(Foto: Arquivo Aspag)
Ginseng de Querência do Norte é exportado para a França e ganha certificação nacional
A certificação do INPI atesta a qualidade única do produto cultivado no Noroeste do Estado e impulsiona as exportações para os mercados europeu e asiático.
O ginseng produzido no município de Querência do Norte, na região Noroeste do Paraná, conquistou o cobiçado registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem.
O reconhecimento oficial foi divulgado nesta terça-feira (5) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e amplia o destaque do Paraná no cenário nacional, isolando o estado na liderança com 25 produtos certificados com o selo de IG.
A certificação de Denominação de Origem assegura que as características e qualidades do ginseng derivam essencialmente do seu ambiente de produção. Isso significa que a singularidade da planta sofre influência direta das condições de clima, solo e do conhecimento tradicional aplicado pelos produtores locais na região.
De acordo com Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a IG atua como uma forte ferramenta de diferenciação mercadológica. A chancela não apenas atesta a autenticidade e a tradição ligadas ao território, mas também favorece o alcance a mercados globais rigorosos, atrai investimentos e eleva o preço do produto agrícola.
A conquista histórica é fruto do trabalho colaborativo entre a Prefeitura de Querência do Norte, o IDR-Paraná, o Sebrae Paraná, o Sicredi e a Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag).
Produção em alta e foco no comércio exterior
O cultivo do ginseng transformou a realidade econômica do município, gerando renda diretamente para cerca de 30 famílias que operam no plantio, no beneficiamento, no transporte e no apoio administrativo da cadeia produtiva. Os dados atuais demonstram a força do setor:
- A cidade de Querência do Norte abriga aproximadamente 30 hectares de área plantada.
- A produção anual atinge a marca de 300 toneladas da planta in natura.
- O setor apresenta o potencial para processar até 60 toneladas de raízes secas.
- A extração aproveita toda a planta, incluindo as raízes e a parte aérea (folhas, talos e flores), já que estudos atestaram que toda a estrutura possui princípios ativos válidos.
A Indicação Geográfica também impulsiona a presença internacional da iguaria. Nesta mesma semana, a Aspag enviará um novo lote com 1,2 tonelada do ginseng para a França, cujo destino é a formulação de produtos da indústria cosmética. O comércio exterior não é novidade para os agricultores, que já exportam a raiz para o Japão e a China desde 2015 para atender o segmento medicinal asiático.
As propriedades únicas do ginseng paranaense
O processo de certificação do produto teve início no ano de 2019 e baseou-se em rígidos testes de qualidade. Estudos comparativos comprovaram que o ginseng cultivado em Querência do Norte apresenta uma concentração superior de beta-ecdisona em relação à mesma planta produzida em outros estados. Essa substância é o principal ativo atrelado aos benefícios terapêuticos da raiz.
Entre as principais características e benefícios da planta, destacam-se:
- Trata-se da espécie botânica Pfaffia glomerata, que é nativa da Mata Atlântica e encontra excelente adaptação nas várzeas e ilhas banhadas pelo Rio Paraná.
- A planta alcança até dois metros de altura e é cultivada a partir de sementes locais por comunidades tradicionais e agricultores familiares.
- O consumo oferece efeitos estimulantes e revitalizantes, sendo amplamente associado à melhora da capacidade de memória e à diminuição de quadros de fadiga e estresse.
- Funciona como um poderoso energético natural e possui reconhecida ação antioxidante, fortalecedora do organismo e anti-inflamatória.
O mapa das Indicações Geográficas no Paraná
Com o reconhecimento do ginseng, o Paraná totaliza 25 registros de Indicação Geográfica. A lista é variada e celebra a riqueza cultural e gastronômica do estado, englobando produtos como as ostras do Cabaraquara, as balas de banana de Antonina, a carne de onça e as broas de centeio de Curitiba, a cracóvia de Prudentópolis, os cafés especiais do Norte Pioneiro, o melado de Capanema, os queijos coloniais de Witmarsum e os vinhos de Bituruna. O estado também compartilha a IG do mel de melato da bracatinga com Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Atualmente, o INPI ainda analisa pedidos depositados para outros seis produtos paranaenses, como as cervejas artesanais de Guarapuava, a acerola de Pérola e o pão no bafo de Palmeira.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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