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Fim da espera: famílias rurais do Paraná aprendem a purificar a própria água

Fim da espera: famílias rurais do Paraná aprendem a purificar a própria água

(Foto: Divulgação Sanepar)

Fim da espera: famílias rurais do Paraná aprendem a purificar a própria água


Modelo de autogestão capacitado pela Sanepar transforma a saúde no campo e atende mais de mil lares na região.

Imagine esperar 12 anos para ter a confiança de abrir a torneira de casa e beber um copo de água sem medo de contaminação. Essa era a realidade de moradores da Linha Gustavo e de diversas outras comunidades rurais no interior do Estado. Agora, em vez de dependerem exclusivamente de serviços urbanos distantes, os próprios agricultores estão assumindo a linha de frente do saneamento em suas terras.

O fim da espera e a saúde na torneira

Para Margareth Buena Saxer, proprietária de um sítio na região de Ouro Verde do Oeste, a chegada da infraestrutura e do conhecimento técnico representa um marco na qualidade de vida local.

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Estávamos há 12 anos esperando para usufruir da água tratada. A Maria [técnica química da Sanepar] é excelente, explicou bem e não deixou dúvidas sobre o tratamento“, relata Margareth, referindo-se à capacitação recebida.

A mudança vai muito além da conveniência doméstica. No Brasil, a falta de água potável em áreas afastadas dos grandes centros é um dos principais vetores de doenças gastrointestinais.

Quando o acesso à água devidamente purificada chega ao campo, observa-se uma queda drástica nas internações hospitalares por doenças de veiculação hídrica. Isso alivia as unidades de pronto atendimento dos municípios paranaenses e garante que as famílias rurais tenham saúde para focar no que fazem de melhor: a produção agrícola.

Como funciona o modelo de autogestão

A iniciativa faz parte de uma força-tarefa da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), em conjunto com prefeituras do Sudoeste. O projeto já alcança 17 empreendimentos e beneficia 1.020 famílias. Contudo, a simples entrega de canos e caixas d’água não é suficiente para garantir a segurança sanitária a longo prazo. O segredo está na capacitação humana.

Para vencer as grandes distâncias geográficas entre as estações de tratamento centrais e as propriedades rurais, a companhia treina os próprios moradores para operarem os sistemas de poços artesianos comunitários. Durante as aulas práticas, os moradores aprendem:

  • O preparo correto e a dosagem exata de produtos químicos para a purificação da água.
  • A realização de análises rotineiras para atestar a qualidade do recurso que chega às residências.
  • A manutenção preventiva e a identificação de falhas nos equipamentos eletromecânicos.

O agricultor Francisco Xavier dos Santos, morador da Linha Alvorada do Oeste, foi um dos voluntários que chamou para si essa responsabilidade.

Pretendo aprender junto com a comunidade e trabalhar de uma forma mais correta. O treinamento é bom e, se eu não conseguir estar presente, haverá outra pessoa para atuar no meu lugar“, afirma o produtor.

O desafio histórico do saneamento rural

Historicamente, levar infraestrutura para populações dispersas sempre foi o grande gargalo do desenvolvimento nacional. Enquanto as diretrizes federais de saneamento estipulam a universalização dos serviços até o fim da próxima década, as áreas rurais frequentemente esbarram nos altos custos logísticos para instalação e manutenção de redes.

No cenário estadual, o Programa Sanepar Rural tenta driblar essa barreira há mais de 45 anos utilizando um modelo inteligente de contrapartidas. A engenharia, os equipamentos eletromecânicos e o suporte socioambiental ficam a cargo da companhia estadual. Em paralelo, as prefeituras locais fornecem a mão de obra, os insumos de construção civil e a liberação legal do manancial.

O Programa Sanepar Rural, em parceria com as prefeituras e a comunidade, é um exemplo de como esforços conjuntos conseguem levar qualidade de vida para todos os paranaenses. Compartilhar esta tecnologia é missão da Sanepar para promover a saúde pública”, destaca Marcio Luis de Souza, superintendente da companhia na região Sudoeste.

Ao transferir a operação diária do tratamento de água para as mãos de quem a consome, o sistema ganha agilidade e cria um senso de pertencimento, provando que o conhecimento técnico é a ferramenta mais poderosa para fixar as famílias no campo com dignidade e saúde.

O que você precisa saber em resumo

  • Moradores de comunidades rurais do Sudoeste paranaense estão sendo treinados para realizar o próprio tratamento da água extraída de poços comunitários.
  • A parceria entre a Sanepar e as prefeituras locais já garante água segura na torneira para 1.020 famílias distribuídas em 17 localidades.
  • O modelo descentralizado de gestão empodera os agricultores, reduz doenças hídricas e supera o desafio logístico do saneamento em áreas isoladas.
Fim da espera: famílias rurais do Paraná aprendem a purificar a própria água
(Foto: Divulgação Sanepar)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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