(Foto: José Fernando Ogura)
Jovens de 20 a 29 anos representam 36% das vítimas de colisões no trânsito do Paraná
Dados do Corpo de Bombeiros mostram que mais de 32 mil pessoas nessa faixa etária foram atendidas pelo Siate em 2025; imprudência e acidentes na madrugada estão entre as principais causas, alertam especialistas.
Um levantamento do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) revela um perfil claro para as vítimas de acidentes de trânsito no estado: os jovens adultos. Dados dos primeiros nove meses de 2025 mostram que pessoas com idade entre 20 e 29 anos representam mais de um terço (36%) de todas as vítimas de colisões de veículos atendidas pelo Siate. Ao todo, foram 32.201 jovens socorridos neste período, de um total de 89.150 atendimentos em todas as faixas etárias.
O perfil da vítima: jovens adultos lideram estatísticas
Embora o número total de atendimentos tenha apresentado uma leve queda de 4,5% em relação a 2024, o volume de jovens envolvidos em acidentes continua a ser motivo de grande preocupação para as autoridades de segurança. Após a faixa dos 20 anos, os números caem progressivamente: foram 18,5 mil vítimas entre 30 e 39 anos, e 12,9 mil entre 40 e 49 anos, confirmando os jovens adultos como o principal grupo de risco.
“Fatores como a imprudência”: as causas por trás dos números
Segundo a capitã do Corpo de Bombeiros, Luisiana Guimarães Cavalca, a alta incidência nesse grupo se deve a uma combinação de fatores. Além de ser uma faixa etária grande e economicamente ativa, o comportamento de risco é um fator determinante. “As estatísticas demonstram que as pessoas de 20 a 29 anos são as que mais se envolvem em acidentes, por ser o grupo mais volumoso, mas também por fatores como a imprudência. Muitos acidentes acontecem na madrugada, em saídas de baladas, e têm consequências mais graves”, explica a capitã.
O custo da violência no trânsito: R$ 18 milhões ao SUS
A violência no trânsito representa não apenas uma tragédia humana, mas também um custo financeiro altíssimo para a sociedade. Em 2024, as lesões de trânsito geraram um custo de mais de **R$ 18 milhões** em internações no Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Desse total, mais da metade (R$ 10 milhões) foi gasta com vítimas de acidentes envolvendo motocicletas, um dos veículos mais utilizados pela população jovem.
A meta do Estado: reduzir as mortes pela metade até 2030
Para combater esses números, o Paraná instituiu o Plano Estadual de Segurança no Trânsito (PETRANS-PR). A principal meta do plano é reduzir o índice de mortes no trânsito em 50% até 2030. A estratégia envolve um conjunto de 115 ações que integram as áreas de segurança pública, saúde, educação e infraestrutura, com o objetivo de promover uma mobilidade mais segura e sustentável em todo o estado.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Segurança Pública do Paraná
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