(Foto: Divulgação PMC)
Mercado de arte independente cresce em Curitiba e profissionaliza produtores locais
Eventos sediados no Museu Oscar Niemeyer e espaços independentes atraíram mais de 23 mil visitantes em 2026, impulsionando pequenos empreendedores
As feiras de produção independente Mamute e Cumbuca reuniram mais de 23 mil pessoas e injetaram aproximadamente R$ 1,7 milhão na economia de Curitiba durante as edições de 2026. Os eventos centralizam a comercialização direta de obras gráficas, ilustrações, peças literárias e artesanato autoral, conectando diretamente os criadores locais ao público consumidor da capital paranaense.
Para o morador da cidade e os pequenos empreendedores, o crescimento desses circuitos representa uma alternativa prática de geração de renda e consumo consciente fora dos grandes centros comerciais. Produtores que antes atuavam na informalidade agora utilizam as feiras para testar produtos, precificar seus trabalhos e construir uma carteira de clientes físicos na região.
Feira Mamute atinge a marca de R$ 1,5 milhão em vendas
A oitava edição da Feira Mamute ocupou as instalações do Museu Oscar Niemeyer nos dias 2 e 3 de outubro deste ano. O evento reuniu 163 expositores, com mais da metade compostos por artistas residentes em Curitiba. O fluxo de 16 mil visitantes resultou em um giro econômico de R$ 1,5 milhão, valor que engloba as vendas de arte e a praça de gastronomia autoral instalada no local.
Uma novidade da edição de 2026 foi a inclusão do LAB MMT, um ciclo de encontros de formação viabilizado por incentivos públicos para atualizar os profissionais do setor. A organizadora do evento, Ana Hupfer, pontuou a dinâmica do projeto.
“Um dos propósitos que guiam a Mamute é promover o encontro e a troca entre os artistas da cidade. Diferentes gerações, linguagens e estilos em um mesmo espaço em que a criatividade é o pulso.”
Escola Cumbuca e o foco na profissionalização de artistas
Em paralelo aos grandes eventos, a Feira Autoral da Cumbuca registrou 75 artistas expositores e um público de 7 mil pessoas em sua quinta edição. O volume de vendas alcançou R$ 200 mil em trabalhos independentes. A feira atua como um desdobramento da Escola Cumbuca, fundada em 2019 com o objetivo de ensinar técnicas de gestão, precificação e comunicação para produtores da periferia.
A iniciativa reflete a vivência de sua fundadora, Deisy dos Santos Soares, que concentra esforços na capacitação desses profissionais para que desenvolvam autonomia no mercado local.
“Eu sou uma mulher negra, periférica, com mais de 40 anos, e entendi muito cedo o quanto o acesso à cultura pode transformar a maneira como a gente se percebe, ocupa a cidade e imagina possibilidades para a própria vida.”
Chancela internacional e a economia criativa local
Os resultados financeiros das feiras fortalecem a posição de Curitiba como integrante da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A capital ostenta o título de Cidade Criativa do Design desde 2014, utilizando o planejamento urbano para expandir seu comércio interno.
Os dados registrados no último ano demonstram a consolidação estrutural desse mercado:
- Injeção de mais de R$ 1,5 milhão pela Mamute no Museu Oscar Niemeyer.
- Geração de R$ 200 mil em vendas na quinta edição da Cumbuca.
- Participação conjunta de quase 240 expositores ativos nos dois eventos.
- Capacitação direta de mais de 150 projetos pela Escola Cumbuca desde 2019.
A estruturação dessa rede comercial garante que a produção artística se sustente como uma atividade profissional rentável para dezenas de famílias produtoras na região metropolitana.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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