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Fim das barreiras comerciais: acordo histórico com a Europa entra em vigor em 1º de maio e beneficia o agronegócio paranaense

Fim das barreiras comerciais: acordo histórico com a Europa entra em vigor em 1º de maio e beneficia o agronegócio paranaense

(Foto: Canva)

Fim das barreiras comerciais: acordo histórico com a Europa entra em vigor em 1º de maio e beneficia o agronegócio paranaense


O tratado entra em vigor no dia 1º de maio e criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Para o Paraná, a isenção de tarifas promete alavancar as exportações do agronegócio e baratear a modernização da indústria.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a validade do aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Após 26 anos de intensas negociações diplomáticas, o tratado entrará em vigor a partir do dia 1º de maio.

A parceria cria uma gigantesca zona de livre comércio que engloba 31 países (27 da UE e quatro do Mercosul), conectando um mercado consumidor de 720 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.

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Com o decreto, fica estabelecido um cronograma agressivo de desoneração tarifária:

  • Para a Europa: O Mercosul vai zerar as tarifas de importação sobre 91% dos bens europeus em um prazo de até 15 anos.
  • Para o Mercosul: A União Europeia eliminará as tarifas sobre 95% dos produtos vendidos pelos países sul-americanos em até 12 anos.

O que o Paraná ganha com o acordo?

A promulgação do acordo representa um divisor de águas para a economia paranaense, que possui um perfil fortemente exportador e um parque industrial diversificado. Como um dos maiores produtores de alimentos do Brasil, o Estado será um dos principais beneficiados pela queda das barreiras comerciais europeias.

Confira os principais impactos diretos para a economia do Paraná:

Setor EconômicoBenefício Direto do Acordo
Proteína Animal (Carnes)O Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil e um gigante na carne suína. A ampliação de cotas e a redução de tarifas na UE aumentarão a margem de lucro e o volume exportado pelas cooperativas paranaenses.
Complexo Soja e CeluloseProdutos agrícolas de alto valor agregado e o setor madeireiro/papeleiro (forte nos Campos Gerais) terão acesso facilitado e mais barato ao mercado europeu.
Indústria e ManufaturaO setor industrial do Estado (como o polo automotivo e metalomecânico da Grande Curitiba) poderá importar máquinas, equipamentos e tecnologia de ponta europeia sem tarifas, barateando a modernização de suas fábricas.
Atração de InvestimentosCom regras comerciais claras e alinhamento a padrões internacionais, o Paraná ganha segurança jurídica para atrair novos investimentos estrangeiros diretos (IED) europeus focados em sustentabilidade e transição energética.

Multilateralismo e aplicação do tratado

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente Lula destacou a importância política do marco. “A resposta que a União Europeia e o Brasil deram ao mundo é que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações”, afirmou.

A ratificação final do lado brasileiro foi concluída pelo Congresso Nacional no início de março. Os parlamentos de Argentina, Uruguai e Paraguai também já aprovaram o texto.

Do lado europeu, embora o Parlamento tenha solicitado recentemente uma avaliação jurídica do Tribunal de Justiça do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou que o bloco aplicará o tratado de forma provisória a partir de maio para não atrasar as trocas comerciais.

Novos horizontes: Singapura e EFTA

Aproveitando o impulso diplomático, o Governo Federal também enviou outros dois importantes acordos comerciais para análise e ratificação do Congresso Nacional durante a mesma cerimônia:

Mercosul-Singapura: Anunciado em 2023, o acordo abre as portas para um dos principais centros financeiros e logísticos da Ásia, um destino estratégico para as exportações sul-americanas.

Mercosul-EFTA: Envolve a Associação Europeia de Livre Comércio (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). Negociado desde 2017 e finalizado em junho de 2025, o pacto cria acesso a um mercado de altíssimo poder aquisitivo (PIB de US$ 4,39 trilhões e 290 milhões de consumidores).

Ambos os textos agora dependem da tramitação nas casas legislativas dos países membros do Mercosul para entrarem formalmente em vigor.

Fim das barreiras comerciais: acordo histórico com a Europa entra em vigor em 1º de maio e beneficia o agronegócio paranaense
(Foto: Valter Campanato)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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