(Foto: Divulgação PMPR)
Ofensiva da PMPR detém 314 pessoas e SESP alinha novo cerco na Grande Curitiba
Ofensiva estadual uniu efetivo nas ruas e barreiras de trânsito; cúpula foca agora em inteligência metropolitana
As forças de segurança pública do Paraná detiveram 314 pessoas, apreenderam mais de 1,4 tonelada de drogas e retiraram 14 armas de fogo das ruas entre o fim de outubro e o início de novembro de 2026.
A ação resultou da combinação de duas frentes táticas da Polícia Militar do Paraná (PMPR): a Operação Força Total XXXII e a Operação Lei Seca, que montaram bloqueios em mais de 70 cidades. O volume de ocorrências motivou uma cúpula estratégica da Secretaria da Segurança Pública (SESP) nesta terça-feira (3), focada em redefinir a inteligência policial e o patrulhamento na região de Curitiba.
Na prática, moradores e motoristas encontram vias com fiscalização rígida contra a embriaguez ao volante e bairros com atuação asfixiada do tráfico. A retirada imediata de oito condutores embriagados e a autuação de outros 155 por recusa ou infração reduzem os riscos de acidentes graves. O recolhimento de uma tonelada e meia de maconha, cocaína e crack descapitaliza as operações logísticas do crime organizado local.
Ofensiva contra o tráfico e fiscalização viária
Durante os dias 29 e 30, o patrulhamento ostensivo da PMPR empregou cães, cavalos e aeronaves para vistoriar quase 3 mil veículos. As guarnições cumpriram 125 ordens judiciais, prendendo 269 adultos e apreendendo 37 menores. No trânsito noturno de sexta-feira (30), o foco migrou especificamente para a fluidez e a prevenção de acidentes.
Municípios como Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Umuarama receberam quase 700 militares e 320 viaturas. As equipes lavraram 1.580 autos de infração e removeram 120 veículos sem condições regulares de circulação.
Inteligência metropolitana integrada
Com o trabalho de rua executado, a SESP reuniu as cinco polícias estaduais para o projeto Cidade Segura. O planejamento ocorreu nas bases operacionais de São José dos Pinhais e Colombo. O objetivo tático é cruzar os dados das abordagens para acelerar os inquéritos da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e as perícias da Polícia Científica (PCIPR).
“A melhoria constante da segurança pública dá-se justamente por essa integração entre todas as forças, analisando município a município e crime a crime para identificar as motivações, o meio empregado e atuar de forma pontual em cada região.”
O mapeamento conjunto permite que os exames toxicológicos dos entorpecentes apreendidos ganhem prioridade. As equipes de retaguarda e laboratório atuarão em regime de extrajornada para garantir respostas técnicas rápidas, fundamentando as denúncias criminais apresentadas à Justiça.
Cerco preventivo à violência doméstica
A cúpula policial também reestruturou o atendimento às vítimas de violência contra a mulher nos nove municípios da malha metropolitana em debate. As corporações revisaram o fluxo de triagem das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) para direcionar o patrulhamento da Patrulha Maria da Penha aos endereços com maior grau de vulnerabilidade.
O monitoramento tático utilizará o rastreio eletrônico operado pela Polícia Penal do Paraná (PPPR). O controle de agressores com tornozeleira fecha a rede de proteção preventiva, garantindo o envio imediato de viaturas caso a restrição de aproximação perimetral seja violada pelo autor.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Militar do Paraná
- Ofensiva da PMPR detém 314 pessoas e SESP alinha novo cerco na Grande Curitiba - 4 de novembro de 2026
- Circuito de Motorhomes injeta mais de R$ 2 milhões no turismo do Paraná - 4 de novembro de 2026
- Cascavel sedia o Paraná Faz Ciência 2026 com expectativa de 50 mil visitantes - 4 de novembro de 2026





