelo agronegócio no interior e pela força do setor de serviços e indústrias da Região Metropolitana. A pesquisa atualiza essa fotografia ao apontar uma curva ascendente rápida em certas regiões.
Morretes, localizada no Litoral, materializou a maior transformação percentual do ciclo, saltando 21,51% e superando o estrato médio-baixo. A cidade acompanhou o ritmo acelerado de localidades como Iguaraçu, Colorado e Lobato, diretamente beneficiadas pela alta produção agropecuária.
Desempenho da capital e força do interior
Curitiba consolidou a liderança isolada do ranking geral com uma nota de 0,8392. A capital do estado demonstrou crescimento simultâneo nos três pilares avaliados, mantendo distância das demais competidoras.
Logo atrás, o forte eixo do agronegócio garantiu a presença de municípios como Palotina, Maringá, Toledo e Cafelândia no seleto grupo de alto desenvolvimento, provando a eficácia da descentralização econômica paranaense.
Lideranças setoriais em pequenos municípios
A divisão por áreas específicas do índice escancara assimetrias e vocações locais. O indicador de Renda ainda mantém 332 cidades em um patamar médio-baixo, sugerindo desafios na distribuição de salários e atração de indústrias de base tecnológica.
Em contrapartida, as áreas de Saúde e Educação possuem dezenas de cidades no nível de excelência. Nessa dinâmica, municípios de menor porte desbancaram os grandes centros, com Miraselva assumindo a primeira posição estadual em saúde e Atalaia atingindo o topo absoluto em educação.
Critérios e metodologia do levantamento
O índice varia de zero a um e utiliza bases de dados públicas para balizar o avanço das gestões municipais. A composição da nota final depende do cruzamento de três frentes de avaliação estatística:
- Educação: Analisa a proporção de matrículas na educação infantil, taxas de permanência escolar, qualificação dos professores e resultados do Ideb.
- Saúde: Mede a cobertura de exames pré-natal, mortalidade infantil por causas evitáveis e controle de doenças crônicas.
- Emprego e Renda: Monitora a remuneração do mercado formal, o saldo de novos empregos gerados e a força do Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola.
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Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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