(Foto: Zeca Ribeiro)
Tensão máxima: STF avança contra Marco Temporal e Congresso debate penas do 8/1; extradição de Ramagem e articulações para 2026 agitam Brasília
O cenário político brasileiro ferve com a escalada da tensão entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. Em pautas cruciais que definem o futuro de terras indígenas e a punição de envolvidos nos atos de 8 de janeiro, a polarização se aprofunda, enquanto investigações de alto impacto e movimentações para as eleições de 2026 adicionam complexidade ao tabuleiro político.
Embate entre STF e Congresso: Marco Temporal e penas do 8 de janeiro
A controvérsia em torno do marco temporal, tese que define a ocupação de terras indígenas, atinge um novo patamar. O Supremo Tribunal Federal acumula três votos para derrubar a proposta, que já havia sido aprovada pelo Legislativo, gerando um choque direto entre os Poderes. Paralelamente, o Senado Federal se tornou palco de um intenso embate sobre o Projeto de Lei (PL) da dosimetria, que visa alterar o cálculo das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A oposição se articula para forçar a votação do PL, buscando barrar uma possível manobra governista. Apesar da movimentação do senador Davi Alcolumbre, que pautou a proposta para o mesmo dia da análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da comissão já declarou que o projeto “não tem a menor chance”. O relator, por sua vez, admite restringir o texto apenas aos casos específicos do 8 de janeiro, evidenciando a dificuldade de consenso.
Extradição de Ramagem e novas apurações judiciais
No âmbito das investigações, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Ministério da Justiça formalize o pedido de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem. A Polícia Federal (PF) segue apurando a atuação de um grupo que teria auxiliado o parlamentar a deixar o país, com um suspeito já preso em Manaus. Segundo informações, Ramagem pode considerar a renúncia ao mandato caso obtenha asilo político nos Estados Unidos, adicionando mais um capítulo à trama.
Outros casos de grande repercussão também seguem em foco. Moraes enviou exames do ex-presidente Jair Bolsonaro para análise de peritos da PF, enquanto a defesa do político solicitou autorização urgente para uma cirurgia. Em outra frente, o ministro Dias Toffoli autorizou novas investigações no caso Banco Master, que ganhou destaque após a revelação de um contrato da esposa de Moraes com a instituição financeira, envolvendo defesa junto ao Banco Central, Receita Federal e Congresso.
Cenário político de 2026 ganha contornos com Flávio Bolsonaro
O tabuleiro para as eleições de 2026 começa a se mover com a consolidação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL), conforme confirmado pelo deputado Sóstenes Cavalcante. Essa decisão reposiciona o papel de Michelle Bolsonaro dentro do partido, indicando uma articulação mais ampla para o próximo pleito. Contudo, a candidatura já enfrenta seus primeiros desafios, com o vice-governador de Romeu Zema em Minas Gerais afirmando que não fará campanha para Flávio no primeiro turno.
Governo ameaça Enel e Lula minimiza crise com o Legislativo
Em outra frente, o governo federal elevou o tom contra a Enel em São Paulo, ameaçando a empresa com a perda da concessão de energia após a bancada paulista na Câmara pedir intervenção. O presidente Lula, por sua vez, minimizou a crise com o Congresso Nacional, atribuindo derrotas recentes em votações à falta de articulação do próprio governo. No legislativo, a deputada Carla Zambelli renunciou ao seu mandato, em uma decisão que seu advogado descreveu como uma saída “em grande estilo”.

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