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Fábrica da Nissin em Ponta Grossa inicia produção em 2027 e abertura de 500 vagas

Fábrica da Nissin em Ponta Grossa inicia produção em 2027 e abertura de 500 vagas

(Foto: Divulgação)

Fábrica da Nissin em Ponta Grossa inicia produção em 2027 e abertura de 500 vagas


Unidade nos Campos Gerais inicia operações em 2027 com foco em exportação para o Mercosul.

A rotina de centenas de trabalhadores da região dos Campos Gerais mudará significativamente com o aporte de R$ 1,051 bilhão da multinacional Nissin Foods. A fabricante japonesa confirmou a abertura de 500 vagas de emprego diretas para a sua nova planta industrial no município de Ponta Grossa.

O projeto prioriza a contratação de mão de obra local, injeta recursos na economia regional e oferece novas perspectivas de renda para as famílias paranaenses.

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A nova unidade ocupará um terreno estratégico de 413,2 mil metros quadrados localizado às margens da rodovia PR-151. O lote exato fica no Distrito Industrial Norte, no trecho que liga Ponta Grossa à cidade de Castro. A área construída alcançará 68,2 mil metros quadrados, dimensionando a terceira fábrica da marca em território brasileiro e a primeira na região Sul.

Licenciamento ambiental e cronograma de obras

O Instituto Ambiental do Paraná (IAT) concedeu recentemente a licença prévia ambiental para o empreendimento. Com essa etapa técnica superada, a Prefeitura de Ponta Grossa acelera os trâmites burocráticos municipais para a liberação definitiva dos alvarás de construção. A administração local organiza os processos internos para evitar gargalos públicos no cronograma da iniciativa privada.

Os trabalhos de terraplanagem e as obras civis começam no ano de 2025. De acordo com o planejamento compartilhado entre a empresa e o Governo do Paraná, a execução física da estrutura levará cerca de dois anos. As operações na linha de montagem iniciarão nos primeiros meses de 2027, exigindo treinamento prévio das equipes contratadas.

Posição logística atrai gigantes da alimentação

A escolha do interior do Paraná atende a critérios rigorosos de eficiência na distribuição de cargas. O grupo corporativo mapeou a vantagem logística dos Campos Gerais para abastecer os países do Cone Sul com maior velocidade. A partir das rodovias paranaenses, os caminhões ganham acesso facilitado às fronteiras da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.

Atualmente, a operação brasileira já exporta seus produtos para cerca de dez países. O portfólio de comércio exterior conta com 25 itens, sendo 12 deles produzidos exclusivamente para os consumidores estrangeiros.

O Paraná está geograficamente próximo de mercados como Uruguai, Paraguai e Argentina, o que representa uma vantagem logística. Esse foi também um dos motivos para a escolha desta cidade para receber a nova fábrica“, detalhou o presidente da Nissin Foods no Brasil, Takayuki Suzuki.

Esgotamento da capacidade e expansão nacional

A planta paranaense resolve um gargalo de produção iminente para a fabricante de alimentos. As duas unidades em funcionamento no país, localizadas em Ibiúna (São Paulo) e Glória do Goitá (Pernambuco), operam perto do teto produtivo. A diretoria projeta utilizar 100% da capacidade dessas duas estruturas existentes até o final de 2026.

Quando o complexo fabril entrar em operação, a companhia ganha o fôlego necessário para sustentar o aumento das vendas internas e externas. Os dados do último ano fiscal demonstram a relevância dessa expansão. O grupo global registrou receita de 788,1 bilhões de ienes, o equivalente a R$ 29,2 bilhões.

As Américas respondem por 56,8% desse faturamento, consolidando o continente como o principal mercado internacional da marca.

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Cultura pop asiática molda novos produtos

O aumento da capacidade industrial corre em paralelo a uma mudança no perfil de consumo, impulsionada pelo interesse do público brasileiro na cultura pop da Ásia. Os consumidores buscam com maior frequência os alimentos que aparecem em séries sul-coreanas e animações japonesas. Para absorver essa demanda, a empresa preparou novas linhas que chegam aos supermercados em outubro de 2026.

A principal novidade é a marca Geki, focada no rámen coreano, que terá produção totalmente nacional. A receita sofreu adaptações para o paladar brasileiro e as embalagens trarão medidores indicando o grau de picância de cada sabor. Os clientes encontrarão nas gôndolas as versões Carbonara, Frango Picante e Frango Picante Extremo.

A empresa também lança a linha “Na Ousadia do Japão”, que introduz pela primeira vez no país a massa udon, caracterizada por uma espessura maior, no formato de copo. Essa categoria disponibilizará os sabores DanDan, Curry, Chili Tomato e Teriyaki.

A estrutura que está sendo erguida no Paraná servirá como base fundamental para fabricar tanto essas novidades quanto o tradicional macarrão instantâneo em pacote.

Fábrica da Nissin em Ponta Grossa inicia produção em 2027 e abertura de 500 vagas
(Foto: Divulgação)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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