(Foto: Divulgação)
Feira de Empreendedores leva 100 negócios da Região Metropolitana ao MON
Vagas gratuitas conectam pequenos produtores ao público no Museu Oscar Niemeyer
Empreendedores de pequeno porte que atuam exclusivamente pela internet ganham uma vitrine física direta para o consumidor final nos dias 16 e 17 de outubro. A estrutura montada no Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece balcão, duas cadeiras e ponto de energia sem nenhum custo de locação para os expositores. A iniciativa permite que micro e pequenos empresários testem a aceitação de seus mercadorias frente a um público amplo e realizem vendas imediatas.
A transição da tela do celular para o contato frente a frente ajuda a validar modelos de negócio operacionais. O evento transforma o MON, tradicional polo turístico e cultural de Curitiba, em uma base de testes realista para o varejo regional. Produtores de alimentos, roupas, cosméticos e artesanato terão a chance de negociar olho no olho, observar as reações dos clientes e ajustar abordagens de venda na mesma hora.
Critérios para expor marcas no ecossistema do Vale do Pinhão
Apenas possuir um CNPJ ativo não garante o espaço de venda no evento. A organização exige que os candidatos sejam microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) ou empresas de pequeno porte (EPPs) formalmente registradas em Curitiba ou nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Além desse critério geográfico, o edital de seleção estabelece um filtro educacional rigoroso para todos os interessados.
O processo de escolha recusa a ordem de chegada como fator de eliminação ou aprovação. A Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação analisa a adequação da proposta à feira, a identidade visual da marca e a capacidade real de atendimento da empresa. Desse modo, a administração pública municipal vincula a liberação do espaço físico à participação prévia do comerciante em capacitações de mercado.
Para habilitar a inscrição no sistema oficial, o produtor precisa provar que frequentou, durante o ano de 2026, algum dos programas públicos de fomento locais vinculados ao Vale do Pinhão. A regra busca garantir que as teorias de gestão ensinadas ao longo do ano se materializem na geração de renda. Entre os treinamentos aceitos constam iniciativas consolidadas na capital, como o Bom Negócio, o Worktiba, o Curitiba Empreendedora e o Liceu de Ofícios Criativos.
Como funciona o processo de inscrição e seleção
Os empresários e artesãos têm até as 23h59 do dia 30 de setembro para submeter seus portfólios de forma totalmente digital (AQUI). O edital contempla uma vasta gama de cadeias produtivas em operação no estado do Paraná. O piso do evento abrigará diferentes tipos de produção manual, familiar e de pequena escala.
Para balizar o escopo dos comerciantes, o documento lista os segmentos autorizados a ocupar os estandes:
- Vestuário, acessórios de moda, cosméticos e itens focados no bem-estar pessoal.
- Artesanato geral, artigos de uso doméstico utilitário e produtos personalizados sob encomenda.
- Alimentos já embalados, geleias, conservas e bebidas não alcoólicas prontas para o consumo.
- Produtos de base natural e mercadorias que carreguem certificação oficial de indicação geográfica.
Após o encerramento da fase de cadastro, a equipe técnica iniciará a triagem de produção própria de cada negócio inscrito. A banca examinadora prioriza marcas que demonstrem possuir estoque suficiente para sustentar a demanda gerada pelo grande volume de visitantes.
Perspectivas de faturamento e impacto para a economia local
O diálogo direto com os compradores gera ativos que ultrapassam o faturamento medido no final do segundo dia. Ocupar uma mesa em um ponto turístico cria um catálogo vivo de potenciais clientes para aquisições futuras. A coleta de contatos no local serve para que os lojistas abasteçam suas bases de dados mirando as campanhas promocionais de final de ano.
O poder público local estrutura essa agenda como o estágio de conclusão do ciclo de assistência ao trabalhador autônomo. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, detalha a engrenagem por trás da infraestrutura gratuita oferecida à população:
“É uma oportunidade para o pequeno negócio sair do ambiente digital, para colocar o produto na frente do consumidor, conversar com as pessoas, receber feedback e, principalmente, vender. Nosso trabalho é criar caminhos para que o empreendedor possa transformar conhecimento e dedicação em crescimento para a sua empresa.”
A concentração das 100 bancas distintas em um único pavilhão retém a circulação do dinheiro dentro dos bairros da cidade. Letícia Justus, presidente da Agência Curitiba, pontua o peso de posicionar o comércio de vizinhança na rota do fluxo de visitantes que a região do Centro Cívico movimenta.
“Queremos que o empreendedor aproveite todas as oportunidades que o ecossistema oferece e também tenha espaço para mostrar o resultado desse trabalho. Estar dentro do MON, diante de um público diversificado, é uma oportunidade importante para apresentar uma marca, fazer vendas e abrir novas portas. Para muitos pequenos negócios, um contato feito em uma feira pode se transformar em um novo cliente ou até em uma parceria.”
A partir da concessão da área pela prefeitura, a responsabilidade de conversão financeira passa inteiramente para as mãos dos donos dos negócios. Eles usarão as técnicas de argumentação e marketing absorvidas nas salas de aula para disputar a atenção do consumidor de forma prática.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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