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Homem com faca faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e acaba morto pelo BOPE

Homem com faca faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e acaba morto pelo BOPE

(Foto: Divulgação Facebook)

Homem com faca faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e acaba morto pelo BOPE


Agressor que sofria de esquizofrenia ameaçou incendiar sala de aula onde alunos comemoravam o Dia das Crianças. Prefeitura anuncia reforço imediato na segurança escolar.

Um homem armado com uma faca e uma imitação de arma de fogo invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) do bairro São Braz, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (9). O invasor manteve 13 crianças reféns dentro de uma sala de aula por mais de três horas.

A ocorrência terminou por volta das 18h20, quando equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) realizaram uma entrada tática no ambiente, resultando na morte do agressor e no resgate de todos os alunos com vida.

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O impacto da invasão alterou imediatamente a rotina das forças de segurança da capital paranaense neste fim de semana. A Prefeitura de Curitiba determinou a ampliação do patrulhamento em todo o entorno das unidades de ensino da região oeste e ofereceu suporte psicológico emergencial às famílias.

O prefeito Eduardo Pimentel convocou as secretarias de Educação e Defesa Social para implementar um pacote de medidas físicas de contenção nos prédios escolares.

Ameaça de incêndio e tensão durante festa infantil

O cenário da invasão contrastava com a rotina escolar, já que as vítimas, com idades entre 4 e 5 anos, vestiam fantasias para a comemoração do Dia das Crianças. O invasor entrou na instituição no meio da tarde, isolou uma das turmas e espalhou um líquido inflamável pelo chão do cômodo.

O Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) realizaram os primeiros isolamentos da área, com apoio de um helicóptero que monitorou o perímetro de cima.

A negociação conduzida pelo esquadrão antibombas e por especialistas em crise esbarrou na instabilidade mental do autor do ataque. Os policiais constataram posteriormente que o homem sofria de esquizofrenia, o que impedia a formulação de exigências lógicas ou conexas durante as conversas. O elemento chegou a derrubar uma carta com instruções e ameaças.

O nível de tensão escalou quando o agressor passou a segurar um isqueiro perto das poças de combustível, ameaçando iniciar um incêndio de grandes proporções.

A decisão de invadir a sala ocorreu de forma calculada, motivada pelo aumento do risco à integridade física dos alunos confinados. O homem perdeu o controle sobre os reféns, passou a ofendê-los verbalmente e começou a segurar algumas crianças de maneira violenta.

“Tentamos ao máximo acalmar ele e as crianças. Quando percebemos que as crianças começaram a ficar num nível de estresse mais elevado e ele, por não conseguir controlar essas crianças, veio, de certa maneira, a agredi-las de forma verbal e com algumas até segurando de uma forma mais acintosa. […] No momento oportuno, numa janela de oportunidade, a gente optou pelo adentramento tático. Ele estava com o isqueiro na mão ameaçando botar fogo naquele local“, explicou o coronel Alexandre Lopes Dias, líder do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar do Paraná.

Histórico criminal inclui ataque no metrô de São Paulo

O homem de 40 anos morto pelas forças de segurança acumulava um histórico de violência fora do estado. Em 2021, o agressor tentou empurrar mulheres nos trilhos de uma estação do Metrô em São Paulo. A confirmação da identidade ocorreu após o cruzamento de dados pessoais, como a data de nascimento, com boletins de ocorrência e registros de alta hospitalar daquela época.

Este passado de instabilidade antecede a invasão ao CMEI no bairro São Braz, em Curitiba. O episódio levanta novos questionamentos sobre o monitoramento interestadual de indivíduos com perfil de risco extremo. Durante o ataque na capital paranaense, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e a Polícia Militar precisaram usar força letal após o esgotamento das negociações, garantindo o resgate seguro das 13 crianças envolvidas.

Resgate seguro, evacuação velada e atendimento médico

Os tiros que neutralizaram o invasor foram disparados no exato momento em que ele tentou agarrar mais uma das vítimas no chão. O resgate encontrou as crianças em estado de choque profundo e chorando de forma compulsiva. Apesar do uso da força letal no mesmo ambiente, nenhuma criança sofreu ferimentos graves causados pelas armas ou pela ação policial.

Apenas um dos treze alunos apresentou escoriações leves e machucados no rosto, decorrentes da truculência do próprio sequestrador durante o confinamento.

Pais de cinco estudantes optaram por levar os filhos diretamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação pediátrica detalhada. Equipes de assistência social e psicólogos do município acolheram os demais responsáveis em uma base de apoio montada a poucos quarteirões da creche.

Enquanto a negociação principal ocorria na sala isolada, o corpo docente executou uma operação silenciosa de retirada dos demais estudantes.

Professores conseguiram esvaziar as outras salas do CMEI pelas saídas de emergência sem que o invasor percebesse a movimentação. A ordem de evacuação preventiva também se estendeu a um colégio municipal vizinho, onde os pais foram acionados às pressas para buscar os alunos.

Protocolos de emergência e o treinamento dos professores

A fuga velada de dezenas de estudantes e funcionários não ocorreu por acaso, mas como reflexo direto de protocolos de segurança treinados semanas antes. A Prefeitura de Curitiba confirmou que o corpo docente do CMEI São Braz havia passado recentemente por uma capacitação voltada exatamente para cenários de intrusão armada.

O comando policial classificou essa ação rápida das professoras como um fator determinante para evitar que mais pessoas virassem reféns.

O preparo técnico faz parte do programa municipal Defesa Civil na Educação – Conhecer para Prevenir. O poder público exige que as escolas testem a capacidade de resposta das equipes diante de crises extremas.

Apenas neste ciclo recente, o município documentou a realização de 1.075 simulados de emergência distribuídos em 440 unidades educacionais. Curitiba simula invasores armados em escolas e creches desde 2005.

Medidas de contenção e o futuro da segurança escolar municipal

O ataque testa novamente a resiliência estrutural da rede de ensino básico e acelera a mudança nos padrões de vigilância. O Executivo municipal estuda agora a alocação de equipes fixas da Guarda Municipal em escolas que apresentem maior vulnerabilidade geográfica ou histórico de invasões. A revisão dos protocolos também inclui a instalação de novas barreiras físicas nos controles de acesso aos prédios.

A política editorial de omissão da identidade do agressor segue um consenso rigoroso entre criminologistas e especialistas em segurança escolar. A não divulgação do rosto e do nome do criminoso corta a recompensa midiática buscada por muitos invasores, agindo como uma trava contra o efeito de contágio que estimula novos ataques nas redes de ensino.

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Homem com faca faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e acaba morto pelo BOPE
(Foto: Divulgação Facebook)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Segurança Pública do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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