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Herança, gestão e ativismo: as três faces da direita na corrida ao Planalto

Herança, gestão e ativismo: as três faces da direita na corrida ao Planalto

(Foto: Antônio Cruz)

Herança, gestão e ativismo: as três faces da direita na corrida ao Planalto


Candidatos da direita disputam o eleitorado paranaense com modelos distintos de gestão

Os eleitores no Paraná começam a avaliar as diferentes opções apresentadas pelos partidos conservadores e liberais para a sucessão presidencial de 2026. Historicamente alinhado a pautas econômicas de mercado e a pautas de segurança pública, o estado desponta como um dos principais palcos de disputa por votos nesse segmento. Em polos como Curitiba e Londrina, os eleitores encontram nomes com perfis que variam entre a articulação parlamentar, a gestão corporativa e o ativismo digital.

A corrida ao Palácio do Planalto traz três postulantes da direita com trajetórias e bases políticas bem delimitadas: o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) e o empresário Renan Santos (Missão). Analisar o histórico de cada um permite compreender as linhas que dividem o campo conservador no país e identificar as propostas que serão apresentadas à população paranaense ao longo dos próximos meses.

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Herança, gestão e ativismo: as três faces da direita na corrida ao Planalto
(Foto: Divulgação PL)

Flávio Bolsonaro lidera a chapa do PL e aposta no legado conservador

O senador Flávio Nantes Bolsonaro, de 45 anos, representa o Partido Liberal (PL) na disputa pela Presidência da República. Nascido no município fluminense de Resende, ele atua no Senado Federal desde 2018 e concorre ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), indicado como vice. Advogado formado pela Universidade Cândido Mendes, o candidato é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e possui especializações em políticas públicas e empreendedorismo.

Sua entrada na vida pública ocorreu em 2002, quando conquistou o primeiro mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro. Ele foi reeleito consecutivamente para o cargo em 2006, 2010 e 2014, concentrando suas ações em propostas ligadas ao endurecimento da segurança pública e à defesa de costumes tradicionais. Ao chegar ao Senado, ampliou sua interlocução com o setor produtivo nacional e consolidou-se como um dos principais articuladores das pautas do governo do pai no Congresso Nacional.

Com a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, a candidatura de Flávio dispõe de 4 minutos e 20 segundos diários no horário eleitoral de rádio e TV. O candidato pretende usar essa estrutura midiática para defender o legado do bolsonarismo e unificar a direita no primeiro turno.

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(Foto: Divulgação NOVO)

Romeu Zema traz a experiência empresarial do Novo para a corrida nacional

O partido Novo aposta na projeção de Romeu Zema Neto, de 61 anos, para tentar chegar ao Palácio do Planalto em 2026. Nascido em Araxá, no Triângulo Mineiro, o administrador de empresas pediu afastamento do cargo de governador de Minas Gerais para disputar a eleição. Ele divide a chapa com o senador Eduardo Girão (Novo-CE), indicado como candidato a vice-presidente.

Zema construiu sua trajetória profissional na iniciativa privada, liderando por décadas o grupo varejista fundado por sua família. Graduado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ingressou na política apenas em 2018, defendendo a aplicação de práticas de gestão corporativa no setor público. Ele venceu a eleição estadual naquele ano e conquistou a reeleição em primeiro turno em 2022, destacando bandeiras como equilíbrio fiscal, privatizações e simplificação burocrática para empresários.

Sem representação mínima na Câmara para ter acesso à propaganda gratuita em rede aberta, o candidato concentrará sua agenda em visitas a polos produtivos e encontros com lideranças do agronegócio e do comércio.

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(Foto: Divulgação Missão)

Renan Santos articula estreia do partido Missão nas disputas presidenciais

O empresário Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos, lidera a primeira chapa presidencial do recém-criado partido Missão. A agremiação partidária obteve aprovação pelo TSE em novembro de 2025 e tem origem direta no Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou projeção nacional em 2016 durante as mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff. O vice na chapa é o Coronel Medina, também filiado à sigla.

Natural de São Paulo, o candidato atuou com o pai na recuperação judicial de empresas em crise e chegou a cursar direito na Universidade de São Paulo, sem concluir a graduação. Fora da política, ele é músico e atua como vocalista e guitarrista. No campo partidário, filiou-se ao PSDB entre 2010 e 2015 e coordenou campanhas eleitorais vitoriosas em 2018, como a de Kim Kataguiri para deputado federal. O partido define sua linha política como uma direita pragmática, orientada pelo liberalismo econômico e pelas diretrizes expostas no documento partidário “Livro Amarelo”.

Assim como o Novo, a legenda não atingiu a cláusula de barreira e precisará apoiar sua campanha exclusivamente no alcance orgânico de militantes e na divulgação via plataformas digitais.

Divisão do tempo no rádio e na TV expõe assimetria de campanhas

A distribuição da propaganda eleitoral obrigatória, regulamentada pelo TSE, estabelece vantagens significativas para quem formou grandes blocos parlamentares. O programa em rede começa a ser transmitido no dia 28 de agosto e segue até 1º de outubro, com fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná nas emissoras do estado. A regra exige que as legendas superem patamares mínimos de votos ou deputados federais para obter espaço na grade diária.

A escala de exibição para a Presidência nos blocos de 12 minutos e 30 segundos ficou definida com a seguinte divisão:

  • Augusto Cury (Avante): 35 segundos e 47 inserções
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos e 159 inserções
  • Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos e 339 inserções
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 5 minutos e 31 segundos e 433 inserções

Candidatos como Romeu Zema e Renan Santos ficaram fora da grade diária das emissoras. A eleição em primeiro turno ocorre no dia 4 de outubro, com eventual segundo turno marcado para o dia 25 do mesmo mês, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos.

Conheça as propostas de cada candidato e acompanhe a próxima análise

O período de campanhas exige atenção redobrada da população paranaense sobre os planos de governo depositados na Justiça Eleitoral. A falta de tempo de propaganda em canais abertos para a maioria das legendas demanda uma pesquisa minuciosa nos portais oficiais de cada partido para garantir um voto consciente. Avaliar a viabilidade técnica e financeira das propostas econômicas de todos os candidatos ajuda a definir os rumos do país pelos próximos quatro anos.

A editoria de política de O Paranaense mantém a publicação contínua dos perfis dos presidenciáveis para auxiliar o leitor nessa triagem de propostas. Retorne ao portal no próximo domingo, 20 de setembro, para ler o artigo exclusivo da nossa cobertura especial de eleições. A próxima reportagem detalha o histórico e os projetos de governo elaborados pelas campanhas de Ronaldo Caiado (PSD) e Pablo Marçal (PRTB).

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(Foto: Antônio Cruz)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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