(Foto: Ari Dias)
Comércio paranaense lidera ranking de vendas no Brasil
Impulsionado pela queda do endividamento das famílias e por fatores como a redução do IPVA, o varejo paranaense lidera o crescimento no Brasil e bate recorde histórico na pesquisa do IBGE.
O comércio varejista do Paraná não apenas liderou o crescimento nacional em fevereiro de 2026, mas também fez história. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado alcançou o maior patamar de volume de vendas desde o início da série histórica da pesquisa, no ano 2000.
O índice que mede o volume de vendas saltou da base de 53,1 (registrada no primeiro mês deste século) para impressionantes 111,1 em fevereiro de 2026.
Para se ter uma ideia da magnitude desse número, é apenas a segunda vez na história que o Paraná ultrapassa a marca dos 110 pontos. O recorde anterior (110,1) havia sido registrado em julho de 2021, época marcada pela reabertura do comércio e pelo forte avanço da vacinação contra a Covid-19. Além disso, o Estado já acumula 36 meses consecutivos operando acima da linha de base de 100 pontos.
“Esse índice é um termômetro econômico analisado pelo IBGE na composição de suas projeções. Ele reflete diretamente o nível de consumo das famílias e impacta na construção do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que o varejo é uma das principais vertentes para mensurar a expansão da economia”, afirma Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O que explica esse recorde?
O Ipardes e especialistas do mercado apontam uma conjunção favorável de fatores que colocou mais dinheiro no bolso dos paranaenses no início de 2026:
- Fator IPVA: A redução de impostos, principalmente do IPVA, deixou as famílias com mais renda livre para realizar compras e aquecer setores como o de supermercados e presentes (o que refletiu nas boas vendas da Páscoa).
- Menos dívidas: A queda no endividamento das famílias atingiu o menor patamar em dez anos, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
- Inflação controlada: O índice de inflação estadual tem se mantido abaixo da média nacional, garantindo maior poder de compra.
- Mais empresas e confiança: A expansão na abertura de novos negócios e o aumento da confiança dos consumidores fecham a equação do sucesso.
Para Paulo Mourão, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), o recorde não é obra do acaso, mas fruto da parceria entre o poder público e as entidades produtivas.
“O Paraná vem se destacando de forma contínua no cenário nacional. O fato de liderarmos o crescimento do comércio mostra a força da atividade econômica e a competitividade do Estado. A manutenção desse diálogo tende a sustentar esse ambiente positivo ao longo do ano”, projeta Mourão.
Liderança isolada no ranking nacional
Os dados mais recentes de fevereiro cimentam a posição de destaque do Paraná. O Estado registrou uma alta de 2,9% no volume de vendas em relação a janeiro, um desempenho quase cinco vezes superior à modesta média nacional (0,6%).
O Estado deixou para trás economias fortes e lidera o ranking brasileiro de crescimento mensal, superando a Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). Na região Sul, a vantagem é folgada frente ao Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%).
O ritmo forte também se reflete no acumulado de 2026: o varejo paranaense cresceu 3,3% nos primeiros meses do ano, o dobro da média nacional (1,5%).

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná
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