(Foto: Divulgação)
Hortaliças injetam R$ 5,7 bilhões na economia agrícola do Paraná
Produção de hortaliças injeta R$ 5,7 bilhões no interior do estado e garante o abastecimento direto de supermercados e feiras locais
O prato de comida diário das famílias paranaenses movimenta uma engrenagem financeira bilionária antes de chegar à mesa. A oferta constante de ingredientes básicos nos supermercados e feiras do estado reflete o desempenho direto da olericultura local, que acaba de registrar uma injeção de R$ 5,7 bilhões na economia regional.
Batata, tomate e mandioca de mesa lideram esse fluxo de caixa, garantindo rentabilidade para produtores de diversas regiões e mantendo a estabilidade do abastecimento para o consumidor final.
O cultivo comercial de hortaliças retirou 3,1 milhões de toneladas de alimentos da terra ao longo de 2025, ocupando uma área de 115,2 mil hectares no estado. Esse volume produtivo representa uma fatia de 2,7% de toda a riqueza gerada pelo setor agropecuário local, que totalizou R$ 212,6 bilhões no último ano.
Os indicadores econômicos constam no levantamento oficial estruturado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
O peso do trio principal nas lavouras do estado
O produtor rural paranaense encontra no plantio comercial da batata, do tomate e da mandioca a sua principal âncora de faturamento. Sozinhos, esses três itens alimentícios concentram 40% de todo o dinheiro que circula no mercado estadual de hortaliças.
Eles ocupam quase metade do território destinado a esse tipo de plantio, entregando mais de 51% da produção total colhida. Essa alta concentração produtiva assegura a regularidade das entregas nos centros de distribuição atacadistas e baliza os preços finais nas gôndolas.
Curitiba e região metropolitana lideram o faturamento
O cinturão verde estruturado ao redor da capital se mantém como o polo produtivo mais forte do estado. O núcleo regional de Curitiba faturou R$ 1,95 bilhão com o setor, respondendo por mais de um terço de toda a renda gerada pelas hortaliças no Paraná. Os agricultores dessa faixa de terra cultivaram 42,6 mil hectares e enviaram quase 1 milhão de toneladas de produtos frescos para o mercado interno.
A força financeira da região metropolitana decorre da alta diversificação nas propriedades rurais, que mantêm 50 espécies diferentes em cultivo ativo. Couve-flor, brócolis, mandioca, batata e alface formam o alicerce financeiro desse polo. Esse quinteto garante quase metade do volume colhido e da receita bruta dos agricultores locais, sustentando o volume de cargas que chegam diariamente às centrais de abastecimento.
Especialização regional impulsiona a economia do interior
A profissionalização agrícola dividiu o território estadual em zonas especializadas, onde cada região explora as culturas que melhor reagem ao clima e solo disponíveis. Em Guarapuava, os produtores consolidaram a segunda maior renda estadual do segmento, somando R$ 437,4 milhões.
A batata assume o controle absoluto da economia agrícola do município, representando 70% de todo o volume colhido e gerando R$ 240,1 milhões em dinheiro novo por meio de duas safras anuais.
Avançando para os Campos Gerais, o núcleo de Ponta Grossa ocupa a terceira posição no mercado de hortaliças, movimentando R$ 385,1 milhões. O saldo financeiro da região depende estruturalmente das safras duplas de tomate e batata. Juntos, os dois produtos ocupam 61% das propriedades voltadas à olericultura e entregam mais de 73% do faturamento da atividade comercial no município.
No Norte Pioneiro, o núcleo produtivo de Jacarezinho calibra sua força nas colheitas de pimentão, tomate e pepino. O trio de alimentos responde por mais da metade dos R$ 368,9 milhões registrados pela horticultura regional. Já na área de atuação de Apucarana, a cenoura dita o ritmo econômico do campo.
A raiz forrou um terço das terras destinadas à atividade e rendeu R$ 111,1 milhões de forma direta, ajudando os agricultores do município a baterem a marca de R$ 367 milhões em faturamento total no período avaliado.
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Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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