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Sem precisar ir à capital: hospitais do interior do PR viram referência

Sem precisar ir à capital: hospitais do interior do PR viram referência

(Foto: Roberto Dziura Jr)

Sem precisar ir à capital: hospitais do interior do PR viram referência


Governo estadual investe R$ 1,1 bilhão na descentralização do SUS, transformando o acesso a cirurgias e tratamentos de alta complexidade fora dos grandes centros urbanos.

A necessidade de percorrer madrugadas a fio em rodovias para conseguir um leito de UTI ou um atendimento para parto de alto risco está ficando no passado para milhares de famílias paranaenses. A tão conhecida “ambulancioterapia”, que por décadas forçou pacientes do interior a buscarem socorro na capital do estado ou em grandes polos urbanos, vem sendo substituída de forma acelerada por um sistema de atendimento regionalizado.

O fim das grandes distâncias para pacientes

Historicamente, o sistema de saúde público brasileiro sofre com a superlotação nas capitais, enquanto o interior carece de infraestrutura de alta complexidade. No Paraná, essa balança está mudando de posição. Apenas nos últimos anos, o estado converteu uma carência histórica – utilizando inclusive o aprendizado e a infraestrutura emergencial criada durante a crise sanitária recente – em um modelo definitivo de descentralização.

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Essa dinâmica de proximidade altera não apenas a chance de sobrevivência imediata em emergências, mas todo o desgaste emocional das famílias. Um reflexo claro dessa mudança ocorre nos Campos Gerais e no Vale do Tibagi. Antes, gestantes de alto risco dessas regiões chegavam a viajar mais de 200 quilômetros até a Região Metropolitana de Curitiba.

Hoje, o Hospital Regional de Telêmaco Borba conta com uma maternidade estruturada, permitindo que mulheres e recém-nascidos tenham assistência avançada com acompanhamento de endocrinologistas e cardiologistas perto de casa, integrados à sua rede de apoio familiar.

Essa descentralização contínua também alivia a pressão nos corredores das grandes unidades da capital, permitindo que os hospitais metropolitanos consigam focar em casos ainda mais raros ou urgentes, destravando filas e otimizando todo o sistema de saúde.

A estratégia por trás dos novos leitos e unidades

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), conduziu 129 processos de obras desde 2019, somando um aporte de R$ 1,1 bilhão. Para compreender a magnitude dessa reestruturação, os números mostram um avanço focado em áreas onde a gestão de saúde pública encontra seus maiores gargalos:

  • Novas estruturas: 20 hospitais foram construídos.
  • Ampliações reais: 59 unidades ganharam alas e novos andares.
  • Reformas de modernização: 48 locais foram readequados para receberem novos equipamentos.
  • Aumento crítico: Houve um crescimento de 19,4% nas vagas de leitos complementares, que são cruciais para a sobrevivência (UTIs, alas para queimados e isolamento).

Temos uma organização da rede hospitalar baseada em eficiência, regionalização e fortalecimento da assistência. A estratégia estadual prioriza hospitais estruturados, modernos e preparados para atender demandas complexas em diferentes regiões do Paraná, reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos.” César Neves, atual secretário de Estado da Saúde, e resume a diretriz que tem moldado as licitações da pasta.

Obras em andamento e a transformação nas cidades

A expansão continua a redefinir a dinâmica populacional e de desenvolvimento do estado. O fortalecimento de hospitais representa muito mais do que tijolos e equipamentos de imagem; significa a fixação de médicos especialistas e a geração de centenas de empregos diretos em áreas de apoio no interior, além de elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de municípios menores.

O Litoral paranaense, que convive há anos com a sobrecarga no atendimento durante a temporada de verão, receberá um novo hospital em Matinhos. Com aporte de quase R$ 68 milhões, a unidade terá 90 leitos e UTI adulta permanente.

O interior também observa um salto na qualidade estrutural:

Oeste e Fronteira: Guaíra (Hospital Graciele Possan) e Assis Chateaubriand recebem novos hospitais, garantindo dezenas de leitos cirúrgicos e obstétricos blindando a fronteira em termos de saúde.

Noroeste: O Hospital da Criança em Maringá, recém-entregue com investimento superior a R$ 180 milhões, já se consolida como um dos maiores e mais modernos complexos pediátricos de todo o Brasil.

Sul: O município de Irati moderniza o Hospital São Camilo, pulando para 101 leitos e inovando ao instalar serviços de hemodinâmica para doenças cardiovasculares.

Centro-Sul: Em Guarapuava, o hospital regional realiza hoje impressionantes 600 cirurgias mensais, virando referência em próteses ortopédicas de alta complexidade.

O que você precisa saber em resumo

  • O modelo de saúde do Paraná focou fortemente na descentralização, aplicando R$ 1,1 bilhão em mais de 100 obras hospitalares para aproximar cirurgias e leitos de UTI da população do interior.
  • Unidades em cidades como Telêmaco Borba, Maringá e Guarapuava agora evitam que pacientes precisem enfrentar a estrada em ambulâncias para partos de alto risco ou procedimentos ortopédicos.
  • A rede segue em expansão com grandes estruturas sendo erguidas em Matinhos (Litoral), Guaíra e Assis Chateaubriand (Oeste), desafogando as metrópoles e gerando novos polos de emprego no setor de saúde no interior.
Sem precisar ir à capital: hospitais do interior do PR viram referência
(Foto: Geraldo Bubniak)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Saúde do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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