(Foto: Canva)
Navios de cruzeiro viram hotéis: a solução inédita do Brasil para conter a crise de preços da COP30
Após reclamações de preços abusivos e ameaça de boicote de países mais pobres, Ministro do Turismo garante “preços justos” e governo reserva 2.500 quartos para delegações em Belém.
A menos de 100 dias da COP30, uma crise de hospedagem em Belém (PA) acendeu o alerta máximo no governo brasileiro e na ONU. Preços considerados “abusivos” e a falta de leitos levaram delegações de países mais pobres a ameaçar não participar da cúpula do clima, questionando sua legitimidade.
Em resposta, o governo federal iniciou uma força-tarefa para garantir a realização do evento na capital paraense, com o Ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmando categoricamente: “Posso garantir a você que temos hospedagens e temos preços justos.”
A crise: preços abusivos e ameaça de boicote
O estopim da crise foi uma reunião de emergência na ONU, no final de julho, convocada por países menos desenvolvidos, estados insulares e pela delegação africana. Eles relataram que os preços de hotéis em Belém para novembro dispararam a níveis impraticáveis, tornando impossível a participação com a diária de cerca de US$ 143 oferecida pela ONU.
O embaixador e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, admitiu a gravidade: “Os representantes disseram ter uma preocupação muito grande por causa dos preços, muitíssimo acima de qualquer outra COP”.
A resposta imediata: 2.500 quartos com preços controlados
Para evitar o esvaziamento da cúpula, o governo agiu rapidamente para garantir a presença de todas as delegações. A Secretaria Extraordinária da COP30 anunciou que já foram reservados e disponibilizados 2.500 quartos com tarifas controladas, variando de US$ 100 a US$ 600.
A prioridade, segundo o governo, é atender às 73 delegações de países mais vulneráveis, oferecendo a elas quartos com preços compatíveis com suas diárias. “O governo está atuando de maneira muito firme para que todos os países possam participar”, garantiu o embaixador.

A expansão da oferta: navios, novos hotéis e Airbnb
Além de controlar os preços, a estratégia é aumentar drasticamente o número de leitos disponíveis. Para complementar os 18 mil leitos da rede hoteleira, o governo confirmou que dois navios de cruzeiro ficarão atracados na cidade, funcionando como hotéis flutuantes e adicionando até 6 mil leitos.
Além disso, três novos hotéis de alto padrão estão em fase final de construção e estão sendo feitas negociações com plataformas como Airbnb e Booking para ampliar o cadastro de imóveis regularizados para aluguel durante o evento.
A mensagem final: “a COP vai ser em Belém, não há plano B”
Diante das especulações sobre uma possível mudança de local, o governo brasileiro tem sido enfático em sua resposta. O presidente da COP30, embaixador Corrêa do Lago, foi direto: “A COP vai ser em Belém, o encontro de chefes de Estado vai ser em Belém e não há nenhum plano B”.
A mensagem é reforçada pelo Ministro do Turismo, que aposta no legado de mais de R$ 4 bilhões em obras de infraestrutura que ficarão para a cidade. “Aqueles que apostam contra a COP da floresta, a COP de Belém, vão perder”, concluiu Sabino.
Com informações de Agência Brasil
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