(Foto: Jonathan Campos)
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Ao lado de lideranças do PSD, o governador defendeu o agronegócio e a energia limpa na Associação Comercial de São Paulo, projetando seu nome para a corrida presidencial e rebatendo pesquisas antecipadas.
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, utilizou a vitrine econômica da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta segunda-feira (9) para fazer um duplo movimento estratégico: vender os resultados de sua gestão à frente do Estado e consolidar seu nome no xadrez político nacional para as eleições de 2026.
Durante o evento “Propostas para o Brasil”, Ratinho Junior detalhou o planejamento de longo prazo paranaense com foco no agronegócio, na energia renovável e em políticas para a terceira idade.
O palco empresarial também serviu para um alinhamento político com os governadores Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), seus correligionários e também presidenciáveis pelo PSD, que aproveitaram a ocasião para minimizar os recentes números da pesquisa Datafolha e destacar a alta rejeição dos atuais polarizadores da política nacional.
A “Arábia Saudita da energia limpa” e o supermercado do mundo
Falando para uma plateia de líderes empresariais e investidores paulistas, Ratinho Junior criticou a falta de planejamento de médio e longo prazo no Brasil, contrastando a visão de mandatos curtos (quatro anos) com as metodologias de Estado aplicadas na China, nos Estados Unidos e na Europa.
Para ilustrar essa mudança de paradigma no Paraná, ele destacou os investimentos iniciados em 2019, que destinaram R$ 500 milhões para um banco de projetos logísticos (como a duplicação da Rodovia dos Minérios e obras nas regiões Central e Sudoeste). No entanto, o grande foco da apresentação foi a vocação do Estado para a produção de alimentos e energia sustentável.
“O Paraná é hoje o supermercado do mundo, fruto de uma grande produção de alimentos, mas não só isso. Lá nós aprendemos a industrializar a nossa produção, exportando com embalagem, logomarca, algo que até então não era feito. Isso gera maior renda a quem produz, a quem vende, deixando mais renda no campo.”
O governador também apontou que o Brasil tem potencial para liderar a transição energética global, utilizando os subprodutos do próprio agronegócio.
“O Brasil pode ser a Arábia Saudita da energia limpa, renovável e verde. Somos o maior produtor de frango e um dos maiores produtores de suínos do Brasil. Estamos utilizando os dejetos desses animais para produzir energia, por meio de biodigestores.”
De olho no Planalto: a resposta ao Datafolha
A passagem por São Paulo não foi apenas administrativa. Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado formam a trinca de apostas do PSD para a Presidência da República. O encontro na ACSP marcou o fim de uma série de compromissos do trio ao lado do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Durante o evento, os governadores foram questionados sobre a pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana (7). O levantamento de primeiro turno mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 38% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 32%. Entre os nomes do PSD, Ratinho Junior desponta na frente, com 7%, seguido por Caiado (4%) e Leite (3%).
Longe de demonstrar preocupação, Ratinho Junior avaliou que o cenário atual reflete apenas a exposição midiática dos nomes polarizados, afirmando que a sociedade ainda não está com a atenção voltada para o pleito de 2026.
“É natural que, nas pesquisas, os nomes que aparecem neste momento tenham maior exposição e estejam mais presentes no debate público. À medida que os partidos começam a se posicionar […] esses atores também passam a ganhar mais visibilidade.”
O trunfo da baixa rejeição
O grande argumento do PSD para bancar uma candidatura própria — descartando o rótulo de “terceira via” — está focado nos índices de rejeição revelados pelo mesmo Datafolha. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro amargam rejeições de 46% e 45%, respectivamente, os governadores do PSD navegam em águas muito mais tranquilas: Ratinho Júnior tem 19% de rejeição, Eduardo Leite tem 15% e Ronaldo Caiado, 14%.
Gilberto Kassab reafirmou que o partido não abrirá mão de ter um candidato próprio ao Palácio do Planalto e cravou uma data limite para a definição do nome escolhido entre os três governadores: 31 de março (antecipando o prazo anterior, que era 15 de abril).
Para Kassab, a escolha será difícil pela qualificação dos quadros, mas facilitada pela maturidade política do trio, afirmando que “os três estão preparados para ser e para não ser” o candidato da legenda.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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