(Foto: Geraldo Bubniak)
R$ 1,2 bi e calado de 15,5 metros: Estado alinha início da concessão inédita do Canal da Galheta
Consórcio formado por gigante belga e empresa paranaense promete modernizar o acesso ao Porto de Paranaguá; contrato deve ser assinado ainda neste trimestre.
O Porto de Paranaguá está prestes a oficializar uma mudança estrutural histórica. Nesta terça-feira (20), o governador Ratinho Junior recebeu no Palácio Iguaçu os representantes do Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) para definir o cronograma da primeira concessão de canal aquaviário do Brasil.
O projeto prevê um investimento de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos para ampliar a profundidade (calado) e garantir a manutenção do acesso aos terminais paranaenses. A expectativa é que o contrato seja assinado formalmente ainda no primeiro trimestre de 2026, com início imediato dos trabalhos burocráticos e de licenciamento.
O que muda na prática?
O principal objetivo da concessão é o aumento do calado para até 15,5 metros. Na prática, isso permite que navios muito maiores atraquem em Paranaguá carregando mais mercadorias por viagem.
Segundo o governo, essa mudança trará três impactos diretos:
- Aumento da capacidade de carga (mais grãos e contêineres por navio);
- Segurança na navegação (menos riscos de encalhe ou restrições de manobra);
- Redução do custo logístico (o frete marítimo tende a baratear com a eficiência).
“Estamos no melhor momento da história do nosso porto. Em 2025 alcançamos a marca de 73 milhões de toneladas, volume projetado apenas para 2045. Esse contrato vai garantir um calado maior, projetando o porto para o futuro”, afirmou Ratinho Junior.
Parceria Bélgica-Paraná
O consórcio vencedor é formado pela Deme Group, empresa belga com 150 anos de história e detentora de 20% do mercado mundial de dragagem, e pela FTSPar, empresa paranaense com quatro décadas de atuação nos portos locais.
A união da expertise global com o conhecimento local foi elogiada pelo governador e pelo presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Ter uma empresa líder mundial associada a um parceiro paranaense nos dá segurança de que o contrato será executado com excelência”, disse Garcia.
Cronograma de Obras
Embora a assinatura esteja prevista para as próximas semanas, o consórcio já iniciou os trâmites para obtenção das licenças ambientais.
- 1º Trimestre de 2026: Assinatura do contrato e início da gestão.
- 2027: Previsão para a primeira grande obra de dragagem de aprofundamento (condicionada ao licenciamento).
Além do investimento na obra, o consórcio pagará uma outorga de aproximadamente R$ 276 milhões. Esse dinheiro não vai para o caixa único do Estado, mas será reinvestido integralmente em melhorias no próprio Porto de Paranaguá.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, reforça que a modelagem é inédita no país. “Estamos iniciando 2026 com uma modelagem que incentiva a execução das obras já nos primeiros anos. É um ganho para os operadores e para o comércio exterior brasileiro”, concluiu.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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