(Foto: Emerson Ferraz)
Correios passam a receber celulares e eletrônicos velhos para descarte gratuito
Serviço aceita equipamentos de até 30 quilos e exige apresentação de documento nas unidades com Balcão Cidadão
As mais de seis mil agências dos Correios que operam o serviço Balcão Cidadão no Brasil começaram a receber eletroeletrônicos para descarte gratuito nesta quarta-feira (14).
A medida entra em vigor no Dia Internacional do Lixo Eletrônico e abrange os pontos de atendimento em cidades como Curitiba, Cascavel e Ponta Grossa, permitindo que a população entregue aparelhos de até 30 quilos diretamente nos balcões da estatal.
Os moradores do Paraná que acumulam celulares antigos, fones quebrados ou cabos em gavetas ganham uma alternativa de descarte próxima de casa. O serviço resolve a dificuldade de encontrar pontos de coleta especializados, exigindo apenas que o usuário leve os itens em uma caixa aberta até a agência mais próxima da sua rotina.
Como funciona a entrega e quais itens são aceitos
A triagem presencial delimita o que pode entrar no sistema de logística reversa. Os moradores devem acondicionar os aparelhos em caixas de até um metro cúbico e apresentar o material aberto para a conferência do atendente.
- Itens aceitos: celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e eletroeletrônicos de pequeno porte em geral.
- Itens proibidos: pilhas avulsas, baterias soltas e lâmpadas de qualquer tipo não recebem autorização para descarte nas agências.
Durante o atendimento, o funcionário dos Correios solicita nome completo, CPF, endereço, e-mail e telefone do remetente. O procedimento gera um comprovante de envio, e a embalagem é lacrada na frente do cliente para garantir o rastreamento da carga até a destinação final.
Parceria rastreia resíduos e amplia logística reversa
A operação funciona por meio de um acordo com a Circular Brain, empresa que gerencia o Sistema de Logística Reversa Circulare. Os materiais recolhidos nas agências paranaenses seguem para parceiros homologados, que separam os componentes de valor para a indústria de reciclagem.
“Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, destaca o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon.
O diretor executivo da Circular Brain, Marcus Oliveira, aponta que a falta de locais de entrega voluntária nos municípios leva ao acúmulo doméstico. Ele reforça que a estrutura da rede postal facilita a vida de quem precisa descartar equipamentos antigos enquanto resolve outras pendências na rua.
Baixa reciclagem gera perdas econômicas e risco ambiental
O Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico anualmente, ocupando o terceiro lugar na América do Sul na geração desse tipo de resíduo, segundo o Monitor Global de Resíduos Eletrônicos de 2024 da ONU. Desse volume nacional, apenas 3% chegam às centrais de tratamento.
A legislação brasileira, regida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, obriga a cadeia produtiva a estruturar a logística reversa, mas o baixo índice de recolhimento mantém equipamentos parados nas residências. O descarte em lixo comum contamina o solo e a água com metais pesados, enquanto a retenção doméstica interrompe o ciclo de reaproveitamento de componentes pelas fábricas.
“Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente”, conclui Oliveira.
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Com informações de Agência Brasil
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